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8% dos pais atrasarão contas para comprar presente para os filhos

Foto: Pixabay / download gratuito

 

Mais de 40% dos pais decidem em conjunto com os filhos qual presente comprar no Natal. Outros 9% deixam a criança escolher sozinha. Até aí a situação não seria grave, se estivesse dentro das condições financeiras da família, mas  para não frustrar o desejo dos filhos, 8% admitem possibilidade de não pagar alguma conta para poder comprar o presente.

Esse levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela, portanto, que, em metade dos casos (50%), os filhos participam, em alguma medida, do processo de escolha dos presentes que vão receber dos pais.

Há pais mais durões (47%), que centralizam a decisão sem permitir a participação dos filhos, mas eles são minoria.

É saudável ou não?

Esse envolvimento na compra do presente pode ser saudável para a formação das crianças, que começam a ter noções de educação financeira. Os pais podem trabalhar, nessa oportunidade, noções de caro e barato, de preço e valor e ainda fazer reflexões sobre o quanto é preciso trabalhar para pagar o valor dos brinquedos desejados.

A criança ou adolescente pode fazer uma lista de desejos, com várias opções respeitando um determinado limite de valor. Assim, entenderão que a decisão não é só deles, mas sim tem que ser tomada em comum acordo com os adultos que têm o controle financeiro dentro de casa. 

O que não é saudável é camuflar a realidade financeira da família. Se para você comprar um presente precisará atrasar uma conta ou fazer um sacrifício muito grande, como deixar de comprar alguma coisa essencial, então isso não está dentro da sua realidade financeira.

E isso não é só para o Natal, mas para todos os momentos. É dever dos pais ensinar os filhos a terem noções de educação financeira desde cedo e a lidarem com frustrações.