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Brasileiros ainda têm o hábito de guardar dinheiro em casa

Foto: Istock

Guardar dinheiro no final do mês não é um hábito comum do consumidor brasileiro, como todos nós sabemos. Mas um dado divulgado pelo SPC revela que nem mesmo aqueles que conseguem poupar, um pouquinho que seja, procuram fazer o dinheiro render. A busca por aplicações rentáveis é uma atitude adotada por uma parcela mínima da população. Um quarto dos poupadores guarda dinheiro na própria casa, o que é uma opção arriscada por questões de segurança e muito negativa do ponto de vista da rentabilidade, já que o dinheiro fica parado sem render juros.

Além disso, ao manter o dinheiro em casa, o consumidor está perdendo o poder de compra pela inflação e isso pode ser prejudicial para seus objetivos. Se a intenção é se proteger dos imprevistos, o ideal é optar por uma reserva com alta liquidez – aquelas em é possível sacar o dinheiro a qualquer momento - ainda que isso implique em um rendimento menor. Por outro lado, se o objetivo é poupar para o longo ou médio prazo, aplicações menos líquidas, isto é, com menos facilidade para sacar, podem servir de freio ao impulso de usar esse dinheiro para contas do dia a dia, por exemplo.

Mas poucos são os brasileiros que têm consciência real das suas necessidades financeiras, e isso inclui, a consciência das várias formas de fazer o dinheiro render.  Uma prova disso é que, mesmo com a popularização de modalidades como o Tesouro Direto e das letras de crédito nos últimos anos, a velha caderneta de Poupança continua líder absoluta como o principal tipo de aplicações dos poupadores brasileiros, citada por 60% dos entrevistados.

Outra escolha bastante mencionada é a Conta Corrente, modalidade usada por 18% dos brasileiros que possuem recursos guardados. Completam o ranking de principais aplicações a Previdência Privada (7%), Fundos de Investimentos (5%), CDBs (4%) e Tesouro Direto (4%).

A pesquisa do SPC revela ainda que menos de 20% da população têm conseguido guardar dinheiro nos últimos meses. Mesmo entre as pessoas de mais alta renda, o hábito de poupança revela ser algo precário. Veja mais detalhes no quadro Economia Popular, da Rádio Cidade Verde.