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Economia usa reserva orçamentária para evitar novos bloqueios

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Depois de confirmar que anunciaria um novo bloqueio de verbas, o governo voltou atrás e decidiu anunciar a liberação de mais recursos para a Educação - uma tentativa de acalmar os ânimos após as manifestações ocorridas em todo o país na semana passada. 

Esse dinheiro virá da "reserva de contingência" - uma margem de precaução usada para garantir o cumprimento da meta fiscal. Essa margem tinha R$ 5,37 bilhões e depois das liberações ficará com apenas R$ 1,56 bilhão.

Para o MEC serão liberados R$ 1,587 bilhão desse total. Também serão liberados R$ 56 milhões para o Ministério do Meio Ambiente.

Novas expectativas

O Ministério da Economia permanece com a mesma meta fiscal para este ano, que é de R$ 139 bilhões de déficit. Isso quer dizer que o país fechará o ano no vermelho, com despesas maiores que receitas.

A previsão de crescimento da economia brasileira, no entanto, caiu. Há dois meses, esperava-se uma alta de 2,2%. Agora, espera-se um PIB de 1,6%. 

O crescimento menor da economia implica em uma arrecadação de impostos menor que a prevista. Isso faz com que o governo tenha mais dificuldade para cumprir a meta fiscal. 

A estimativa de inflação do governo para 2019 subiu de 3,8% para 4,01%. 

O Ministério da Economia calcula que as receitas apresentarão queda de R$ 3,18 bilhões e a estimativa de despesas caiu em R$ 1,22 bilhão. 

 

Veja a mudança nas estimativas dos principais gastos do governo:
- Benefícios previdenciários: queda de R$ 1 bilhão
- Pessoal e encargos sociais: queda de R$ 1,148 bilhão
- Abono e seguro desemprego: alta de R$ 158 milhões
- Créditos extraordinários: aumento de R$ 189 milhões
- Subsídios e subvenções: queda de R$ 555 milhões
- Obrigatórias com controle de fluxo: aumento de R$ 562 milhões

 

Veja aqui o relatório completo.