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Inflação fecha a 10,67%: cebola e alho são os grandes vilões

 

O IBGE divulgou nesta sexta-feira (8), que a inflação oficial do país (IPCA) fechou o ano de 2015 em 10,67% - a maior desde 2002, quando fechou em 12,53%. O mais interessante foi que o grande vilão do bolso do consumidor foi a cebola, que ficou 60,6% mais cara durante o ano. A explicação para isso é dos agricultores: a alta do dólar, aliada ao aumento da tarifa de energia encareceu os custos da produção - despesa que tive que ser repassada a quem compra.

O IPCA de dezembro ficou em 0,96%. Veja os alimentos que estão no topo da lista dos que ficaram mais caros em 2015:

1) Cebola: subiu 60,6%
2) Alho: subiu 53,66%
3) Tomate: subiu 47,45%
4) Batata inglesa: 34,18%
5) Feijões mulatinho, carioca e fradinho: 33,02%, 30,38% e 22,64%, respectivamente
6) Açúcar refinado e cristal: 30,3% e 29,99%, respectivamente
7) Hortaliças: 19,65%
8) Ovos: 18,55%


O maior impacto do ano na análise individual dos itens – não dos grupos – partiu da energia elétrica e dos combustíveis. A conta de luz do consumidor brasileiro ficou, em média, 51% maior que em 2014. Com o aumento do preço da gasolina autorizado pela Petrobras no início de setembro, o reajuste chegou a 21,43%. A gasolina subiu 20,10% em média – um pouco abaixo do avanço médio do custo do etanol, de 29,63%.

Dólar fecha a R$ 4,05; Maior alta desde setembro

As preocupações com a economia chinesa voltaram a disparar o dólar, que fechou acima dos R$ 4 nesta quinta-feira (7). A moeda americana avançou 0,77%, chegando a R$ 4,0525 na venda - o maior nível em relação ao real em mais de três meses (em 29 de setembro de 2015, o dólar foi cotado a R$ 4,0591).

 

Ontem (6), o dólar comercial havia fechado a R$ 4,021 na venda. Na terça-feira (5), a moeda norte-americana havia caído 1,01% e fechado abaixo de R$ 4. 

 

Contexto 
Os investidores continuavam preocupados com a desaceleração na China, após mais dados fracos sobre a economia do país. A atividade do setor de serviços da China cresceu no ritmo mais lento em 17 meses em dezembro, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras. O banco central chinês fixou sua taxa de câmbio diária no menor patamar em mais de 4 anos e meio. Isso alimentou temores de que a economia pode estar ainda mais fraca do que o esperado.

Com baixo rendimento, poupança tem maior fuga de valores

Que o brasileiro não está conseguindo poupar, já era de se esperar, diante da crise econômica. Mas, além de não poupar, os saques crescentes da caderneta de poupança demonstram também que as economias guardadas nos anos anteriores estão sendo usadas agora. As retiradas superaram os depósitos em R$ 53,56 bilhões em 2015, de acordo com os cálculos do Banco Central. Essa foi a primeira vez, em 10 anos, que os recursos mais saíram do que entraram. Também é a maior fuga de valores, desde o início da série histórica, em 1995.

Dados de 2015:
- Depósitos: R$ 1,90 trilhão
- Saques: R$ 1,96 trilhão
- Rendimentos: R$ 47,43 bilhões
- Estoque: R$ 656 bilhões

Um outro ponto que ajudou a negativar o número de depósitos foi o baixo rendimento. Quando a taxa de juros está acima de 8,5% ao ano, como agora, está limitado em 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR). Outras modalidades, como os fundos de renda fixa, sobem junto com a Selic e rendem bem mais.

Quando a poupança vale a pena?

Apesar do baixo rendimento, economistas defendem que a poupança é um bom investimento para poupadores de pequenas quantias e que buscam alta liquidez (retirar o dinheiro a qualquer hora, sem multas ou qualquer prejuízo). Em outras palavras, a poupança resolve a demanda de quem procura apenas um "fundo de reserva".

Prazo para pagar guias do eSocial de dezembro e 13º termina hoje

Termina nesta quinta-feira (7), o prazo para pagar a guia do eSocial (Simples Doméstico) referente ao mês de dezembro e aos encargos referentes ao 13°, que venceu no último dia 20. Sobre o valor,  incidem a Contribuição Previdenciária, o FGTS e pode incidir o Imposto de Renda retido (IRRF), dependendo do caso.  A contribuição previdenciária e o IRRF incidem sobre o total do 13º. Neste mês, serão duas guias diferentes de pagamento - ma para pagar os dias trabalhados em dezembro e outra para o 13º. A Receita destaca que o empregador deve encerrar primeiro a folha correspondente ao 13º salário e só depois deve encerrar a folha de dezembro.

 

PM convoca aprovados em concurso para iniciar treinamento

A Polícia Militar do Piauí está convocando  todos os classificados no concurso de Soldados da PM para a realização do Curso de Formação em turma única. São 342 classificados, que devem comparecer ao Quartel do Comando Geral, na Diretoria de Ensino, Instrução e Pesquisa – DEIP, até o dia 14 de janeiro deste ano, para efetivar matrícula no Curso de Formação. A homologação será no dia 20 de janeiro.

A PM informa que a aula inaugural do Curso de Formação será no dia 1º de fevereiro e o término do curso está previsto para a primeira quinzena de agosto de 2016. O Curso de Formação de Soldados, inclusive, terá instrução no período carnavalesco, visando atender o cronograma de realização do referido curso e sua conclusão no período previsto.

Após subir 50% em 2015, energia deve ficar até 15% mais cara em 2016

A consultoria Thymos Energia estima que a conta de luz dos brasileiros deve aumentar em 2016, apesar da "folga no abastecimento" gerada pelo desligamento das termelétricas. A previsão é de reajuste médio entre 3% e 15%, dependendo da região. Essa aumento é bem inferior ao registrado em 2015, que foi superior aos 50%, após uma combinação nada animadora de energia térmica cara, empréstimos a distribuidoras, dólar alto e fim dos aportes do Tesouro Nacional.

A cotação deve ficar perto do piso regulatório de R$ 30 por megawatt-hora (MWh), nas contas da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O empréstimo de mais de R$ 20 bilhões retirado pelas distribuidoras ainda vai onerar a conta dos consumidores por, pelo menos, mais quatro anos. 

Tecnologia para economizar: Chuveiro avisa sobre gasto excessivo de água

 

Engenheiros franceses criaram um chuveiro que muda de cor quando o consumo de água ultrapassa o volume permitido. O produto foi desenvolvido com o dinheiro de uma uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) e distribuiu mil unidades até agora. O aparelho, que funciona com luzes de LED,  avisa em tempo real a quantidade de água consumida e tem um sistema conectado a smartphones, que controlam o limite a ser consumido.

A cor verde indica que o banho consumiu até 3 galões de água. Quando o LED muda para o azul, a quantidade passou para 5 galões. A luz vermelha indica o uso de 8 galões. A partir dos 13 galões, o chuveiro passa a "piscar" no vermelho. Segundo a empresa que criou o produto, a Hydrao, é possível fazer uma economia significativa e reduzir os gastos com o produto. 

Os engenheiros que desenvolveram o chuveiro agora procuram parceiros para aumentar a produção e tornar viável a comercialização do produto especialmente nos Estados Unidos e na Europa. De acordo com a Hydrao, há 2 mil encomendas do chuveiro em processo de fabricação no momento.

A partir desta 5ª, valor da passagem de ônibus é R$ 2,75 em Teresina

A nova tarifa de ônibus de Teresina começa a valer nesta quinta-feira (7), com a publicação do decreto no Diário Oficial. Na manhã de hoje, o prefeito da cidade, Firmino Filho (PSDB), anunciou que o reajuste será de R$ 0,25, alterando o valor da passagem de R$ 2,50 para R$ 2,75. O valor da meia-passagem será congelado em R$ 1,05. 

Considerando a manutenção do preço para estudantes, o reajuste foi de 8,5%. O valor anunciado pelo prefeito é inferior ao sugerido pelo Conselho Municipal de Transportes Públicos de Teresina, que era de R$ 1,18 para estudantes e R$ 2,83 para passagem inteira. "O aumento proposto pelo Conselho Municipal de Transporte tinha uma hipótese de que nesse ano de 2016, teríamos a mesma quantidade de passageiros rodando que tivemos em 2015. Na realidade, imaginamos que o cenário em 2016 vai ser muito melhor, porque estamos trazendo grandes inovações para o sistema de transporte público, com a inauguração dos terminais de integração e com implementação do novo modelo, que deve atrair mais passageiros e vai ser muito melhor, especialmente porque estamos trazendo grandes mudanças”, destacou Firmino.

 

Teresina está entre as cidades com maior nível de investimento do país

Levantamento do Jornal Folha de São Paulo aponta que Teresina foi a 12ª metrópole brasileira com maior nível de investimentos no ano de 2015. A capital piauiense teve um aumento de 43,1% em investimentos realizados com recursos públicos. O levantamento considerou as capitais e as maiores cidades do país do país (com mais de 60 mil habitantes). Os números, de acordo com o jornal, foram extraídos dos balanços oficiais dos municípios publicados pelo Tesouro Nacional e pela Caixa Econômica Federal. A comparação foi feita com dados de janeiro a outubro dos anos de 2014 e 2015.

Em investimentos, Teresina aparece à frente de cidades como Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e São Paulo. No Nordeste, a capital piauiense perde apenas para São Luís. Em relação à arrecadação, Teresina teve um recuo de 1,5% em sua receita tributária.  Houve também queda na transferência de recursos federais para a capital do Piauí, de 3,8%. 

 

Preço de imóveis sobe menos que inflação e média é de R$ 7,6 mil por m²

O preço médio dos imóveis sofreu alta de 1,32% em 2015, mas como a inflação calculada para o período é de 10,72%, o valor do metro quadrado teve queda real de 8,48%. A informação é da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Esta foi a menor alta anual registrada pelo FipeZap, cuja série histórica foi iniciada em 2010. 

Dados os números de 2014, que revelam 6,7% de aumento do preço médio, os imóveis chegaram ao final do ano com um ritmo menor de aumento, ou seja, em queda real. O valor médio anunciado do metro quadrado das 20 cidades pesquisas em dezembro (Teresina não está incluída) foi de R$ 7.613.

Rio de Janeiro se manteve como a cidade com o m² mais caro do país (R$ 10.438), seguida por São Paulo (R$ 8.619). Já Contagem (R$ 3.546) e Goiânia (R$ 4.217) registraram o menor preço por m².

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