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BC reduz projeção de crescimento da economia este ano para 2%

Foto: Pixabay / reprodução gratuita

O Banco Central (BC) reduziu a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do PIB passou de 2,4% para 2%, segundo consta do Relatório de Inflação, divulgado trimestralmente pelo BC. A justificativa é o crescimento menor do que o esperado no quarto trimestre de 2018, o que reduziu o “carregamento estatístico [herança do que ocorreu no ano anterior] de 2018 para 2019”. Outros fatores foram os “desdobramentos da tragédia em Brumadinho sobre a produção da indústria extrativa mineral”. Além disso, o BC cita a redução estimada para a safra agrícola e a moderação verificada no ritmo de recuperação da economia.

Setores

- Agropecuária: deverá crescer 1% no ano, ante estimativa de elevação de 2% prevista em dezembro.

- Indústria: foi reduzida de 2,9% para 1,8%. 

- Indústria da transformação: passou de 3,2% para 1,8%. 

- Indústria extrativa: recuou de 7,6% para 3,2%. 

- Construção civil: mantida em 0,6%

- Produção e distribuição de eletricidade, gás e água foram mantidas: mantida em 2,3%

- Setor terciário: escimento de 2% para o setor terciário (comércio e serviços). Em dezembro, a previsão era 2,1%.

- Consumo das famílias: caiu de 2,5% para 2,2%,

- Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – investimentos – apresentou ligeiro declínio (de 4,4% para 4,3%)

- Consumo do governo: permaneceu em 0,6%

As exportações e as importações de bens e serviços devem variar, na ordem, 3,9% e 5,6% em 2019, ante projeções respectivas de 5,7% e 6,1% do Relatório de Inflação de dezembro. “A redução na projeção para as exportações reflete diminuição em estimativas para a safra de grãos, possíveis impactos na exportação de minério de ferro decorrentes da tragédia de Brumadinho, revisões para baixo nas previsões para o crescimento mundial e incertezas quanto à recuperação da economia da Argentina, importante destino de bens manufaturados nacionais, em especial veículos”, diz o BC. Já a diminuição na estimativa para as importações decorre de redução nas projeções de crescimento da indústria de transformação e da FBCF, “com consequente decréscimo das aquisições de insumos e de máquinas e equipamentos, bem como da redução na projeção para o consumo das famílias”.

Inflação
No cenário com taxa de juros (Selic) e câmbio da pesquisa a instituições financeiras (Focus), a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve encerrar 2019 em 3,9%, a mesma divulgada em dezembro. O BC também projeta que a inflação deve chegar a 3,8% e 3,9% em 2020 e 2021, respectivamente. Em dezembro, essas estimativas estão em 3,6% para 2020, e em 3,8%, para 2021. Para fazer as projeções atuais, o BC considerou a taxa câmbio em R$ 3,70, em 2019, R$ 3,75, em 2020, e R$ 3,80, em 2021. Para a taxa Selic, a previsão do mercado é que termine 2019 no atual patamar de 6,5% ao ano, em 7,75% ao ano no fim de 2020, e em 8% ao ano, em 2021.