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Ranking da competitividade: PI tem a 5ª maior taxa de crescimento do país

O Piauí subiu, de 2017 para 2018, duas posições no ranking da competitividade nacional, atingindo 37,9 pontos neste ano - um crescimento de 13,8% quando comparado ao ano anterior, cuja nota havia sido 33,3.

Com essa nota, o Piauí se coloca em 21º lugar no ranking geral da competitividade, estudo que é feito há sete anos por três renomadas instituições: a consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), a Tendências Consultoria e o Centro de Liderança Pública (CLP).

O estudo avalia 10 quesitos da gestão pública: sustentabilidade ambiental, capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, solidez fiscal, segurança pública e sustentabilidade social.

A nota do país é de 49,4 pontos, portanto, o Piauí segue abaixo da média, mas nessa pesquisa 11 estados caíram de posição quando comparados com o ano passado. O Piauí foi um dos que obteve resultado positivo, subindo duas posições. Além disso, a distância entre a nota do Piauí e a nota nacional ficou menor. No ano passado, a distância era maior que 14 pontos. Neste ano, é de 11 pontos.

Veja detalhes dos pilares analisados:

Potencial de mercado

Nesse pilar, são analisados três itens: crescimento potencial da força de trabalho, tamanho do mercado e taxa de crescimento. O Piauí é o 5º estado do país com a maior taxa de crescimento (nota: 56,6). Nos outros dois itens, o estado ocula a 22ª e a 21ª posições, respectivamente. 

Infraestrutura

 

Nesse pilar são analisados 10 itens. Veja a nota e a posição do Piauí em cada um deles: acessibilidade do Serviço de Telecomunicações (13º lugar, com 28,3 pontos); acesso à energia elétrica (26º lugar, com 49,5 pontos); custo da energia elétrica (15º lugar, com 43,1 pontos); custo de combustíveis (7º lugar, com 81,5 pontos); custo do saneamento básico (10º lugar, com 66,9 pontos); diponibilidade de voos diretos (22º lugar, com nota 1,5); mobilidade urbana (5º lugar, com nota 86,6); qualidade da energia elétrica (21º lugar, com 79,4 pontos); qualidade das rodovias (17º lugar, com 36,9 pontos) e qualidade do serviço de telecomunicações (19º lugar, com 36,9 pontos).

Capital humano

 

Nesse pilar são analisados quatro itens, mas o Piauí não tem dados suficientes para análises em dois deles (qualificação dos trabalhadores e produtividade do trabalho), e portanto não pontuou. Nos demais itens, o resultado foi o seguinte - custo da mão de obra: 3º lugar nacional, com 95,1 pontos e PEA (Plano de Ensino e Aprendizagem) com Ensino Superior: 18º lugar, com 24,6 pontos.

Educação


Nesse pilar são analisados dez quesitos. O Piauí se destacou em 1º lugar geral na avaliação de educação, obtendo a nota máxima, 100 pontos. Ficou ainda em 6º lugar, com nota 84,8, na taxa de frequência líquida do ensino fundamental (sendo que no ano anterior ocupava a 16ª posição). As notas dos demais itens foram - Enem: 18ª posição com 26,2 pontos; Ideb, 18ª posição, com 39,6 pontos; índice de oportunidade da educação, 19º lugar, com 30,6 pontos; PISA, 21º lugar com 25 pontos; taxa de atendimento do ensino infantil, 14º lugar com 63,2 pontos;  taxa de frequência líquida do ensino médio, 20º lugar, com 27,1 pontos. Em dois quesitos não houve pontuação - taxa de abandono do ensino médio e taxa de abandono do ensino fundamental.

Sustentabilidade Social

Nesse pilar são analisados 16 itens. O Piauí se destaca em 1º lugar no país na Previdência, com nota máxima de 100 pontos. Veja os destaques no quadro abaixo:

Segurança pública

Nesse pilar são analisados oito itens e o Piauí se destaca em vários deles: em qualidade da informação de criminalidade ocupa o 2º lugar, com 96,3 pontos; em segurança pessoal ocupa o 5º lugar com 83,4 pontos;  em déficit carcerário ocupa o 7º com 92,4 pontos. Em mortes a esclarecer ocupa o 11º lugar, com 79,8 pontos; em segurança patronal está em 13º com 72,4 pontos; atuação do sistema de justiça criminal está em 17º com 20,1 pontos; e, presos sem condenação está em 21º lugar com 22,4 pontos e em segurança no trânsito está em 26º lugar, com 14,6 pontos. 

Solidez fiscal

Nesse pilar, o Piauí se destaca em 5º lugar geral em capacidade de investimento, com 64,5 pontos. Também é boa a colocação do estado no quesito resultado nominal, ocupando o 7º lugar com nota 51,1 pontos. Em solvência fiscal, o estado fica em 10º, com 86,8 pontos; em resultado primário está em 14º lugar com 56,1 pontos e em sucesso na execução orçamentária está em 20º lugar, com 49,3 pontos. 

Eficiência da Máquina Pública

Nesse pilar, os melhores resultados do Piauí são no percentual de servidores comissionados, ocupando o 12º lugar, com 90,4 pontos e no índice de transparência no qual está em 15º lugar, com 95,8 pontos. No custo do executivo/PIB, o estado está no 26º lugar, com 40,3 pontos; no custo do judiciário/PIB, o estado está em 19º lugar, com 52,5 pontos; no custo do legislativo/PIB, está em 24º lugar, com 57,8 e na eficiência do judiciário obteve 22,7 pontos, ficando na 21ª colocação.

Inovação


Nesse pilar, são três quesitos. O Piauí alcançou o 15º lugar em dois deles: investimentos em P&D, com nota 12 e Patentes, com nota 7,7. No quesito produção acadêmica ficou em 18º lugar, com 14,9 pontos.

Sustentabilidade ambiental


Nesse quesito o Piauí está em último lugar no estado, por não ter pontuado (por falta de dados) no quesito destinação do lixo. Além disso, em todos os outros três pontos, o estado ficou entre as últimas posições: emissão de CO2, em 25º lugar, com 16,9 pontos; serviços urbanos em 24ª colocação, com 10,1 pontos e tratamento de esgoto, com 7,4 pontos, também em 24º lugar.