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Economista avalia previsões para dólar, empregos e inflação em 2019

A posse do presidente Jair Bolsonaro teve os primeiros reflexos positivos na economia brasileira na última quarta-feira (2). O Ibovespa, principal índice acionário do país, subiu 3,56% e fechou no recorde de 91.012 pontos. O recorde anterior havia sido de 89.820 pontos. O volume financeiro foi de R$ 17,3 bilhões, acima da média diária de 2018.

O mercado de câmbio brasileiro também destoou do exterior. O dólar caiu 1,70% e fechou cotado a R$ 3,8110, no menor patamar desde o final de novembro. Lembrando que, em dezembro, o Banco Central precisou intervir no mercado para suavizar a disparada da moeda. Agora, de uma cesta de 24 divisas emergentes, o real foi a que mais se valorizou ante o dólar. 

Para o economista Fernando Galvão, há, no entanto, uma tendência de manter o dólar em cerca de R$ 3,80, o que é bom para o exportador, mas pesa para o importador. "Essa previsão é do mercado financeiro, divulgada no Boletim Focus, do Banco Central, e significa uma desvalorização do real. É bom para o exportador, que vai faturar R$ 3,80 para cada dólar produzido, mas é ruim para o importador, que vai comprar mais caro. Isso vai dos aparelhos eletrônicos ao trigo, por exemplo. Mas aqui, mesmo quando o trigo fica mais barato, pode-se manter o preço alto porque temos poucos pontos de produção", explica.

Com relação aos empregos, o economista avalia que o país já atingiu o "fundo do poço" e que a tendência é melhorar. "O pior foi em 2015 e 2016. Agora a tendência é melhorar, mas a preocupação é que a recuperação tem sido a mais longa da história do Brasil, o ritmo está muito lento", pondera. Quanto à inflação, Galvão destaca que a previsão é que ela se mantenha abaixo do centro da meta, que é de 4,5% em 2019. "Deve ficar entre 4,01% e 4,03%".