Cidadeverde.com

Iniciada negociação entre comerciários e patrões para novo acordo coletivo

Foto: Divulgação/Internet

Começou a negociação entre os patrões e os comerciários, para fechar o acordo de convenção coletiva desse ano, mas pelo visto o entendimento não será fácil. Um dos pontos que mais causam polêmica é o Decreto 9.127, que coloca os supermercados como serviços essenciais, e, portanto, podem funcionar livremente em domingos e feriados. Para a Associação dos Supermercados do Piauí, os comerciários não estão aceitando o decreto.  

"O Sindicato dos Comerciários quer que seja mantida a mesma convenção de quando não tinha a lei de atividade essencial, quer que o domingo e os feriados sejam remunerados porque teriam que ser folga, mas o novo decreto não coloca assim. Os funcionários devem estar sujeitos a uma escala de revezamento e o que a lei diz é que, a cada sete semanas, a folga tem que ser no domingo", explica o presidente da Associação dos Supermercados, Raul Lopes. 

Até agora, os domingos e feriados são remunerados. Nas reuniões está sendo negociada se haverá remuneração ou se a folga passa a ser dentro da semana. A Associação também diz que, dos sete feriados, serão mantidos dois ou três mais importantes, como Natal e Réveillon, por exemplo. "Os demais não serão mais considerados horas extras. Já no caso dos domingos, ainda estamos vendo", acrescenta Raul. 

Na manhã desta sexta-feira (8), está havendo outra reunião entre os patrões e representantes do Sindicato dos Comerciários. À noite, o sindicato reunirá a categoria para decidir sobre as exigências. 

Até agora, o sindicato também tem entrado em desacordo em outros pontos, como o reajuste. Os patrões oferecem o reajuste pela inflação e o sindicato pede 10%.

Segundo a assessoria de comunicação do Sindicato dos Comerciários, a classe patronal está se recusando a ceder em alguns pontos e não está havendo uma contrapartida plausível. “Esta proposta dos supermercados chega a ser desumana e indecente. Certo que houve retrocesso, mas não voltamos à escravidão. Esta proposta do setor patronal é trabalho escravo. Nós não vamos aceitar e permitir que isso aconteça”, disse o secretário geral do Sindicato dos Comerciários de Teresina, Gilberto Paixão.