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Salário do trabalhador piauiense caiu, em média, R$ 375 em 2017

Foto: Divulgação/internet


A remuneração média do trabalhador piauiense, que tem carteira assinada, teve queda de 13,41% em 2017. A média salarial caiu de R$ 2.798,71 para R$ 2.423,47. Em valores absolutos, o salário foi reduzido em R$ 375,24, em média, de 2016 a 2017. Nacionalmente, o comportamento foi contrário. A remuneração média do brasileiro teve alta de 2,1% em 2017, chegando a R$ 2.973,23. 

Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada pelo Ministério do Trabalho.

Escolaridade x renda

Os maiores salários, obviamente, são pagos para quem tem grau superior completo. A média salarial desse perfil de trabalhadores, no entanto, caiu mais que a média do estado. Em 2016, o rendimento médio era R$ 5.081,83, no ano seguinte passou para R$ 4.340,99, ou seja, ficou R$ 740,84 (14,58%) menor.

Na outra ponta, o salário dos trabalhadores analfabetos caiu 13,45% - passando de R$ 1.420,98 para R$ 1.129,80 (R$ 291,18 a menos).

A maior queda relativa no Piauí foi entre os trabalhadores que têm até a 9ª série do ensino fundamental. Eles tiveram redução salarial de R$ 282,09, o que representa uma queda de 15,68%. O salário deles passou de R$ 1.799,60 para R$ 1.517,51.

Em todos os graus de instrução houve queda salarial no Piauí.

Foto: Gazeta do Povo

Remuneração por sexo

Tanto as mulheres quanto os homens tiveram redução salarial entre 2016 e 2017 no Piauí. E essa redução foi praticamente igual: para eles, o salário caiu 13,33% e para elas 13,48%. 

Porém, em 2017, o salário médio dos homens continuou acima do das mulheres no Piauí. A média deles foi de R$ 2.526,10 e a delas R$ 2.423,47. A diferença entre os sexos é de 4,23%, ou R$ 102,63.

Nesse quesito, o Piauí se destaca por representar menor distância salarial entre os dois sexos do que a média nacional. No país, o salário dos homens encerrou o ano passado 17,46% acima do das mulheres, representados pelos R$ 473,16 a mais pagos, em média, aos trabalhadores do sexo masculino. 

Os dados indicam que o rendimento está caminhando para uma menor desigualdade entre os gêneros, porém a passos lentos. Em 2016, a remuneração básica recebida pelas mulheres correspondia a 84,3% do salário dos homens. Em 2015, o valor da remuneração feminina era 83,4% o da masculina e, em 2014, 82,39%.