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Antes de tentar matar diarista, ex-companheiro fez carta pedindo para voltar

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Antes de esfaquear a ex-namorada Maria Helena Sousa, Francisco das Chagas de Jesus escreveu uma carta pedindo para que ela voltasse para ele, e que “iria mudar” suas atitudes. A carta foi localizada e está suja de sangue. O caso ocorreu no município de Esperantina na terça-feira (14).  

Francisco das Chagas foi preso por tentativa de feminicídio. A vítima está em estado grave e encontra-se internada no hospital regional de Piripiri.  Ele foi localizado já na saída da cidade com a arma do crime. 

De acordo com o delegado Leonardo Alexandre, Marina Helena trabalha como diarista e foi atacada por Francisco em seu local de trabalho, no terraço da casa. A vítima foi socorrida pelo proprietário da residência, que possui um escritório ao lado. 

“Ele (Francisco) procurou por ela duas vezes ontem no local de trabalho e, no dia anterior ao crime, deixou uma carta no terraço da casa. Ela viu a carta e guardou. Ele foi lá e pediu para voltar o relacionamento. Ela disse que não queria, ‘não tinha volta’, alegou que já tinha outra pessoa, então ele disse que se revoltou neste momento e começou a desferir os golpes”, disse o delegado. 

“O proprietário da casa, que estava em seu escritório do lado, ouviu os gritos e foi até a casa. Chegando lá, o encontrou por cima da vítima desferindo os golpes. Ele pegou um pedaço de madeira e evitou que ela morresse mesmo ali no local. Francisco então fugiu da casa”, acrescentou Leonardo, ressaltando que o proprietário acionou imediatamente a delegacia, que iniciou as buscar pelo ex-companheiro.

Sobre a carta, o delegado fez um alerta às mulheres que, muitas vezes, acabam se deixando levar por “falsas promessas” de mudança de comportamento por parte do agressor. 

“O ‘cara’ chega pedindo para voltar com o relacionamento, pedindo desculpas, que vai mudar. Infelizmente é a mesma história: o companheiro que não aceita o fim do relacionamento, faz falsas promessas de melhoria e, no outro dia, vai e mata a mulher. Esse caso precisa servir de exemplo para evitar que elas acreditem nisso”. 


Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com