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Sem renda, mais de 300 novos soldados da PM cobram nomeação

Foto: Folha de Parnaíba

Mais de 300 novos soldados que se formaram no último dia 25 de junho ainda aguardam a nomeação pelo Governo do Estado para iniciarem o trabalho na Polícia Militar.  Eles reclamam que não receberam mais a bolsa do estágio a que tiveram direito durante o curso de formação, e sem serem nomeados não podem receber salário. 

Os novos policiais destacam que foram usados no reforço do policiamento pela Defesa Civil, nos estádios de futebol, no Centro de Teresina, nos jogos da Copa, além do estágio nas ruas para ao final de tudo “serem mandados para casa sem saber quando exercerão a profissão”.

“E hoje, 22 dias após a nossa formação, estamos no descaso por parte do governo que fez uma das promessas o aumento do efetivo da PM. Com a não nomeação não entramos na folha de pagamento e não estamos mais recebendo como bolsistas, passamos seis árduos meses nos preparando para sermos policiais e estamos agora desempregados”, diz um militar que não quer se identificar.

Os aprovados acreditam que foi feito um estudo de viabilidade técnica para garantir que haveria orçamento para as nomeações. “Então perguntamos a nossa população piauiense, qual o motivo para a não nomeação dos novos soldados já que estão previstos todos os impactos nas contas públicas do acréscimo de pessoal?”, questiona outro policial.

São 324 novos militares que foram formados em Teresina, Picos e Parnaíba. O salário inicial é de R$ 3371,21.

Por meio de mensagens, o secretário de Segurança Pública, coronel Rubens Pereira, disse apenas que os novos policiais serão convocados, mas não existe uma data prevista. "Não posso adiantar data. Estamos vendo pra ser logo, pela necessidade de efetivo no interior", completou. Já o comandante geral da PM, coronel Lindomar Castilho, disse apenas que está "providenciando a nomeação para ser feita até o final do mês". 

A coluna também tentou contato com o secretário de Administração, Ricardo Pontes, mas as ligações não foram atendidas.