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Preço da gasolina passa dos R$ 5 em Teresina; diesel e gás também sobem

Foto: Jordana Cury / Coluna Economia & Negócios / Cidadeverde.com

Aconteceu o que os consumidores mais temiam. O preço da gasolina em Teresina chegou à casa dos R$ 5. A previsão já havia sido dada na Coluna Economia & Negócios, do Cidadeverde.com, na semana passada, quando a Petrobras anunciou a última alta, de 3,5% no preço do litro do combustível que sai das refinarias.

Na terça-feira (30), os preços em Teresina variavam de R$ 4,59 a R$ 4,79. Neste sábado (4), os preços já variam de R$ 4,79 a R$ 5,19.

"Quem tem estoque, vende mais barato, mas para quem já está comprando mais caro das distribuidoras é difícil segurar. Alguns seguram porque têm contas para pagar na segunda-feira e quando aumenta o preço as vendas despencam, mas a tendência não é boa para os próximos dias", avalia o presidente do Sindicato dos Donos dos Postos de Combustível no Piauí, Alexandre Castelo Branco.

A gasolina já acumula uma alta de 35,5% nas refinarias, do início do ano para cá. "Estamos vivendo uma sequência de aumentos e, mesmo quando há baixas, essas baixas não compensam os aumentos. Ter 35,5% de alta é um absurdo. Imagine o dono de posto que precise R$ 1 milhão de capital de giro. Em quatro meses, ele teria que ter mais de R$ 300 mil a mais. Ou seja, é preciso injetar capital de fora", lamenta Alexandre.

O empresário afirma que mais da metade (53%) do preço da gasolina vendida no Piauí é imposto, sendo que a parte que fica com o governo estadual soma 31%. 

"A gente não tem como fazer uma previsão de como vai ficar daqui para frente porque está como a Bolsa de Valores, mas estou com muito medo da situação da Venezuela, que é a maior reserva de petróleo do mundo. Se o país está em guerra civil, quem tem petróleo vai vender mais caro. É a lei da oferta e da procura. As projeções estão ruins. O que pode nos ajudar é o dólar cair", avalia o presidente do sindicato.

Alta do diesel e do gás

Outra alta, que já passa a valer a partir deste sábado, é a do diese, que teve aumento médio de 2,5% nas refinarias. O reajuste no preço do diesel ocorre 15 dias após a última alta, de 4,8%, respeitando o prazo mínimo definido pela política de preços da estatal.

A Petrobras elevou também os preços do gás de cozinha vendido em botijões de 13 quilos, mais usados nas residências. Segundo o Sindigás, que representa as distribuidoras, o reajuste vai oscilar de 3,3% a 3,6%, dependendo do polo de suprimento.