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Copom inicia reunião para definir se mantém a Selic em 6,5% ao ano

Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), inicia nesta terça-feira (18) a quarta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente restá em 6,5% ao ano - o menor patamar da história. Na quarta-feira, após a segunda parte da reunião, será anunciada a taxa.

Instituições financeiras consultadas pelo BC preveem que a Selic deve permanecer no atual patamar, nesta reunião e na próxima, em agosto. Entretanto, com a desaceleração da retomada da atividade econômica e a inflação na meta, há expectativa de que os juros básicos sejam reduzidos para 5,75% ao ano ainda neste ano.

Como deve acontecer o corte

Segundo pesquisa do BC a instituições financeiras, a Selic também será mantida em 6,5% ao ano, em agosto, cai para 6,25% ao ano, em setembro, para 6%, em outubro e para 5,75% ao ano, em dezembro.

Motivos

A previsão do mercado financeiro para o crescimento do PIB está em 0,93%. Segundo o IBGE, o PIB caiu 0,2% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre de 2018. A queda ocorreu depois de altas de 0,5% no terceiro e de 0,1% no quarto trimestre do ano passado. 

A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), está acumulada em 2,22%, até maio, e em 12 meses chegou a 4,66%. Para o mercado financeiro, o índice deve terminar o ano em 3,84%, abaixo do centro da meta, que é 4,25%. Essa meta tem intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. 

A manutenção da Selic no atual patamar, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Então, para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. 

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.