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Juros do cheque especial aumentam; veja como fica a dívida

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A taxa de juros do cheque especial subiu 1,3 ponto percentual entre maio e junho. Com isso, chegou a 322,2% ao ano. Em 2019, os juros do cheque especial já subiram 9,6 pontos percentuais. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central.

Essa é a mais cara modalidade de crédito do país, portanto é a que mais deve ser evitada. O problema é que muitos brasileiros usam os recursos do cheque-especial como se fosse complementação do salário ou até mesmo sem perceber, usando o cartão de débito. No final do mês, o banco recolhe o que foi emprestado acrescido de 26,8% do valor.

Então, se você usa R$ 1.000 do cheque especial, devolve, automaticamente,  R$ 1.268 depois de um mês. Se a dívida permanecer por um ano, você vai pagar R$ 3.222. 

Essa taxa cobrada pelo cheque especial é 14 vezes maior do que a do empréstimo consignado, portanto, vale a pena fazer a troca da dívida mais cara por essa, que é mais barata, do ponto de vista dos juros.

Regras do cheque-especial

As regras do cheque especial mudaram no ano passado. Os correntistas que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela instituição financeira.

Cartão de crédito

Outra taxa que é muito alta é a do rotativo do cartão de crédito, que é quando o consumidor paga menos que o valor total da fatura. Ela já chegou a mais de 400% ao ano, mas foi reduzida após a mudança nas regras. Agora, entre maio e junho, a taxa média do rotativo do cartão de crédito subiu 0,3 ponto percentual, chegando a 300,1% ao ano. 

O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida. Nessa modalidade de parcelamento das compras pelo cartão de crédito, a taxa foi de 175,6% ao ano em junho, com aumento de 1,5 ponto percentual.

Saldo dos empréstimos

Em junho, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 3,296 trilhões, com expansão de 0,4% em relação a maio, 1,2% no ano e 5,1%, em 12 meses. Esse saldo do crédito correspondeu a 47,2% de tudo o que o país produz - o Produto Interno Bruto (PIB) -, o mesmo percentual registrado em maio.


Confira a variação das modalidades de crédito de maio para junho: 

- Rotativo do cartão de crédito: subiu de 299,8% para 300,1% ao ano 
- Cartão de crédito parcelado: subiu de 174,1% para 175,6% ao ano
- Cheque especial: subiu de 320,9% para 322,2% ao ano 
- Crédito pessoal não-consignado: subiu de 120,1% para 120,3% ao ano 
- Crédito pessoal consignado: caiu de 23,2% para 22,8% ao ano 
- Compra de veículos: caiu de 21,1% para 20,9% ao ano 
- Financiamento imobiliário: caiu de 7,8% para 7,7% ao ano