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Comoção marca velório de vereador assassinado em Esperantina

A movimentação do período de campanha deu lugar ao silêncio nesta segunda-feira em Esperantina. A prefeita Vilma Amorim decretou luto oficial de três dias pela morte trágica do presidente da Câmara de Vereadores Antônio Aristides de Carvalho de 64 anos, que chocou a população que o conhecia pela sua fama de pessoa simples e pacificadora.

Segundo a família, Tote como era conhecido, saiu no início da noite do domingo para intermediar mais uma das confusões promovidas por Jailson de Sousa Xavier. O jovem que morava no bairro Caixa D'água estaria agredindo a esposa mais uma vez. Antes que o vereador chegasse, o irmãod e Jailson já havia travado luta corporal com ele em defesa da cunhada. Segundo informações colhidas pela Polícia, o vereador só deixou a residência depois que os ânimos haviam se acalmado e Jailson não estava mais no local, mas ele foi surpreendido logo na saída. 

Na porta estavam a esposa e o irmão do suspeito que retornava de motocicleta e já chegou disparando. Um dos tiros atingiu o peito de Tote Aristides, que ainda foi levado ao hospital mas morreu momentos depois. Há marcas dos disparos no portão da casa. Jailson fugiu, mas abandonou o veículo que já foi apreendido pela Polícia, assim como as balas.

Equipes do BOPE e do GRECO foram deslocadas para reforçar as buscas pelo foragido O delegado confirma que há vários registros contra Jailson por agressão contra a esposa e outras pessoas na delegacia e diz que o cerco está fechado.

"Nós fizemos já todo um percurso no meio do matagal, mas a gente não tem uma informação certa, mas temos grande probabilidade de acertar", pontuou o delegado Gustavo Jung.

Durante quase todo o dia o corpo do parlamentar foi velado em sua residência e a Câmara Municipal permaneceu fechada, só abriu as portas para receber o velório que dura toda a noite. O vereador estava no quarto mandato e tentava a reeleição.

Tote deixa sete filhos e um casamento de 43 anos. A viúva não consegue entender como Jailson, criado no seio da família dela, foi capaz de tirar a vida do seu marido. "A gente fica pensando o porque ele fez uma coisa dessa com quem não merecia isso que ele fez com ele", lamentou Maria das Graças Carvalho.

Reportagem de Gorete Santos
Rayldo Pereira 
rayldopereira@cidadeverde.com