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Crédito para consumo fica restrito a pessoas com deficiência

Foto: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

Daqui a 90 dias, o microcrédito – operações com valores pequenos e juros baixos – para consumo será restringido. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Pelas novas regras, a utilização do microcrédito para consumo só será permitida em uma situação: a compra de equipamentos de tecnologia assistida para pessoas com deficiência. Nesse caso, a pessoa física não precisa ser empreendedora e poderá contrair microempréstimos para adquirirem cadeiras de rodas, aparelhos auditivos e equipamentos para deficientes visuais.

Em troca dessa restrição, o governo aumentou o limite dos empréstimos para microempreendedores e expandiu o público que pode recorrer a esse tipo de operação para investir em pequenos negócios.

Novos limites

O limite de cada empréstimo passará de R$ 15 mil para R$ 21 mil. O limite total de operações para microempreendedores dobrará de R$ 40 mil para R$ 80 mil. Nesse caso, o tomador poderá contratar vários empréstimos limitados a R$ 21 mil, desde que a soma não supere R$ 80 mil.

Menos custos aos bancos

O CMN também permitiu que os bancos e as demais instituições que emprestam recursos para o microcrédito acompanhem o uso do dinheiro por meio eletrônico, como vídeos no celular ou transmissões ao vivo em redes sociais. Apenas o primeiro contato, para tomar o empréstimo será feito de forma presencial.

Segundo o Banco Central (BC), o acompanhamento a distância reduzirá o custo dos empréstimos e incentivarão mais bancos a atuar nesse mercado pois os bancos alegavam que o custo para manter funcionários somente para verificar como o empreendedor investe o dinheiro aumentava os custos e, na prática, restringia esse tipo de operação a bancos públicos.