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Piauí e Ceará têm maiores taxas de acesso à pré-escola

Foto: Pixabay / download gratuito

Entre 2016 e 2017, a proporção de crianças brasileiras de 4 e 5 anos que estava frequentando a escola passou de 90,2% para 91,7%. Nessa idade, ir a escola já é obrigatório e visto como uma das formas de combate à pobreza, mas o percentual alcançado no país ainda é aquém da meta de universalização proposta pelo Plano Nacional de Educação (PNE).

Os dois estados que chegam mais perto da universalização do ensino pré-escolar são o Piauí, cujo percentual de crianças de 4 a 5 anos matriculadas chega a 97,6%, e o Ceará, com 97,8%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (5), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Síntese de Indicadores Sociais (SIS). 

Nos anos imediatamente seguintes (de 6 a 10 anos), o percentual de crianças piauienses matriculadas é ainda maior: 99,8%, sendo que na capital, Teresina, os números apontam para a universalização (100%). 

Com isso, Teresina está entre as cinco capitais brasileiras que universalizaram o ensino a crianças nessa faixa etária de 6 a 10 anos. As demais são: Palmas, Aracaju, Salvador e Vitória.

Na faixa etária seguinte (11 a 14 anos), entretanto, o percentual de crianças piauienses matriculadas cai para 99,2% e para 99,6% em Teresina.

De 15 a 17 anos, idade em que os jovens começam a procurar emprego para ajudar na renda familiar, a evasão escolar é maior e o percentual de matriculados cai para 91,4% no Piauí e para 96% em Teresina. 

A situação se agrava mais entre 18 e 24 anos, quando apenas 36,5% dos jovens piauienses continuam frequentando a escola (44,5% em Teresina) e cai para 4,8 entre os jovens acima de 25 anos (7% na capital).

Comportamento dos percentuais

Apesar do bom desempenho do Piauí no que diz respeito à pré-escola, de um ano para o outro, o estado reduziu o percentual de crianças matriculadas. Em 2016, as matrículas abrangiam 98,3% do total de piauienses entre 4 a 5 anos e 99,8% dos piauienses entre 6 e 10 anos.

Antes da matrícula obrigatória, ou seja, de 0 a 3 anos, o percentual de matrículas no estado subiu, de 22,4% para 26,4%, assim como nos demais níveis: de 11 a 14 anos (era 98,4% e passou para 99,2%); de 15 a 17 anos (era 88,7% e passou para 91,4%); de 18 a 24 (era 36,2% e passou para 36,5%) e 25 anos ou mais (era 4,6% e passou para 4,8%). 

Plano Nacional de Educação 

A proporção de crianças com 4 anos de idade frequentando escola ou creche no Brasil era de 87,1% até o ano passado. Na comparação com países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil fica imediatamente abaixo da média de 88%, ocupando o 27º lugar entre 35 países, à frente de Chile, Finlândia e Estados Unidos, por exemplo.