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Sebrae realizará workshop sobre integridade e ética nas empresas

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae no Piauí, em parceria com a Controladoria Geral da União, CGU, realizará no dia 30 de novembro, o 1° Workshop do Programa Empresa Íntegra. O evento terá início às 14h na sede do Sebrae em Teresina. As inscrições podem ser feitas no site www.pi.sebrae.com.br.

 
A programação do evento contará com três palestras: A Lei Anticorrupção e Programa de Integridade para Empresas; Programa Empresa Íntegra; e Certificação Acreditada conforme ISO 37001 – Sistema de Gestão Antissuborno. Assuntos como auditoria, compliance, análise de riscos, legislação e integridade empresarial serão destaques no workshop.
 
“O Sebrae e a CGU firmaram esse convênio para disseminar boas práticas para manter um empreendimento idôneo, trabalhando com segurança e sem riscos de violar leis ou direitos dos consumidores”, destaca o analista do Sebrae no Piauí, Maurilio Quaresma.
 

Minicurso da OAB abordará Empreendedorismo na Advocacia

A OAB-PI, através da Escola Superior de Advocacia do Piauí (ESA-Piauí) e do Núcleo de Apoio à Advocacia (NAAD), realizará o Minicurso “Empreender na Advocacia” no próximo dia 24 (sexta-feira). O curso será ministrado pela professora Mirelle Santos e tem como objetivo trabalhar estratégias para alavancar a carreira advocatícia, ensinando como utilizar as redes sociais, ferramentas de marketing e comunicação.

A carga horária de 08h/a está dividida nos turnos da manhã, de 8h às 12h, e tarde, de 14h às 18h. O curso será realizado no auditório da ESA-Piauí e pretende auxiliar o planejamento da carreira jurídica do advogado, disponibilizando meios para possibilitar sua atenção profissional e inserção no mercado de trabalho.

O investimento será de R$ 35,00. As vagas são limitadas e podem ser garantidas pelo endereço eletrônico www.oabpi.org.br/inscricao até a data do evento, dependendo da disponibilidade. Mais informações: (86) 2107-5823.

Produtora Rural do Piauí conquista troféu no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios

O Piauí foi destaque nacional no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. A empreendedora Marcilene Barbosa conquistou o troféu bronze na categoria Produtora Rural. Já a empresária Iara Vaz ficou entre as cinco finalistas na categoria Pequenos Negócios. A solenidade de premiação aconteceu em Brasília, reunindo representantes de todos os Estados do país.

“O empreendedorismo feminino ganha cada vez mais força no Piauí e no Brasil. Muitas mulheres são referência no mundo dos negócios. O prêmio além de reconhecer, a garra e determinação dessas mulheres, é também uma forma de incentivar outras pessoas a trilharem o mesmo caminho e se destacar no universo empresarial”, comenta o diretor técnico do Sebrae no Piauí, Delano Rocha.

Participaram dessa edição do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, 3.600 mulheres, das quais 57 foram finalistas nacionais. Foram premiados os três melhores relatos, em cada uma das categorias: Produtora Rural, Microempreendedora Individual e Pequenos Negócios.

“Pelo fato de ser candidata, acreditava na possibilidade dessa conquista. Mesmo assim, fiquei muito surpresa e emocionada quando anunciaram meu nome. A felicidade foi total. Para mim o bronze tem o mesmo valor de um ouro e me dá ainda mais coragem para seguir e crescer como profissional, buscando novos caminhos e oportunidades”, afirma a empreendedora Marcilene Barbosa.

Artesanato reciclado

Marcilene, que mora na cidade de Jaicós, no sul do Estado, trabalha com o artesanato em palha de carnaúba e pneu reciclado, tendo investido na atividade como forma de enfrentar as dificuldades financeiras e mudar de vida. Mas a empreendedora não buscou melhorias somente para si, envolvendo também outras mulheres, que hoje compõem a Associação de Mulheres da Várzea Queimada, da qual ela é presidente. “Acredito que o prêmio é resultado do meu empenho diante da associação, além de fruto do trabalho que realizo na Comunidade de Várzea Queimada. Agora é continuar lutando para que a associação melhore ainda mais, e que nossos produtos possam chegar a novos mercados, garantindo mais qualidade de vida para todas as envolvidas”, acrescenta a empreendedora.

 

Especialista ministra palestras sobre "vendas no futuro" em Teresina

Empreendedores e empresários interessados em saber como superar a crise no varejo terão diversas dicas e orientações na palestra "Como serão as vendas no futuro", ministrada pelo especialista em varejo Fred Rocha, nesta terça-feira (10), no Gran Hotel Arrey, às 19h. As inscrições ainda podem ser feitas no endereço eletrônico www.pi.sebrae.com.br .

Considerado inovador, disruptivo e irreverente, Fred Rocha tem uma vasta experiência em varejo e vendas. O palestrante é pesquisador e autor do Livro ManUAU do Novo Varejista. Foi eleito duas vezes profissional de marketing do ano de 2016. É fundador do Projeto Varejo Show e criador do primeiro reality show de vendas do mundo. Já fez diversas viagens internacionais em busca de ideias e modelos de negócios. O profissional comandou várias expedições de pesquisa no varejo, sendo uma no Brasil, onde rodou 16 mil quilômetros em 55 dias, do Oiapoque ao Chuí, realizando mais de 200 visitas técnicas e conhecendo pessoas inspiradoras e inovadoras.

“Todas as informações e dicas que darei na palestra podem ser replicadas em empresas já estabelecidas, em startups ou para quem deseja ter seu negócio. Vou mostrar o que está acontecendo com o novo consumidor. As orientações que serão proferidas na palestra são úteis para qualquer profissional, seja empresário, dentista, médico, lojista. Falarei sobre de inovação, vendas, comércio e tenho certeza que contribuirá para geração de varias ideias que poderão ser concretizadas na empresa no dia seguinte”, comenta Fred Rocha.

 

Receita abre hoje parcelamento de dívidas para MEI

Começou hoje (3) o prazo para os microempreendedores individuais (MEIs) pedirem o parcelamento de dívidas com a Receita Federal. Os débitos apurados na forma do Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (Simei) até a competência do mês de maio de 2016 poderão ser pagos em até 120 prestações.

O pedido de parcelamento deverá ser apresentado a partir de hoje até 2 de outubro de 2017, das 8h às 20h, exclusivamente por meio do site da Receita Federal , do portal e-CAC ou do portal do Simples Nacional. O valor mínimo das parcelas é R$ 50.

É a primeira vez, desde a criação do MEI, em 2009, que o governo abre um programa de parcelamento de débitos. No parcelamento haverá redução de 40% no valor da multa se o requerimento for feito no prazo de 30 dias, contado da data em que foi notificado do lançamento; ou de 20% se o pedido de parcelamento for feito no prazo de 30 dias, contado da data em que foi notificado da decisão administrativa de primeira instância.

Confiança dos empresários do setor de serviços cai em junho

O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 2,8 pontos entre maio e junho, atingindo 81,9 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Na passagem de abril para maio, o indicador havia avançado 0,5 ponto. De acordo com a FGV, o principal responsável pelo recuo do indicador em junho foi a piora da expectativa dos empresários do setor de serviços no futuro. O Índice de Expectativas caiu 5,2 pontos e atingiu 86,5 pontos. Já a confiança dos empresários de serviços no momento atual caiu menos (-0,4 ponto) e chegou a 77,5 pontos.

Os empresários apontaram como principal entrave à atividade a demanda insuficiente: 39,4% citaram esse problema. Outro problema apontado foi o clima político, que supera pela primeira vez o período eleitoral de 2014. O Nível de Capacidade Instalada do setor de serviços caiu 0,9 ponto percentual e atingiu 81,5% em junho, o menor nível da série histórica da pesquisa.

Microempreendedor poderá parcelar débitos com a Receita em 120 prestações

Os microempreendedores individuais poderão parcelar em até 120 prestações mensais os débitos com a Receita Federal. Hoje (28) o Diário Oficial da União traz uma instrução normativa para regulamentar o parcelamento de débitos, apurados na forma do Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (Simei) até a competência do mês de maio de 2016.

O pedido de parcelamento deverá ser apresentado a partir do dia 3 de julho até 2 de outubro de 2017,  das 8h às 20h, exclusivamente por meio do site da Receita Federal, do portal e-CAC ou do portal do Simples Nacional. Para o parcelamento, não é necessária apresentação de garantia. O valor mínimo das parcelas é R$ 50.

No parcelamento será possível reduzir o valor da multa. Haverá redução de 40% se o requerimento for feito no prazo de 30 dias, contado da data em que foi notificado do lançamento ou de 20% se o pedido de parcelamento for feito no prazo de 30 dias, contado da data em que foi notificado da decisão administrativa de primeira instância.

O que não pode parcelar

De acordo com a instrução normativa, não podem ser parcelados débitos, como os inscritos em Dívida Ativa da União, os relativos aos Impostos sobre Operações ferentes à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação e sobre Serviços de Qualquer Natureza inscritos em dívida ativa dos estados ou municípios, além de multas por descumprimento de obrigação acessória e débitos relativos à contribuição previdenciária descontada de empregado.

 

Banco do Nordeste premia micro e pequenas empresas de sucesso no Piauí

O Banco do Nordeste entrega nesta sexta (09), às 15h, no Luxor Piauí Hotel, o Prêmio Banco do Nordeste da Micro e Pequena Empresa no Piauí, em reconhecimento às empresas que se destacaram por melhoria da competitividade e ideias inovadoras.

Serão entregues três troféus para clientes das categorias Indústria, Comércio e Serviço. As micro e pequenas empresas selecionadas obedeceram a critérios como faturamento anual de até R$ 3,6 milhões, com pelo menos 12 meses de atividade; crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) vigente e sede na área de atuação do Banco do Nordeste, que inclui os nove Estados nordestinos e o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. O propósito da premiação, que reconhece, ao todo, 30 casos de sucesso, é contribuir para ampliar a cobertura do FNE e incentivar as empresas a buscar crescimento e desenvolvimento no campo de desempenho econômico-financeiro, qualidade da gestão e iniciativas inovadoras.

Perfil do trabalhador: Empresários e servidores públicos têm os maiores salários no Piauí

O piauiense ganha em média R$ 1.292; em sua maioria trabalha por conta própria ou com carteira assinada pelo setor privado; os brancos ganham mais que os pardos e negros; e as pessoas com ensino superior completo têm renda salarial 177% maior. Esse é um pequeno resumo do perfil do trabalhador do Piauí. Há muito a se comemorar, como por exemplo, o fato de o Piauí ter uma das menores taxa de desemprego [desocupação] do país (8,8%), mas ainda há muitas lutas a serem travadas: a renda média, por exemplo, também é a menor do país. 

Em alusão ao Dia do Trabalhador, a Coluna Economia & Negócios, do Cidadeverde.com traz o perfil mais detalhado de quem está na força de trabalho piauiense. As informações são baseadas nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quantos estão no mercado de trabalho
A população do Estado é de aproximadamente 3,2 milhões de pessoas. Desse total, 2,561 milhões estão em idade de trabalhar (acima de 14 anos). Das pessoas aptas ao trabalho, apenas 1,391 milhão estão, de fato, no mercado de trabalho - seja já empregadas ou procurando emprego. Outros 1,170 milhão estão fora da força de trabalho - aqui se incluem os jovens na escola ou faculdade, as donas de casa, os que estudam para concurso, etc.

Das pessoas que estão economicamente ativas (PEA), 1,268 milhão estão empregadas ou ocupadas com remuneração. Outras 123 mil estão buscando vaga no mercado de trabalho. Estes, sim, são os desempregados. Por causa da crise, em um ano (de dezembro de 2015 a dezembro de 2016), 17 mil piauienses ajudaram a engrossar essa massa. 

 

Taxa de desocupação
"Quando se fala em desemprego, se pensa na pessoa que tem emprego formal, mas não é somente esse o foco da pesquisa. O IBGE mudou o conceito, fala em ocupação, não em emprego. Se você tem uma banquinha de alguma coisa, está ocupado, mesmo não tendo emprego. O desocupado está procurando emprego/ocupação e não está conseguindo", explica o economista César Fortes.

 

A relação de trabalho
Dos quase 1,3 milhão de piauienses que estão trabalhando, apenas 239 mil têm carteira assinada. Este é, segundo o economista César Fortes, um dos mais graves problemas do mercado de trabalho do Estado. "O Piauí é fraquíssimo nisso. Apesar de estarmos crescendo no número de carteiras assinadas, temos muito pouca gente formalizada. E a situação se agrava no interior: as pessoas ainda estão aceitando trabalhar sem carteira. Isso é um problema porque elas não têm nenhum benefício quando perdem o vínculo", argumenta.  

Foto: Wilson Filho / Cidadeverde.com

Veja como estão distribuídos os piauienses quanto à relação de trabalho
- 239 mil têm carteira assinada (trabalho formal);
- 215 mil não têm carteira assinada;
- 79 mil são domésticos;
- 197 mil estão no setor público;
- 57 mil são empresários
- 390 mil trabalham por conta própria
- 90 mil ajudam em casa

O economista ressalta ainda a queda do número de trabalhadores domésticos. Em um ano, esse número caiu de 92 mil para 79 mil. "Tudo leva a crer que é estamos perto do fim dessa categoria - as pessoas estão virando diaristas ou buscando outra colocação no mercado de trabalho. Também vejo que as empregadas domésticas estão ficando como na Europa, "coisa de rico", por assim dizer. Estão mais conscientes quanto à exigência de salários e outros direitos e isso tem pesado na hora do patrão decidir contratar", analisa. 

Outro ponto importante a destacar é que o setor público, ao contrário do que muitos pensam, não é o que mais emprega no Piauí. Hoje, perde para os profissionais com emprego privado e para os trabalhadores por conta própria. 

Onde trabalham
Apesar das dificuldades do campo, a agricultura, pecuária e atividades relacionadas ainda são as que mais empregam no Estado - 260 mil piauienses sobrevivem do campo. Em segundo lugar, vem o setor de comércio, que emprega 250 mil. 

Veja onde está empregada a força de trabalho piauiense
- Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura - 260 mil
- Indústria geral - 81 mil (Indústria pouco importante - e ainda caiu 10 mil empregos)
- Construção - 115 mil (perdeu 18 mil empregos em um ano)
- Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas - 250 mil
- Transporte, armazenagem e correios - 39 mil
- Alojamento e alimentação - 71 mil
- Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas - 83 mil
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais - 233 mil
- Outros - 57 mil
- Serviços domésticos - 80 mil

Quanto ganham
Se por um lado estamos bem na fita em termos de ocupação, por outro lado, nossa renda é muito baixa. "Isso é crítico. Se não fosse por isso, estaríamos com status de estado desenvolvido. O rendimento muito baixo reflete no nível educacional", lamenta o economista.

A média de rendimento mensal das pessoas ocupadas é de R$ 1.292. Empresários, servidores públicos e empregados com carteira assinada puxam esse número para cima, mas os empregos informais forçam a queda nos valores. "A renda média do piauiense é somente 63% da renda média brasileira [R$ 2.043]", destaca Fortes.

O dado mais alarmante é a média de rendimento do empregado doméstico: apenas R$ 520 mensais, número próximo da média salarial de quem não tem carteira assinada: R$ 588. "Isso é um escândalo, é menos da metade do que ganha o empregador com carteira", comenta César Fortes.

Quem ganha mais no Piauí são os empregadores - R$ 3.178. Em segundo lugar, o melhor pagador é o serviço público, com remuneração média de R$ 2.684.

Veja quanto ganha cada modalidade de emprego
- carteira assinada (trabalho formal): R$ 1.329
- não têm carteira assinada: R$ 588
- domésticos: R$ 520
- setor público: R$ 2.684
- empresários: R$ 3.178
- conta própria: R$ 688

Onde estão os melhores salários
Além dos empresários, a administração pública é a única área cuja média salarial é superior a R$ 2 mil. Fora ela, os melhores salários estão no setor de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias e administrativas, cuja média é de R$ 1.867. A mais baixa remuneração está no campo, com média de R$ 330. 

Quanto paga cada área
Na agricultura, a média de salários é de R$ 330
Na Indústria: R$ 1.030
Na Construção: R$ 1.088
No comércio: R$ 1.120
No Transporte: R$ 1.589
Na informação: R$ 1.867
Na administração pública: R$ 2.487
Outros serviços: R$ 909
Serviços domésticos: R$ 520

Desemprego
Todos os piauienses que estão ocupados geram uma folha de pagamento mensal de R$ 1,523 bilhão. Há um ano, esse valor era de R$ 1,662. Dito de outra forma, de um ano para o outro, R$ 139 milhões deixaram de circular, afetando todos os setores do mercado de trabalho e impedindo o crescimento da economia piauiense. É a crise econômica. E o principal reflexo dessa crise é a desocupação. 

O Nordeste amarga 14%, mas no Piauí, a taxa é relativamente baixa, de 8,8% - é uma das menores taxa de desocupação do país, e a menor do Nordeste. 

 

A cor do desemprego

No Piauí a taxa de desemprego para pessoas da cor/raça "preta" e "parda" é superior à "branca". 

Dos 123 mil desempregados:
- 22 mil são brancos (17,8%)
- 9 mil são pretos (7,3%)
- 91 mil são pardos (74%)

Pessoas brancas ganham em média até 71% a mais que pessoas pardas e 49% a mais que as pessoas negras. 

Média salarial
- Brancos - R$ 1.921
- Pretos - R$ 1.287
- Pardos - R$ 1.119

 

 

 

Trabalhador piauiense X Trabalhadora piauiense

O Piauí é exceção em relação ao resto do Brasil, apresentando maior taxa de desemprego para os homens em relação às mulheres. Dos 123 mil desempregados, 73 mil (60%) são homens e 49 mil (40%) são mulheres. Mas as mulheres ganham menos. O salário dos homens é, em média, 13% maior que o das mulheres. Eles ganham R$ 1.356 e elas R$ 1.196.

Grau de instrução

No Piauí o maior percentual de desemprego está na população com nível de instrução do ensino médio completo ou equivalente. Dos 123 mil desempregados:

- 11 mil não têm estudo, ou só estudou um ano. Correspondem a 8,9%
- 39 mil têm ensino fundamental incompleto ou equivalente. Equivalem a 31,7% do total de desempregados.
- 9 mil têm completaram o ensino fundamental (7,3% do total)
- 12 mil não conseguiram finalizar o ensino médio (9,75% do total)
- 39 mil já completaram o ensino médio (31,7% do total)
- 6 mil têm ensino superior (4,87%)

TST: Empresas não podem pedir certidão de antecedentes criminais

As empresas que exigirem certidão de antecedentes criminais dos candidatos a emprego poderão ter que pagar danos morais ao trabalhador. O entendimento é do Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

Segundo a tese, só não caracteriza dano moral a exigência de certidão de antecedentes criminais para os casos previstos em lei, como os vigilantes, por exemplo, ou quando o cargo exija confiança: empregados domésticos, cuidadores de menores, idosos e deficientes, e funcionários de creches, asilos e instituições do tipo, motoristas rodoviários de carga, empregados que trabalhem manuseando objetos perfurocortantes, armas ou drogas, bancários e trabalhadores que terão acesso a informações sigilosas.

Tirando esses exemplos, os ministros entenderam que a exigência da certidão de antecedentes criminais caracteriza dano moral, independente do candidato ter sido ou não admitido. O relator do processo, ministro Augusto César Leite de Carvalho, argumenta que a informação sobre antecedentes criminais está relacionada à vida do trabalhador, que tem direito "à privacidade e ao esquecimento". 

Agora esses processos devem voltar novamente para a pauta da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), na próxima sessão, para que seja aplicada a tese aos casos concretos e definir os valores de indenização.

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