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Servidores estão com nome sujo porque governo não repassa descontos de empréstimos

Foto: Divulgação/Internet

Servidores públicos estaduais estão tendo o nome negativado pelos bancos porque o governo não está repassando o dinheiro que é descontado dos contracheques para pagamento dos empréstimos consignados.

Os pagamentos não estão sendo feitos desde abril, segundo reconheceu a própria Secretaria da Fazenda. 

O Cidadeverde.com recebeu ainda denúncias de descontos duplos, nos quais o servidor tem o dinheiro descontado no contracheque e, quando cai na conta o restante, o banco desconta novamente o valor, já que não recebeu do governo.

"É uma situação constrangedora. O servidor, com nome negativado, fica impossibilitado de fazer novos empréstimos em outros bancos, de fazer um financiamento, etc. E não tem culpa nenhuma da dívida. O dinheiro está sendo descontado todos os meses, mas não é repassado do governo aos bancos e os bancos, ao invés de cobrarem do governo, cobram é do servidor", explicou Macioneide Barbosa, presidente da Abempi, associação que assiste policiais militares e bombeiros, ativos e inativos do Piauí.

A orientação da Abempi é que os servidores recolham no banco um relatório que comprove os atrasos e busquem assessoria jurídica para solucionar o problema. "Temos visto isso acontecer com servidores que recebem pela Caixa Econômica e pelo Banco do Brasil", afirmou a presidente.

A Assessoria de Comunicação do Banco do Brasil informou que a informação não procede, que os servidores não estão sendo negativados e/ou cobrados dos valores porque o convênio é firmado entre governo e banco, não com o servidor. A Coluna Economia & Negócios, do Cidadeverde.com, entrou em contato também com a assessoria da Caixa e aguarda retorno.

Ao ser questionado na Assembleia Legislativa do Piauí, o superintendente do Tesouro Estadual da Sefaz, Emílio Júnior, destacou as dificuldades financeiras do Estado e a queda nos repasses do Fundo de Participação do Estado (FPE). "Temos um FPE de R$ 175 milhões e uma folha de pagamento de mais de R$ 300 milhões", afirmou.

Emílio garantiu que o governo está fazendo todo o esforço possível para regularizar os pagamentos aos bancos. "Mas a prioridade é a folha de servidores, o repasse aos Poderes e o pagamento da Dívida Pública. As demais despesas aguardam receita", finaliza.