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Vaca louca: exportações de carne bovina para China são suspensas

Foto: Arquivo / Agência Brasil

Foram suspensos os certificados sanitários para a exportação de carne bovina do Brasil para a China. A informação foi confirmada na noite de segunda-feira (3), pelo Ministério da Agricultura e foi uma medida tomada após a notificação de um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina, também conhecida como mal da vaca louca, no Mato Grosso.

O governo brasileiro garante que o caso foi isolado e sem risco para a população, mas a suspensão é automática e atende a um protocolo entre os dois países assinado em 2015.  "No caso da China, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil suspendeu temporariamente a emissão de certificados sanitários até que a autoridade chinesa conclua sua avaliação das informações já transmitidas sobre o episódio, cumprindo-se, assim, o disposto no protocolo bilateral assinado em 2015", informou a pasta, em nota.

Ainda segundo o governo brasileiro, a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), após análise da ocorrência, manteve inalterado o status sanitário do Brasil, que segue como de "risco insignificante" para a doença.

O caso encontrado no MT

O caso foi registrado numa vaca de corte de 17 anos. O animal foi abatido e teve o material de risco de contaminação retirado e incinerado no próprio matadouro. Os produtos derivados da vaca foram identificados e apreendidos preventivamente.Com as medidas preventivas tomadas, a pasta descartou o risco de a doença passar para a população porque não houve ingresso de nenhum resíduo do animal na cadeia alimentar de humanos e de ruminantes. Todos os países importadores do produto brasileiro também foram informados. As exportações de carne bovina para os demais países não foram afetadas. O acordo de suspensão temporária é específico com a China.

Sobre a doença

Doença cerebral em bovinos adultos que pode ser transmitida aos seres humanos pela ingestão de carne contaminada, o mal da vaca louca é causada por proteínas alteradas e não tem cura nem tratamento. O cérebro das vítimas perde massa e torna-se uma esponja, com o paciente sofrendo acelerada deterioração mental e entrando em coma em poucos meses. Não existe transmissão de uma pessoa para outra.