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Economia Fácil mostra situações em que você deve parcelar as compras

 

O cartão de crédito é o maior vilão do nome sujo. Ele é a causa de quase metade do número de inadimplentes dos últimos 12 meses. Mas, quatro em cada dez brasileiros recebem ofertas frequentes de bancos ou outras instituições financeiras para aumentar o limite de crédito sem terem sequer solicitado.

Essa é a receita perfeita para o endividamento. O crédito alto e fácil dá a falsa impressão de que sua renda e seu poder de compra aumentaram. Outra falsa ilusão são as várias comprinhas divididas em até 12 vezes sem juros, que deixam as parcelas tão pequenininhas que parece que nem vai doer na hora de pagar. Mas dói, sim.

Às vezes parcelar demais várias compras vira uma bagunça financeira que consome todo o seu dinheiro. O problema é que nem sempre dá para comprar o que é preciso apenas com o salário do mês. Veja as três situações em que vale a pena parcelar no cartão.

Situação número 1 – Só parcele coisas essenciais e que trarão algum retorno.

Por exemplo: um fogão. Se o seu fogão queimou e você não tem reserva financeira, mas já pesquisou e viu que a parcela cabe no seu orçamento, parcele. Até porque sem fogão você vai gastar muito mais, tendo que comer na rua, o que não sai barato. Ou seja, esse fogão novo representa, indiretamente, uma economia no final do mês. É diferente de comprar uma roupa nova ou trocar de celular só porque quer um mais moderno.

Situação número 2 – Se o preço em longo prazo for o mesmo, quanto mais parcelas melhor.

Vamos supor que você possa arcar com uma parcela de até R$ 200 por mês. Se esse fogão custa R$ 1 mil e a loja oferece dividir esse valor em 5 vezes de R$ 200 ou em 10 vezes de R$ 100, parcele em 10 vezes de R$ 100, porque no final o valor é o mesmo. 

Mas muita calma nessa hora! Não é para gastar os R$ 100 que sobra com outra coisa, não. A grande sacada aqui está em poupar esses R$ 100 que sobra para que, caso haja algum imprevisto financeiro, você consiga pagar o cartão ou o boleto da loja sem ter que pagar juros.

Situação número 3 – Quando você tem dinheiro para pagar à vista, mas a loja não dá desconto.

Vamos supor que você faz parte do grupo dos 20% dos brasileiros que consegue fazer reserva de emergência e quando seu fogão quebrou você tinha dinheiro para comprar outro à vista. 

Mas quando você chegou à loja, o vendedor disse que não tem como dar nada de desconto e se parcelar não tem juros. Nesse caso, parcele. E o que você faz com o dinheiro que você daria pra loja? Investe. Dessa forma, esse dinheiro vai lhe render juros. 

Isso também é viável para itens não essenciais, que são aqueles bens que você compra pelo desejo de ter, não exatamente pela necessidade, como trocar o celular. Se você juntou o dinheiro todo, mas não conseguiu um bom desconto para pagar à vista e a loja não cobra juros para parcelar, não tem porque você pagar todo de uma vez, se esse dinheiro pode ficar rendendo pra você em uma aplicação.

Ah, mas você acha que essa história de investimento não é para você porque tem medo de perder dinheiro, você não pode perder o quadro da próxima semana!.