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Taxa de desemprego registra leve alta no Piauí

Foto: Arquivo / Agência Brasil

O desemprego continua aumentando no país. No 1º trimestre de 2019 a taxa de desocupação estava em 12,7%, o que significa 1,1 ponto percentual acima do trimestre anterior (11,6%) e 0,4 ponto percentual abaixo do 1º trimestre de 2018, quando o desemprego atingia 13,1% da população.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (16), na PNAD Contínua Trimestral, do IBGE. O percentual representa 13,4 milhões de brasileiros.

No Piauí, o desemprego também aumentou, mas em ritmo menor. No quarto trimestre de 2018, a taxa de desocupados era de 12,3%. No primeiro trimestre de 2019 passou para 12,7% - uma alta de 0,4 ponto percentual. Para o IBGE, a taxa se manteve estável, porque a variação foi pequena.

A população do Piauí considerada ocupada caiu de 1.278.000 para 1.264.000 de um trimestre para o outro. Enquanto a população desocupada subiu de 178 mil para 184 mil piauienses.

O único estado brasileiro que teve redução da taxa de desemprego no período foi Rondônia, que caiu de 9% para 8,9%. O maior aumento foi registrado no Acre, que passou de 13,1% para 18% - uma alta de 4,9 pontos percentuais.

Em relação ao mesmo período do ano passado, o desemprego diminuiu no Piauí, já que na época, a taxa estava em 13,2%.

 

 

 

Histórico
A menor taxa de desemprego registrada no Piauí foi no 4º trimestre de 2014, quando 5,9% da população estava sem trabalho. A maior taxa foi no segundo trimestre de 2017, quando afetou 13,5% da população, no auge da crise econômica.

 

 

Perfil do emprego no Piauí
(comparação entre o 4º trimestre de 2018 e o 1º de 2019)

- Com carteira assinada: caiu 5,5% (de 244 mil piauienses para 231 mil). Apenas Acre teve queda maior (-6,9%) e os demais estados se mantiveram estáveis.

- Sem carteira assinada: caiu de 223 mil piauienses para 210 mil, mas é considerado estável.

- Por conta própria: subiu de 396 mil piauienses para 400 mil, mas é considerado estável pelo IBGE.

- Empregadores: caiu de 57 mil para 56 mil.

Rendimento médio cresce

O rendimento médio habitual mensal: subiu de R$ 1.420 para R$ 1.508 - uma alta de R$ 88. É o maior rendimento médio para o Estado desde 2012, mas ainda é o segundo pior do país. Apenas o Maranhão apresenta rendimento menor: R$ 1.414.

Subutilizados

A taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas, que é quando a pessoa trabalha menos do que gostaria, combinada à desocupação, ficou estável em 30,5% no Piauí. É a terceira maior do país. As duas piores taxas são a da Bahia (31,1%) e Amapá (30,7%).

No 1º trimestre de 2019, a taxa composta de subutilização da força de trabalho foi de 25% no país, o que representa 28,3 milhões de pessoas, recorde da série. 

Piauí (41,6%), Maranhão (41,1%) e Bahia (40,4%) apresentaram as maiores taxas, e as menores foram em Santa Catarina (12,1%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Mato Grosso (16,5%). A taxa do Piauí aumentou 0,1 ponto percentual.