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Banco Central mantém juros básicos no menor nível da história

Foto: Pixabay / reprodução gratuita

Os juros básicos da economia brasileira foram mantidos no mesmo patamar: 6,5% ao ano. Essa foi a oitava vez consecutiva que o Banco Central evitou alterar a taxa Selic. A decisão já era esperada pelo mercado. A reunião foi a primeira sobre o comando do novo presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Com a decisão de hoje, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. 

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.