Cidadeverde.com

Caixa apostará no microcrédito e deixará de financiar grandes empresas

Fotos: Roberta Aline / Cidadeverde.com

A Caixa Econômica Federal vai deixar de financiar grandes empresas para apostar no microcrédito. A afirmação é do presidente da instituição, Pedro Guimarães, que está no Piauí para visitar obras e prestar uma espécie de consultoria de projeto às prefeituras. 

"A meta é atender quem precisa, as pessoas carentes e as menores empresas. Vamos emprestar mais para a padaria do Seu Joaquim, ao invés de emprestar a grandes empresários, que não precisam da gente. A Caixa vai aumentar a oferta de microcrédito nesse sentido. Esse é o legado que quero deixar. Por que vamos emprestar bilhões para empresas que podem pegar crédito lá fora? Por que vamos patrocinar clubes de futebol que não precisam?Vamos enxugar a máquina nesses pontos, mas vamos tornar a Caixa um banco mais social, emprestando para as pequenas empresas", explica o gestor.

Guimarães frisou que, atualmente, há pequenas empresas tomando crédito com juros muito altos, o que ele não considera justo. "As pequenas empresas e pessoas mais pobres não têm acesso ao microcrédito e quando têm, pagam 15%, 20%, 22% ao mês. Precisamos parar com isso e passar a pagar 1,5% ao mês, por exemplo", afirmou. 

Segundo o presidente, a Caixa  vai estabelecer parcerias com o Banco do Nordeste e o Banco do Brasil nas operações de microcrédito. "Temos hoje 93 milhões de clientes. Somos o maior banco da América do Sul, mas desses 93 milhões, só 15 milhões compram algum produto nosso. A Caixa precisa, como um banco social, chegar mais perto desses clientes. Não vamos inventar a roda, vamos olhar para o que já está sendo bem feito", enfatizou o gestor.

Pedro acrescentou que esse projeto de microcrédito tem a meta de atrair 20 milhões de clientes em 10 anos. Essa, de acordo com ele, é a meta "legado", de longo prazo. Para curto prazo, o gestor citou a redução de custos, o crescimento do consignado, lançamento do cartão consignado e o microcrédito. "Essas, em cerca de seis meses, um ano ou um ano e meio a gente atinge e isso vai mudar a vida da população", disse.