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Investidores interessados na Cepisa devem enviar proposta na 2ª feira

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil

O leilão da Companhia Energética do Piauí (Cepisa) foi confirmado ontem (18) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o dia 26 de julho. 

Os investidores interessados na Cepisa deverão entregar suas propostas econômicas pela empresa e documentos de habilitação na B3 no dia 23 de julho, entre 9h e 12h, conforme informou o comunicado do BNDES, publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

O leilão de outras quatro distribuidoras será realizado apenas no próximo dia 30 de agosto, porque algumas pendências das empresas com a justiça inviabilizaram a venda para este mês. Em agosto, portanto, serão leiloadas a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), Boa Vista Energia, distribuidora de energia em Roraima, Amazonas Distribuidora de Energia (Amazonas Energia). 

Já o leilão da Companhia Energética de Alagoas (Ceal) continua suspenso devido a uma decisão judicial.

Como será o leilão

Vence o certame quem pagar R$ 50 mil pela distribuidora e garantir menor desconto no adicional aditivo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ou seja, quem garantir a menor tarifa para o consumidor. 

Após o certame, no entanto, a empresa vencedora terá que fazer aportes milionários para que distribuidora tenha capital de giro e consiga funcionar normalmente. Somando as seis distribuidoras, serão necessários R$ 2,4 bilhões em aportes. O maior deles é o da Cepisa: R$ 740 milhões.

As dívidas das distribuidoras não serão assumidas pelos vencedores. Ficou decidido que a Eletrobras vai assumir todos os débitos, cujo valor estimado é de R$ 11,2 bilhões.

Também foi definido que a estatal assumirá os encargos de R$ 8,5 bilhões referentes ao aportes dos fundos setoriais de energia, referentes a créditos ou obrigações com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Com isso a Eletrobras deverá assumir cerca de R$ 20 bilhões em passivos das distribuidoras.