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Energia elétrica e preço do gás impulsionam inflação de julho

Foto: CUT

O aumento médio de 6,77% no custo da energia elétrica no país foi o principal responsável pela inflação de 0,64% registrada pela prévia de julho do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o IPCA-15. 

A prévia constata que a inflação desacelerou de 1,11% em junho para 0,64% em julho. Apesar disso, essa foi a maior taxa para o mês de julho desde 2004 (0,93%). No acumulado em 2018, o avanço é de 3%.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 acelerou para 4,53%, acima dos 3,68% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e levemente acima do centro da meta de inflação do Banco Central para o ano, que é de 4,5%. Vale destacar, entretanto, que a referência para o cumprimento da meta é o IPCA do fim do ano.

Segundo o IBGE, o custo com habitação, que subiu 1,99%, foi puxado também por aumentos de preço do:

- gás de botijão (1,36%)
- gás encanado (1,24%)
- tarifa de esgoto (1,27%)

Outros grupos de despesa que influenciaram a prévia de julho da inflação oficial foram os alimentos, com taxa de 0,61%, e os transportes, com alta de preços de 0,79%.

O aumento de preços dos alimentos foi puxado por produtos como:

- leite longa vida (18,3%)
- frango inteiro (6,69%)
- frango em pedaços (4,11%)
- arroz (3,15%)
- pão francês (2,58%)
- carne (1,1%). 

Por outro lado, alimentos que tinham sentido uma alta de preços na prévia de junho devido à greve dos caminhoneiros, desta vez tiveram deflação:

- batata-inglesa (-24,8%)
- tomate (- 23,57%)
- cebola (21,37%)
- hortaliças (7,63%) 
- frutas (5,24%)

A inflação dos transportes foi influenciada bastante pelo aumento da passagem aérea (45,05%). Os combustíveis, que haviam tido alta de 5,94% em junho, tiveram deflação de 0,57%, por causa da queda de preços do óleo diesel (6,29%), etanol (0,78%) e gasolina (0,37%).