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Dívida Pública Federal cresce em junho e se aproxima de R$ 4 trilhões

Foto: Pixabay / reprodução gratuita

O Tesouro Nacional divulgou, nesta quinta-feira (25), que a Dívida Pública Federal (DPF) está prestes a romper a barreira dos R$ 4 trilhões. Segundo os dados, a DPF teve uma alta de 2,6% no primeiro semestre ao fechar o mês de junho em R$ 3,978 trilhões.

Esse é um dos indicadores que medem a solvência da economia brasileira. A alta foi impulsionada pela forte emissão líquida. No mês passado, o Tesouro Nacional emitiu R$ 67,482 bilhões a mais do que resgatou (tirou de circulação). A maior parte das emissões ocorreu em títulos prefixados e corrigidos pela taxa Selic.

No primeiro semestre, no entanto, o Tesouro resgatou R$ 60,223 bilhões a mais do que emitiu. No acumulado de 2019, a DPF cresceu impulsionada pelos juros de R$ 161,953 bilhões que corrigem o endividamento do governo. As taxas são incorporadas mês a mês ao estoque da dívida, conforme o indexador de cada papel.

Apesar da alta em junho, a DPF ainda não alcançou o limite inferior das previsões do Tesouro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento, divulgado no início do ano, a tendência é que o estoque da DPF encerre o ano entre R$ 4,1 trilhões e R$ 4,3 trilhões.

Por meio da dívida pública, o governo pega emprestado dos investidores recursos para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio.