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IBGE estima queda na produção de grãos do Piauí em 2019

Foto: Jonas Oliveira / Fotos Públicas

A estimativa para a produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2019 cresceu, segundo o novo levantamento do IBGE. Pelas informações colhidas, a safra 2019 deve ficar 1,7% acima da safra 2018, enquanto a área a ser colhida é de 62,0 milhões de hectares, 1,9% maior que na atual safra. 

Este crescimento deve-se, principalmente, às maiores estimativas de produções do milho (86,9 milhões de toneladas em 16,9 milhões de hectares) e caroço de algodão (3,1 milhões de toneladas). Houve declínio das estimativas de produção para a soja (117,7 milhões de toneladas, 35,4 milhões de hectares), arroz (11,2 milhões de toneladas, 1,7 milhão de hectares) e feijão (2,9 milhões de toneladas, 3,0 milhões de hectares).


Produção piauiense

No Piauí, entretanto, a produção de soja deve registrar declínio em 2019. Os dados apontam para uma queda de 23,7%, somando ao final 1,9 milhão de toneladas do grão, que é o carro-chefe do agronegócio do estado. 

A produção de arroz também deve ter declínio nos solos piauienses no próximo ano. Maranhão e Piauí estimaram produção de 186,3 e 94,3 mil toneladas, respectivamente, portanto, menores em 16,8% e 13,8% do que no ano anterior. 

Quanto à castanha-de-caju, cujo Piauí é o segundo maior produtor do país, deverá ter declínio de 2,1% na safra, gerando uma produção de 25,2 mil toneladas.

Também é estimada retração de 1,1% na produção de milho.

Mas, segundo o IBGE daqui do Piauí, não há motivos para preocupação ainda. Temos dois pontos importantes a destacar sobre o estudo:

O primeiro é que a metodologia utilizada foi apenas matemática, não foi de campo. Nela, pega-se os últimos cinco anos, tira-se o melhor e o pior resultado e faz-se a média dos três que sobram. Nos demais estados, dá certo porque o regime de chuvas é mais regular que aqui. E vale ressaltar os anos de seca severa que o estado enfrentou. 

No próximo levantamento, segundo o IBGE, os dados serão revistos já com a pesquisa de campo e a expectativa é de que haja maior equilíbrio desses números. Se não houver crescimento, pelo menos haverá uma queda bem menor. 

O outro ponto é que a safra deste ano de 2018 foi recorde, muito alta. A produção chegou a mais de 4 milhões de toneladas, então, se houver, de fato, uma queda, não vai significar uma baixa produção.