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1ª minifranquia do babaçu é inaugurada em Teresina

Foto: Raoni Barbosa / Arquivo Revista Cidade Verde

A primeira Minifranquia Social da Cadeia Produtiva do Coco Babaçu foi inaugurada ontem (26) no Piauí, com o objetivo de preservar a palmeira e possibilitar que as pessoas sobrevivam da extração do babaçu. O Projeto Babcoall foi idealizado em 2016 pelo professor Tiago Patrício, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), e será desenvolvido na Unidade Feminina da Fazenda da Paz - Maria Madalena, em Teresina. 

A iniciativa é financiada por emenda parlamentar da vice-governadora Regina Sousa, da época em que ela estava no Senado. Regina já foi quebradeira de coco. 

“No início, a intenção era manter a palmeira em pé, que é um captador de carbono, portanto se não tivesse palmeiras nas estradas o índice de poluição seria maior. Junto a isso descobri que a UFPI estava fazendo a pesquisa e dei o meu total apoio, contanto que gerasse resultados concretos. O desafio foi mostrar todas as possibilidades do babaçu. Fui quebradeira de coco e sei que quem vive apenas de quebrar o coco e vender não ganha quase nada ao final de um dia inteiro de trabalho. Com os equipamentos tudo pode ser aproveitado do babaçu e, com isso, poderemos ver famílias gerando renda e produzindo em alta escala”, destaca a vice-governadora.

Foto: Francisco Leal / CCOM

Como vai funcionar

Na primeira franquia, serão produzidos óleo extravirgem, leite de coco em pó, farinha de mesocarpo, carvão ativado de babaçu e fibra de coco, azeite prensado a frio e o café do babaçu. 

“As minifranquias são ferramentas adaptadas para fazer o aproveitamento integral do coco. São sete produtos que serão produzidos e, a partir da família rural e da quebradeira de coco, trabalharemos o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva”, pontuou o professor Tiago Patrício.

Inicialmente, 12 mulheres participarão do projeto de Minifranquia da Cadeia Produtiva do Babaçu. 

Foto: Francisco Leal / CCOM

Fazenda da Paz

A Unidade Feminina da Fazenda da Paz foi escolhida para a implantação do projeto piloto por ser uma unidade controlada, com o público-alvo feminino, ou seja, tem as características necessárias para o Babcoall, pois o trabalho da extração do babaçu é feito na maioria por mulheres. 

“Um projeto como esse é muito importante no programa terapêutico. É uma forma de aprendizagem para que possamos aplicar após o tratamento para gerar renda e traçar um novo caminho, aproveitando as oportunidades”, disse Maura Constância, uma das mulheres assistidas pela Unidade Maria Madalena, que participará do projeto.

Com informações do Governo do Estado.