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Ranking da eficiência: Piauí se destaca em Segurança e Finanças

Com nota 0,482, o Piauí está entre os estados brasileiros com alguma eficiência quando o assunto é gestão. O ranking divulgado ontem (18) pela Folha de São Paulo avalia os estados que entregam mais saúde, segurança, educação e infraestrutura à população com menos recursos. 

Agora, vamos esmiuçar os dados desse ranking:

O levantamento leva em consideração 17 variáveis agrupadas em seis componentes para calcular a eficiência na gestão. As notas vão de 0 a 1, quanto mais próximo de 1, mais eficiente.

A maior nota do Piauí é na segurança: 0,878. Nesse quesito, a média do país é 0,616 - ou seja, o Piauí está acima da média nacional. 

A segunda maior nota é em Finanças: 0,594, praticamente igual à média nacional, que é 0,597. Em seguida vem Saúde, com 0,410, exatamente igual à média nacional. 

Já em Educação, a média do Piauí (0,397) ainda está expressivamente abaixo da nacional (0,463). O mesmo acontece com Infraestrutura, cuja média do estado é 0,372 e a do país é 0,459.

A menor nota é a da receita per capita: 0,118, enquanto a média nacional é 0,372.

Comparando receitas

O levantamento da Folha revela que em 2017 a receita total do Piauí foi de R$ 9,8 bilhões, o que dá R$ 3.030 por habitante. Só a título de comparação, Santa Catarina, que é o primeiro lugar no ranking de eficiência, recebeu R$ 25,6 bilhões no mesmo período, o que dá R$ 3.656 por habitante. Ou seja, R$ 626 a mais para cada habitante. O último do ranking foi o Amapá, que recebeu apenas R$ 4,7 bilhões de receita total em 2017, em compensação, como a população é menor, foram R$ 5.859 para cada habitante.

O mais interessante é que, em 2016, o Piauí tinha uma dívida de 46% sobre a receita. Santa Catarina tinha uma dívida de 81,2%. 

Para onde vai o dinheiro

Considerando dados de 2016, o Piauí investiu mais em Saúde que a média nacional. O estado destinou 14,6% das receitas para esse setor, enquanto o país destinou 12,6%. 

Dados relevantes
Outros dados importantes da pesquisa é que 91,5% das crianças piauienses de 6 a 14 anos estão matriculadas no ensino fundamental (2015/2016). E a taxa de abandono do ensino médio é de 11,6%. Em Santa Catarina, 1º lugar no ranking, as taxas são de 99,7% de matriculados contra 7,1% de abandono. 

O Piauí tem 1,3 médicos para cada mil habitantes e a cobertura da atenção básica é de 99,6%. A taxa de mortalidade infantil é 14,8. Em SC, são 2,1 médicos para cada mil habitantes, 88,4% de cobertura da atenção básica e a taxa de mortalidade infantil é 9,9. 

O que pesa negativamente no Piauí, em relação à infraestrutura é o atendimento de esgoto (10,7%). O atendimento de água chega a 72%. Em SC, o atendimento de esgoto chega a quase o dobro, 20,7% e o de água é 87,1%.