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CNI: aprovação da Reforma da Previdência é crucial para queda dos juros

Foto: Daniel Isaías / Agência Brasil

Como o esperado, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 6,5% ao ano, na reunião dessa semana. Foi a décima vez consecutiva em que o Copom deixou de alterar o juro básico da economia brasileira.

A taxa já está no patamar mais baixo da história, mas a próxima, marcada para o final do mês de julho, pode ter novo corte, já que a inflação está controlada. A previsão do mercado é que fique em 6,25%, mas deve cair até 5,75% até o final do ano.

Nesta sexta-feira (21), algumas instituições se manifestaram sobre a taxa Selic. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera que a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados será crucial para o Banco Central reavaliar os riscos e retomar a trajetória de queda dos juros básicos da economia. 

Segundo o presidente da CNI, Robson Andrade, há um ambiente favorável à redução dos juros. “No plano doméstico, diminuíram as pressões sobre os preços e a inflação continua abaixo da meta, e as dificuldades de recuperação da atividade indicam que a economia crescerá menos de 1% neste ano. Além disso, o desemprego continua alto, o que compromete o consumo das famílias”, explicou o presidente da CNI.

“No plano externo, há um movimento de corte na taxa de juros nos países emergentes, que devem se antecipar ao esperado ciclo de redução dos juros americanos, provocado pela desaceleração da economia mundial. A queda dos juros é fundamental para estimular os investimentos, o consumo e, consequentemente, o crescimento econômico e a criação de empregos”, acrescentou.

Governo amplia nº de atividades que podem trabalhar em domingos e feriados

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil


Decreto assinado nesta terça-feira (18) pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, amplia de 72 para 78 o número de setores da economia autorizados a manterem os funcionários trabalhando aos domingos e feriados. 

Os seis setores que agora foram liberados para isso foram: 
1 - indústria de extração de óleos vegetais e de biodiesel;
2 - indústria do vinho e de derivados de uva;
3 - indústria aeroespacial;
4 - comércio em geral; 
5 - estabelecimentos destinados ao turismo em geral;
6 - serviços de manutenção aeroespacial

A medida também abrange os transportes em geral, a educação e a cultura. Segundo o decreto, os empregados que trabalharem aos domingos e feriados terão folgas em outros dias da semana.

Marinho disse que a nova norma preserva os direitos trabalhistas e que a autorização permanente facilitará a criação de empregos.

 

 

 

O que diz a CLT
A CLT diz, em seu artigo 67, que "será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 horas consecutivas, o qual, salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte". A lei diz ainda que, nos serviços que exijam trabalho aos domingos, com exceção quanto aos elencos teatrais, será estabelecida escala de revezamento, mensalmente organizada e constando de quadro sujeito à fiscalização.

Confira o horário de funcionamento dos serviços neste feriado

Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

No feriado desta quinta-feira (20), Dia de Corpus Christi, as lojas do Centro de Teresina e o Shopping da Cidade não irão funcionar. Esses estabelecimentos reabrem as portas na sexta-feira (21) e também funcionarão na manhã de sábado (22).

Nos shoppings as lojas abrirão por seis horas consecutivas. As praças de alimentação e demais espaços de lazer também funcionarão. Veja os detalhes:

Teresina Shopping: 
Lojas: das 14h às 20h
Espaço Família: das 12h às 20h
Praça de alimentação: das 10h às 22h
Cafeterias e parques: das 14h às 22h
Cinemas: a partir das 12h30

Shopping Rio Poty
Lojas: das 15h às 21h
Praça de alimentação e lazer: das 12h às 22h
Cafeterias: facultativo
Cinema: das 12h às 22h30

Riverside Shopping: não informou

Nos supermercados o funcionamento desta quinta-feira é regular: 

Assaí: 7h às 22h
Extra hiper: 7h às 0h
Extra super: 7h às 22h
Pão de Açúcar Frei Serafim: 7h às 20h
Pão de Açúcar São Cristóvão e Jóquei: 7h às 21h
Pão de Açúcar Dom Severino: 7h às 22h
Hiper Bompreço Shopping: 9h às 22h
Hiper Bompreço demais unidades: 7h às 22h
Maxxi: 7h às 21h

Carvalho Super:

7h às 14h - Aeroporto
8h às 22h - Joaquim Nelson
9h às 21h - Riverside
7h às 22h - Homero
8h às 13h - Campo Maior, Altos, Piripiri
7h às 13h - João XXIII, Nações Unidas, Parnaíba (Princesa Isabel), Parque Piauí, São Joaquim, Santa Maria da Codipe  
8h às 14h - Alto da Ressurreição, Avenida União, Bacabal, Barão de Castelo Branco, Codó, Frei Serafim, Margarida, Dirceu, Parnaíba (São Sebastião), Rui Barbosa

Serviço público

Os servidores municipais de Teresina e estaduais do Piauí terão ponto facultativo na próxima sexta-feira (21), com exceção dos serviços públicos considerados essenciais e de interesse público, que deverão ser realizados normalmente.

Bancos

Os bancos fecham durante a quinta-feira e reabrem normalmente na sexta-feira. 

Copom inicia reunião para definir se mantém a Selic em 6,5% ao ano

Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), inicia nesta terça-feira (18) a quarta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente restá em 6,5% ao ano - o menor patamar da história. Na quarta-feira, após a segunda parte da reunião, será anunciada a taxa.

Instituições financeiras consultadas pelo BC preveem que a Selic deve permanecer no atual patamar, nesta reunião e na próxima, em agosto. Entretanto, com a desaceleração da retomada da atividade econômica e a inflação na meta, há expectativa de que os juros básicos sejam reduzidos para 5,75% ao ano ainda neste ano.

Como deve acontecer o corte

Segundo pesquisa do BC a instituições financeiras, a Selic também será mantida em 6,5% ao ano, em agosto, cai para 6,25% ao ano, em setembro, para 6%, em outubro e para 5,75% ao ano, em dezembro.

Motivos

A previsão do mercado financeiro para o crescimento do PIB está em 0,93%. Segundo o IBGE, o PIB caiu 0,2% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre de 2018. A queda ocorreu depois de altas de 0,5% no terceiro e de 0,1% no quarto trimestre do ano passado. 

A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), está acumulada em 2,22%, até maio, e em 12 meses chegou a 4,66%. Para o mercado financeiro, o índice deve terminar o ano em 3,84%, abaixo do centro da meta, que é 4,25%. Essa meta tem intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. 

A manutenção da Selic no atual patamar, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Então, para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. 

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

 

Índice usado em reajuste do aluguel sobe 6,46% em 12 meses

Foto: Arquivo / Agência Brasil

O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou 0,75% na segunda prévia de junho. Com isso, o índice acumula inflação de 4,33% no ano e de 6,46% em 12 meses. A taxa é superior ao apurado na segunda prévia de maio (0,58%), de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (18), pela FGV (Fundação Getulio Vargas). As informações são da Agência Brasil.

A alta da taxa de maio para junho foi puxada pelos preços no atacado, já que o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que mede esse segmento, registrou inflação de 1,15% na segunda prévia de junho, acima do 0,72% de maio.

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que mede o varejo, teve deflação (queda de preços) de 0,05% em junho. Em maio, havia registrado alta de 0,4%. Já o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) ficou estável em junho, depois de uma inflação de 0,06% em maio.

PIB: FGV aponta recuo de 0,9% no trimestre encerrado em abril

Foto: Arquivo / Agência Brasil

O PIB teve uma queda de 0,9% no trimestre encerrado em abril, na comparação com o trimestre fechado em janeiro. Os dados do Monitor do PIB, divulgados nesta terça (18), pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostram ainda que a economia ficou estável na comparação com o trimestre encerrado em abril de 2018.

Considerando-se apenas o mês de abril, o PIB caiu 0,1% na comparação com março deste ano e 0,3% na comparação com abril do ano passado. No acumulado de 12 meses, o PIB cresceu 0,6%. A queda de 0,9% registrada no trimestre encerrado em abril, na comparação com trimestre finalizado em janeiro, foi provocada por recuos nos três grandes setores produtivos da economia.

O principal deles, o setor de serviços, caiu 0,2%, puxado pelos transportes (-1,7%). A indústria teve recuo de 1,3%, influenciado pelo extrativismo mineral (-7,2%). Já a agropecuária caiu 2%. Pelo lado da demanda, a queda foi puxada pela formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos (-0,7%), e pelas exportações (-6,4%). O consumo do governo caiu 0,1%, enquanto o consumo das famílias manteve-se estável. As importações recuaram 8,1%.

Plano Safra será lançado hoje e deve superar R$ 200 bilhões

Foto: Arquivo / Agência Brasil

O lançamento do Plano Safra 2019/2020 está previsto para esta terça-feira (18) às 11h e, segundo antecipou a ministra da Agricultura Tereza Cristina, será mantida a subvenção de R$ 10 bilhões para o crédito rural. A subvenção é o subsídio que o Tesouro Nacional injeta no plano para que os bancos possam cobrar juros mais baixos dos produtores. 

O Ministério da Agricultura informou que o valor total do Plano Safra superará os R$ 200 bilhões, mas que o número final só será confirmado durante o lançamento. O Plano Safra, agora, compreende pequenos, médios e grandes produtores rurais. A ministra já antecipou também que lançará os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) emitidos em dólares, ferramenta destinada aos produtores de maior porte.

A subvenção do Plano Safra estava condicionada ao crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões aprovado pelo Congresso Nacional na semana passada. O crédito era necessário para que o Tesouro emitisse títulos públicos para financiar subsídios não apenas para o Plano Safra, mas também para a agricultura familiar, a formação de estoques e o fomento às exportações.

Brasileiros preferem a poupança por medo de perder dinheiro

Foto: Pixabay / reprodução gratuita

No Brasil, poucos têm o hábito de poupar e mesmo quem tem, prefere as aplicações de menor risco. Para evitar perdas, os brasileiros não apostam muito nas estratégias de investimento.

Essa é a constatação da última pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). E é exatamente por causa desse medo de perder que a poupança ainda lidera o ranking das modalidades de investimento mais usadas no país, sendo preferência para 65% dos brasileiros.

A falta de informação sobre finanças e investimento é um grande problema no país: 25% dos poupadores preferem manter o dinheiro em casa e outros 20% o deixam parados em conta corrente. Nessas duas condições, o dinheiro não rende absolutamente nada.

Apenas 8% investem na previdência privada e 7% nos títulos do tesouro direto. 

Perfil conservador demais

A poupança é a "queridinha" da população brasileira também pela facilidade de saque e pelo costume. Mas muita gente investe na poupança por achar que não tem dinheiro suficiente para aplicações "mais arrojadas". Só que é possível investir no Tesouro Direto com valores a partir de R$ 30. E hoje já existem no mercado opções de CDB, LCI e LCA sem valor mínimo. 

Mas, 17% afirmaram ter medo de perder dinheiro, o que mostra o desconhecimento sobre as modalidades de renda fixa. 

Mercado prevê novo corte de juros e PIB abaixo de 1%

Foto: arquivo / Agência Brasil


A previsão de alta do PIB brasileiro para este ano caiu para abaixo de 1%. Essa é a 16ª queda consecutiva na expectativa de crescimento da economia brasileira divulgada pelo Boletim Focus. Dessa vez, também chama atenção a previsão para um novo corte na taxa Selic. Veja mais detalhes do Boletim Focus dessa semana:

PIB  
- 2019: estimativa recuou de 1% para 0,93%.
- 2020: estimativa caiu de 2,23% para 2,20%.
- 2021: PIB deve crescer 2,50%
- 2022: PIB deve crescer 2,50%

INFLAÇÃO (IPCA)
- 2019: estimativa caiu de 3,89% para 3,84%
- 2020: previsão continua em 4%.
- 2021: previsão continua em 3,75%
- 2022: previsão continua em 3,75%

(Lembrando que o sistema de metas para a inflação em 2019 é entre 2,75% e 5,75%, com centro em 4,25%. Em 2020, a meta ficará entre 2,5% e 5,5%. Para 2020, a meta central é 4%, mas também fica oficialmente cumprida entre 2,5% e 5,5%).

JUROS
- 2019: estimativa é terminar o ano em 5,75% ao ano, o que significa uma tendência a um novo corte na Selic, que atualmente está em 6,5% aa.
- 2020: a previsão da Selic caiu de 7% ao ano para 6,5% ao ano.
- 2021: Selic mantida em 7,50% ao ano
- 2022: Selic mantida em 7,50% ao ano

DÓLAR
- 2019: estimativa estável em R$ 3,80.
- 2020: estimativa estável em R$ 3,80.
- 2021: R$ 3,85
- 2022: R$ 3,90

BALANÇA COMERCIAL
- 2019: estimativa de superávit subiu de US$ 50,14 bilhões para US$ 50,50 bilhões.
- 2020: estimativa de superávit subiu de US$ 45,55 bilhões para US$ 46,00 bilhões.
- 2021: US$ 40,00 bilhões
- 2022: US$ 40,00 bilhões

INVESTIMENTOS 
- 2019: estimativa subiu de US$ 83,60 bilhões para US$ 84,30 bilhões.
- 2020: estimativa ficou estável em US$ 84,36 bilhões.
- 2021: estimativa é de superavit de US$ 88,00 bilhões.
- 2022: estimativa é de superavit de US$ 90,00 bilhões.

O Boletim Focus é realizado semanalmente, ouvindo especialistas de mais de 100 instituições financeiras. O resultado é divulgado todas as segundas-feiras pelo Banco Central.

Governo quer reduzir impostos sobre importação de tecnologia

Foto: Pixabay / reprodução gratuita

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou no domingo (16) que o governo estuda uma redução nos impostos sobre importação de produtos de tecnologia da informação, como computadores e celulares. Os impostos poderiam cair, segundo ele, de 16% para 4%.

Pelo Twitter, Bolsonaro disse que o tema é objeto de estudo no Ministério da Economia para estimular competitividade e inovação. O governo também vai avaliar, de acordo com o presidente, a possibilidade de redução de impostos para jogos eletrônicos.

 


Essa redução tributária ocorreria até o fim do mandato de Bolsonaro, em 2022. O setor movimentou R$ 195,7 bilhões em 2018, valor 12,7% maior do que o ano anterior, segundo a Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação). Os dados se referem a empresas que trabalham com hardware, software, serviços, nuvem, estatais e exportações.

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