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No Piauí, 78% dos produtores garantem não usar agrotóxicos, revela IBGE

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No Piauí, quase a totalidade dos produtores (98,4%) afirma não utilizar corretivos no solo, como aplicações de calcário, 77,73% garante também não usar agrotóxicos e 89,47% evita o uso de adubação, seja orgânica ou química.

O dado revela a pouca tecnologia empregada no setor, o que limita a produção do estado. "Não fazer a correção do solo leva à baixa rentabilidade. A falta de irrigação e assistência técnica é outro dado alarmante. De todos os estabelecimentos agropecuários do Piauí, apenas 6% têm irrigação e 3,44% são assistidos tecnicamente", afirma Pedro Andrade de Oliveira, coordenador do Censo Agropecuário 2017.

Os dados foram apresentados  na manhã desta quinta-feira (26), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte do Censo Agropecuário, realizado entre 1° de outubro de 2016 e 30 de setembro de 2017, em todo o Brasil. No Piauí, todos os 224 municípios foram analisados, contemplando uma área de 251.611,92 quilômetros quadrados. Mais de 1.100 pessoas foram contratadas pelo IBGE para a coleta dos dados no estado.

Perfil dos produtores 

O levantamento revela que o produtor piauiense é, em sua maioria, homem (77,84%) e quase metade (41,85%) não sabe ler nem escrever. Também é fato que a maioria dos produtores é adulta (60,84%), mas também é expressiva a participação dos idosos no campo (32%).

Menos pessoas empregadas

Outro dado importante apresentado é que o número de pessoas empregadas nas atividades agropecuária diminuiu significativamente na última década. Em 2006, eram 831.827 pessoas envolvidas no setor. Em 2017, eram 671.456. "Isso é o retrato do envelhecimento da população e da redução do número de filhos dos agricultores", avalia Pedro Andrade.