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Tarifa branca é liberada para mais consumidores; veja como funciona

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou a tarifa branca para quem consome mais de 250 KWh por mês. Até o ano passado, a tarifa branca estava restrita a consumos superiores a 500KWh/mês.

O gerente de gestão comercial da Cepisa, Glauco Rodrigues, alerta as famílias sobre o risco de trocar para a tarifa branca sem analisar os horários de consumo em casa.

"O consumidor tem que avaliar o perfil de consumo para não ter aumento da conta. Tem que ver em que parte do dia consome mais. Se o consumidor só chega em casa ao final do dia, talvez não seja benéfico aderir à tarifa branca", exemplificou.

De forma simplificada, a tarifa branca possibilita pagar valores diferentes pelo uso da energia, dependendo da hora e do dia da semana. As 24 horas do dia foram divididas em três faixas: 

- na faixa de ponta, a energia é 50% mais cara que a tarifa atual; 
- na faixa intermediária é 20% mais cara que a atual 
- na fora de ponta é 17% mais barata.

A previsão é que em 2020, a tarifa branca esteja disponível para todos os consumidores do país.

A adesão é uma decisão exclusiva do consumidor e deve ser solicitada pelo titular da fatura, junto à concessionária de energia que atende a sua cidade.

Após análise do pedido, a concessionária tem 30 dias para fazer a troca do medidor de energia, no caso de unidades consumidoras já existentes. No caso de novas ligações, os prazos seguem o padrão atual. É necessário, no entanto, que o contador da unidade esteja instalado na parte externa e que o sistema já seja trifásico.