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Senado discute formas de reduzir os spreads bancários no Brasil

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deve analisar, nesta terça-feira (4), o relatório do senador Armando Monteiro (PTB/PE) sobre a redução dos spreads bancários, que é a diferença entre as taxas de captação e de empréstimo de recursos pelos bancos.

O foco está nos efeitos das inovações tecnológicas, que podem induzir o aumento da competição no mercado financeiro e gerar redução no spread. o texto é fruto do debate de um grupo que vem discutindo o tema dentro da Comissão. A CAE já realizou três audiências públicas com especialistas, economistas, representantes das empresas e do governo.

Em uma delas, o representante do Banco Central, Otávio Ribeiro Damaso ressaltou que os novos desafios do sistema financeiro, que está sendo forçado a se reinventar. "Essa revolução de inovações tecnológicas que atingiu o sistema financeiro impôs uma revisão do sistema de negócios e o surgimento de novos agentes para ofertar produtos financeiros de uma forma diferente, mais eficiente e mais barata, para públicos não atendidos até então. Também leva a isso o próprio comportamento do usuário, a mudança da sociedade em relação às tecnologias e às instituições financeiras", declarou.

Por que os spreads são tão altos no Brasil?

O spread no Brasil é um dos mais altos do mundo, porque ele acompanha a taxa básica de juros, a Selic, que apesar de estar no mais baixo patamar da história, continua entre as maiores. O spread tende a cair sempre que a Selic está em baixa, porque os bancos tendem a pagar menos pelos recursos que captam no mercado, uma vez que muitos investimentos pagam juros atrelados à Selic.

Composição dos spreads

Inadimplência: 40%
Lucro: 34%
Impostos diretos: 22,7%
Depósito compulsório + encargos: 2,60%
Custos administrativos: 0,75%