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Inflação acumulada é a menor desde o Plano Real: 1,33%

Foto:  (TacioPhilip/iStock)

 
A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de maio com alta de 0,4%, praticamente dobrando em relação ao apurado na alta de abril: 0,22%. Apesar da alta, o resultado acumulado nos primeiros cinco meses do ano ficou em 1,33%, a menor inflação para o período desde a implantação do Plano Real.

Os dados foram divulgados hoje (8), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que a inflação acumulada nos últimos doze meses subiu para 2,86%, contra 2,76% dos doze meses imediatamente anteriores. Em maio do ano passado a alta havia sido de 0,31%. O IPCA é a inflação oficial do país e serve de balizamento para o plano de metas fixado pelo Banco Central.

Greve dos caminhoneiros influenciou o resultado do mês

De acordo com o IBGE, já foi possível sentir em alguns produtos os efeitos da greve dos caminhoneiros, principalmente no caso dos alimentos, cujos preços dispararam no fim do mês. Em maio, o preço da batata subiu 17,51%, hortaliças tiveram alta de 4,15% e leite, de 2,65%. Assim, o preço dos alimentos teve alta de 0,32% no mês, ante queda de 0,35% em maio de 2017. Segundo o economista do IBGE Fernando Gonçalves, parte desta alta é reflexo dos aumentos de preços durante a greve. E, como a paralisação ocorreu na última semana do mês, o impacto deve se estender para o índice de junho. Os dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) são coletados até o dia 29 de cada mês.

Gasolina e energia

A gasolina, além dos reajustes da Petrobras, que somaram 8% no mês, também pode refletir efeitos da greve dos caminhoneiros, diz Gonçalves, que elevou os preços nas bombas no fim do mês. Em maio, o preço da gasolina subiu 3,34%. O preço da energia elétrica subiu 3,53% no mês, com reajustes de tarifas em alguns estados e mudança da bandeira tarifária para pagar o custo de térmicas.