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Margarete já aparece como possível candidata


Vice-governadora Margarete Coelho: lembrada como alternativa ao governo do Estado do Piauí nas eleições de 2018

 

O nome da vice-governadora Margarete Coelho (PP) está sendo citado seriamente como alternativa nas eleições de 2018, na disputa pelo governo do Estado. Sondagens informações estão sendo realizadas desde que lideranças pedem Margarete como uma opção ao Palácio de Karnak. Tais sondagens mostram a ótima receptividade ao seu nome: ela é vista como maleável, competente e séria.

É uma novidade. Nos últimos meses o nome da vice-governadora foi associado a diversos planos. Meio a sério e meio de brincadeira, dizia-se que o “Plano A” sempre foi a recondução ao lugar de vice-governadora, como segunda de Wellington Dias (PT). O “Plano B” era a volta à Assembleia Legislativa, também em uma chapa de apoio ao petista. Havia até um certo “Plano C”, que a relacionava com a disputa pelo senado.

Pois sabe-se agora que pode haver um “Plano D” – e que ele pode prevalecer ante os demais. Tal plano está nascendo quase espontaneamente, através de manifestações de lideranças na capital e no interior que provocam as lideranças maiores – entre elas estariam Ciro Nogueira, Iracema Portella, Júlio Arcoverde, Firmino Filho, Wilson Martins – a levarem em conta a alternativa Margarete.

Nota-se, são manifestações que partem de campos políticos distintos, inclusive alguns que hoje se situam dentro do governo. O principal argumento é que Margarete poderia, sem dificuldades, abraçar as principais demandas de um país desencantado com a política: uma espécie de novidade com capacicade de gestão e sem escândalos.

Some-se a essas manifestações um crescente movimento nas bases do PP, não exatamente contente com o tratamento que recebe do governo do Estado. Esse sentimento aflorou especialmente nas dicussões sobre a proposta de aumento de imposto apresentada pelo governador Wellington Dias, que expôs em público diferenças entre o governador e Ciro Nogueira. Muitos populares queria a saída do PP do governo.

A candidatura de Margarete pode ser esse caminho de saída. Sem o PP ficar órfão.

 

Lealdade a Wellington Dias

Vale destacar, Margarete tem demonstrado uma grande lealdade ao governador Wellington Dias. Não é uma vice de faz-de-conta. Mas também não atropela o campo de ação do governador.  Consegue assim manter-se em lugar secundário sem perder o brilho.

Mas há um problema. Aliás, dois – um contra e outro a favor dos que clamam por Margarete. O primeiro, a favor: Margarete tem lealdade a Wellington, mas tem lealdade e fidelidade ao seu partido, o PP de Ciro Nogueira. Poderia seguir um novo caminho sem dificuldades. O segundo, contra: não há – pelo menos por enquanto... por enquanto – indícios consistentes que mostrem a vontade de Ciro de mudar de barco, do governo de Wellington para oposição contra o petista.

No Dia da Consciência Negra, o que podemos comemorar?


Negro no Brasil: ainda em grande desvantagem quanto às oportunidades, longevidade, emprego, renda...

 

Se depender de decisão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, o mês de novembro deve ganhar em breve mais um feriado. Além dos dias 2 (finados) e 15 (proclamação da República), o dia 20 também pode se transformar em feriado nacional, pelo Dia Nacional da Consciência Negra. A proposta ainda depende de avaliação em outras comissões e da votação no Plenário. Independente do final dessa tramitação, vale uma avaliação sobre a realidade dos negros no Brasil.

Os dados do IBGE mostram que há muita coisa a se lamentar. Oportunidades, escolaridade, longevidade, cargos de chefia, empregos, salários. Tudo o negro tem de menos. De mais, muito pouca coisa – e em geral nada festejáveis, como o índice de mortes violentas.

Não cabe repetir um bordão simplista de que a Lei Áurea ainda não entrou em vigor. Tampouco cabe dizer que o Brasil é uma democracia racial, que alguns ainda teimam em repetir, mesmo o termo tendo caído de moda há muito. O que parece óbvio é que temos um nível de preconceito grave, muito elevado. Uma boa parte dele vem na forma do chamado “preconceito silencioso”, em que o cidadão acredita não ter preconceito mas age preconceituosamente sem sentir, naturalmente – porque naturalizado está esse sentimento na sociedade.

Os efeitos desse preconceito se traduzem em números, repetidos a cada nova pesquisa do IBGE. Alguns vieram a público nas últimas semanas. Por exemplo, sobre emprego e salário.  Entre a população branca, o desemprego é de 9,9%. Entre pretos e pardos chega a 14,6% – média cerca de 50% maior. Em números absolutos, temos 8,3 milhões de pretos e pardos sem emprego, ou 63,7% do total de 13 milhões de brasileiros desempregados.

Esse índice está relacionado a outro aspecto: a escolaridade, que é menor entre pretos e pardos. Como o desemprego está afetando especialmente os que têm menos qualificação, mais uma conta para esse segmento, que também tem menor renda: a média salarial correspondente a apenas 55% da recebida pelos brancos.

Há alguns avanços, incluindo o próprio acesso às escolas. Há mais negros em faculdades, por exemplo. Mas ainda é uma situação muito longe de traduzir a realidade do nosso tecido étnico. Cresceu o número de negros em postos de comando no setor público e nas empresas. Mas ainda está longe de ser uma relação equilibrada – se tiver dúvidas, pense aí na realidade de sua cidade, de seu entorno.

Olhando esses números, nem sei o tamanho da importância de se decretar feriado no dia 20 de novembro. Vale lembrar, a data já é considerada feriado em uns mil municípios e nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro. É curioso notar que não é feriado nem na Bahia e nem no maranhão, onde a negritude tem inegável reconhecimento e valorização.

E ao refletir sobre a proposta de feriado, termino por fazer uma relação sobre o sistema de quotas. Que bom que existem as quotas – uma pequena compensação para a desigualdade histórica. Mas bom mesmo é se tivéssemos uma realidade onde as oportunidades fossem equilibradas e as quotas perdessem o sentido.

Reação de Firmino a vereadores pode prenunciar candidatura

Firmino Filho: possibilidade de reação após "traições" de vereadores na votação que reelegeu Jeová Alencar presidente da Câmara

 

A fé que a oposição perdeu na candidatura de Firmino Filho (PSDB) ao governo do Estado pode ter um alento, hoje, quando se espera que o prefeito de Teresina reaja contra vereadores que votaram pela reeleição de Jeová Alencar (PSDB) para a presidência da Câmara. A eleição de Jeová para um mandato que só começa em janeiro de 2019 foi considerada uma traição aos interesses de Firmino.

Dentro do Palácio da Cidade avalia-se que a reeleição tão antecipada de Jeová tem o dedo e a mão do PMDB, ou mais especificamente do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho. E espera-se que, já nesta segunda-feira, Firmino tome medidas que alcancem os vereadores qualificados de traidores e especificamente o espaço do PMDB na prefeitura.

Essa possibilidade anima alguns seguidores do tucano, tanto que o tema vem consumindo as discussões no Palácio da Cidade. O final de semana serviu para desenhar-se uma estratégia. E o que parece certo é o explícito afastamento do grupo de Firmino do time de Themístocles. Teoricamente, esse afastamento seria um problema para uma possível candidatura de Firmino, já que – se sair para disputar o governo – deixaria a prefeitura nas mãos de Luís Santos Jr (PMDB), aliado de presidente da Assembleia.

“Firmino não está preocupado com estratégia”, disse um aliado do prefeito, certo que o episódio da Câmara fortaleceu Firmino Filho e abriu a possibilidade de uma candidatura ao Palácio de Karnak. Outro aliado tucano mostra confiança, certo que haverá reação à votação na Câmara: “Amanhã pode ser o primeiro dia da campanha de Firmino”, disse à coluna neste domingo pela manhã.

Mas um terceiro aliado tucano adverte: “Pode ser o primeiro dia da campanha de Firmino. Ou o último de uma pré-campanha fracassada”. Tudo depende se haverá reação – e, se houver, que tipo de reação.

 

‘Traições’ incompreendidas

O entorno do prefeito Firmino Filho (PSDB) está certo que haverá reação à votação na Câmara, que revelou “aliados em descompasso” – para usar o termo de um  assessor da prefeitura. Dois casos são especialmente destacados, por incompreensíveis.
• Luís André (PSL): foi eleito com uma base muito próxima do prefeito Firmino e da primeira-dama Lucy Silveira. Agora votou contra os interesses do prefeito. E ninguém entendeu, sobretudo porque a mãe de Luís André é assessora na prefeitura.
• Venâncio (PP): posicionou-se contra a diretriz do seu partido, que é o principal aliado do prefeito, especialmente pelo volume de grana que Ciro Nogueira consegue carrear para a capital. Seu voto a favor de Jeová Alencar só agradou mesmo ao PT, partido da mãe de Venâncio, a deputada Flora Izabel.

‘Piauí terá que procurar um novo Freitas Neto’, diz Rubem sobre crise


Deputado Rubem Martins: crise financeira do Estado do Piauí vai exigir muito do próximo governador

 

Uma das vozes mais ouvidas na pequena mas barulhenta oposição ao governo do Estado, o deputado Rubem Martins (PSB) tem repetido um alerta em que ressalta as dificuldades do Piauí. E antevê dificuldades enormes para quem for governar o Estado nos próximos anos.

“O Piauí vai ter que procurar um novo Freitas Neto”, diz Rubem, em referência ao ex-governador Antonio de Almendra Freitas Neto, que assumiu em 1991 e teve que se preocupar basicamente em ajustar o rombo nas contas deixado pelo descalabro administrativo do segundo governo Alberto Silva. Para se ter uma idéia, Alberto deixou o governo com os salários dos servidores atrasados cinco meses.

Ao se referir a um “novo Freitas”, Rubem diz que está chamando a atenção para a situação atual do governo do Estado, que considera de insolvência. Cita como tradutor dessa realidade o pedido de autorização para um novo empréstimo – em tramitação na Assembleia –, a ser contraído com  instituições financeiras privadas. Critica particularmente a liberdade que a proposta dá ao governo do Estado.

— É uma proposta que autoriza até contrair empréstimo com agiota – afirma, entre irônico e sério.

Segundo o deputado, o Estado não cuidou do equilíbrio das contas. “Gasta demais e gasta errado”, ressalta. E repete a história de se buscar “um novo Freitas Neto” para reequilibrar as contas. Porque, para ele, qualquer que seja o governador eleito em 2018, vai ter muito trabalho para governar o Piauí.

 

Confiança em um candidato da oposição

O deputado Rubem Martins (PSB) não sabe dizer quem será o candidato da oposição em 2018. Mas está certo que será um candidato competitivo, com chances efetiva de arrebatar o Palácio de Karnak ao PT. “”A oposição está aumentando de tamanho e vai aumentar ainda mais”, afirma.

Diz que as expectativas de êxito na próxima eleição “são reais”. Quanto aos possíveis concorrentes de Wellington Dias (PT), ele cita Firmino Filho (PSDB), João Vicente Claudino (ainda sem partido) e Dr. Pessoa (PSD). “O Piauí pede alternativas. E nos teremos opções competitivas”, ressalta.

Bolsonaro agora tenta conquistar mercado, gays e mulheres


Jair Bolsonaro: de olho na Presidência, deputado tenta de aproximar de segmentos que antes hostilizou, como feministas e comunidade LGBT 

 

Jair Bolsonaro (PSC-RJ) começou quase como uma piada. Ou como uma figura folclórica, esbravejando contra grupos LGBT, atacando mulheres e defendendo torturador. Mas em um quadro de desesperança e especialmente em um cenário de violência – no qual ele defende a violência contra a violência –, o deputado do Rio foi ganhando adeptos. E hoje já aparece como um real candidato à Presidência da República, inclusive liderando algumas simulações.

Diante do novo cenário, o deputado se mexe para tentar ser levado a sério. E faz acenos conciliatórios até mesmo para os segmentos que tanto hostilizou nos últimos anos. Tenta, portanto, correr atrás do prejuízo. Um prejuízo grande, porque as mesmas armas que geraram apoio popular – um discurso virulento de ultra direita e a promessa de mão forte – angariou um monte de adversários. E multiplicou rejeições. Tanto que Bolsonaro é hoje o adversário preferido por qualquer outro concorrente.

Na busca para ser efetivamente um candidato viável, Bolsonaro lança pontes, por exemplo, para o segmento feminista. Tenta apagar as refregas passadas com mulheres como a que teve com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) criando um movimento de mulheres nas redes sociais, uma espécie de “feminismo bolsonarista”. Pode-se encontrar, por exemplo, uma página no Facebook que diz sem rodeios: "Sou Feminista e Apoio Bolsonaro". A página já conta com 20 mil curtidas.

A ala feminina que respalda Bolsonaro festeja o discurso duro do capitão da reserva do Exército. É elogiado, entre outras coisas, pelo projeto em que o deputado propõe a castração química para estupradores.

Mas a estratégia não livra o deputado de duros argumentos contrários. Na verdade, ele conta com uma infinidade de críticas, especialmente das lideranças historicamente envolvidas com as lutas feministas. É o caso de Karoline Torquatto, para quem ver uma feminista referendar as ideias de Bolsonaro "é como ser negro e apoiar a escravidão".

As resistências vão além. E Bolsonaro tenta lançar outras pontes. Nas redes sociais, seus seguidores espalham fotos do deputado com integrantes da comunidade LGBT, tentando anular a referência negativa construída a partir de diversas polêmicas, em especial o embate com o deputado Jean Wyllys (PSL-RJ), representante do segmento.

Quanto ao mercado, tenta se aproximar de lideranças do setor empresarial. Com esse fim, recentemente fez viagem aos Estados Unidos. Quis se vender como alguém com ideias interessantes para o mercado. Mas teve quase todos seus compromissos cancelados, e terminou sendo notado ao visitar uma fábrica de pistolas e testar alguns modelos.

 

Bolsonaro propôs me matar, diz FHC

A possibilidade de Jair Bolsonaro chegar ao Poder não assusta apenas segmentos como a comunidade LGBT e o movimento feminista. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse em palestra nos Estados Unidos que teme que o Brasil repita a Itália pós-Mão Limpas e eleja um presidente de direita. “Há pessoas da direita que são perigosas”, afirmou.

FHC não citou nomes. Mas deixou claro que se referia a Bolsonaro, candidato declarado à Presidência. E lembrou: "Um dos candidatos propôs me matar quando eu estava na Presidência”. Disse que na época não prestou atenção, mas agora tem medo, porque agora “ele tem a possibilidade do poder."

Vale recordar, em 1999 Bolsonaro defendeu mudanças no país na marra: "Você só vai mudar, infelizmente, quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez. Matando 30 mil, e começando por FHC".

‘Se for candidato, Firmino é favorito’, diz Átila


Deputado Átila Lira: fé nas possibilidades de uma eventual candidatura de Firmino Filho ao governo do Estado

 

Bem diferente de boa parte da oposição, o deputado Átila Lira (PSB) mostra muita confiança no prefeito Firmino Filho (PSDB) como candidato ao governo do Estado nas próximas eleições. “Se ele [Firmino] resolver marchar, é favorito”, diz o deputado.

Átila destaca os trunfos que dariam ao líder do PSDB esse favoritismo. “Ele é popular, acreditado, respeitado no Piauí e no Brasil”, afirmou hoje cedo, em entrevista ao Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde. Atribui esse reconhecimento particularmente à performance de Firmino na área da educação. “É um prefeito com educação nota 10”, afirmou.

O deputado atribui parte dos feitos no setor ao secretário municipal de Educação, Kleber Montezuma. E até vislumbrou os desdobramentos futuros de uma candidatura do prefeito ao governo: “O Firmino vai ser governador e o Kleber, secretário de Educação”.

Ainda no campo político, Átila Lira disse que certamente será oposição no Piauí. Sobre o rumo partidário que vai tomar, reconheceu as dificuldades que tem no PSB, onde diverge da direção nacional. “Eu sou liberal e eles são stalinistas”, disse, acrescentando que está avaliando as opções partidárias. Mas adiantou que tomará um rumo juntamente com o ex-governador Wilson Martins, presidente estadual do PSB.

 

Fé na Reforma da Previdência

O deputado Átila Lira disse acreditar na viabilidade na aprovação da reforma da Previdência, prioridade para o governo federal. Para ele, até 15 de dezembro a proposta será aprovada, embora com mudanças substantivas.

Uma das mudanças mais significativas é relacionada aos trabalhadores rurais, que não serão alcançados pelas novas regras. O novo texto deve manter em 15 anos o tempo mínimo necessário para um trabalhador se aposentar, excluindo a proposta inicial que passaria esse tempo para 25 anos.

Átila Lira diz que a principal mudança vai se referir aos grandes salários no setor público. “Não estou me referindo aos barnabés”, ponderou. Segundo ele, as regalias do setor público é que geram os grandes desvios na Previdência. Observa que 1 milhão de pensionistas do setor público representam os gastos de 30 milhões de aposentados do INSS.

 

Orçamento para BR-135 e Saúde

Átila Lira, que é coordenador da bancada do Piauí no Congresso, disse que o Orçamento da União para o próximo ano vai assegurar os recursos necessários para a reforma da BR-135. Esses recursos, no entanto, serão garantidos através de emenda de bancada.

A bancada piauiense definiu conjuntamente que as prioridades para o próximo ano são a BR-135 e recursos para custeio da saúde nos municípios. Quando às obras estruturantes, o deputado lamenta que a principal reivindicação do Piauí – a Transordestina – está paralisada. Acrescentou ainda que essas obras transformadoras dependem de uma decisão abraçada pelo governo do Estado.

Para ouvir a íntegra da entrevista do deputado Átila Lira ao Acorda Piauí, acesse o arquivo abaixo.

Três sessões seguidas aprovarão empréstimo na terça-feira


Deputado João de Deus, líder do governo: ação coordenada na Assembleia para aprovar autorização de novo empréstimo
 

No estilo 3 em 1, o governo pretende aprovar na próxima terça-feira a pedido de autorização para operação de crédito com bancos privados, no valor de R$ 315 milhões. Para evitar a polêmica que aconteceu em torno da proposta que aumentou as alíquotas de imposto sobre combustível, telefonia e fumo, o governo está cuidando para não dar margem aos questionamentos.

Segundo o líder do governo na Assembleia Legislativa do Piauí, deputado João de Deus (PT), tudo se resolverá na terça-feira. No mesmo dia, serão realizadas as discussões na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e na Comissão de Finanças e Fiscalização. Serão sessões conjuntas. Em seguida, a matéria será levada para votação no plenário.

O governo está se valendo do recurso da tramitação em caráter de “urgência urgentíssima”, que pode levar a matéria ao plenário independente da votação de relatório nas comissões. O governo tem maioria nas comissões. E tem mais folga ainda no plenário, até porque desta vez o PP não deve discrepar da orientação do Palácio do Karnak.

A oposição reconhece a maioria do governo e diz que não pode fazer muito. “É uma proposta que autoriza até contrair empréstimo com agiota”, ironiza o deputado Rubem Martins (PSB). Ele admite que, muito provavelmente, o governo "usará o rolo compressor" e conseguirá aprovar a proposta que vai levar a um novo empréstimo.
 

Empréstimo não é para salário, diz deputado

O líder do governo na Assembleia, deputado João de Deus, disse que está havendo uma leitura equivocada no pedido de autorização para o governo contratar operação de crédito no valor de R$ 315 milhões. “Não é para pagara servidor. É para obras”, disse o deputado.

Ele até admitiu que, eventualmente, o dinheito pode ser utilizado para cobrir outras despesas, inclusive as com pessoal. Mas justifica: é como em uma casa, onde pode-se usar o dinheiro para cobrir uma prestação até que saia o salário. Ou seja: o dinheito pode ser usado de forma pontual, e por curto prazo, enquanto outros recursos não entram no caixa estadual.

“O que o governo não quer é prejudicar o servidor”, disse João de Deus.

Ciro dá as cartas na reforma ministerial

Senador Ciro Nogueira, presidente do PP: figura central na definição dos rumos da reforma ministerial a ser feita por Michel Temer


O senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do Progressista, está no centro da discussão da reforma ministerial que o presidente Michel Temer intenciona fazer. Foi o primeiro dirigente de partido aliado ouvido por Temer. E por uma razão simples: a mudança na Esplanada dos Ministérios começa pela acomodação do PP. Daí, Ciro já colocou suas cartas na mesa.

Vale lembrar, o PP é o maior partido aliado, atrás apenas do PMDB. É também o mais fiel dos aliados.

O senador diz publicamente que não imporá condições ao presidente da República. Também afirma deixar Temer à vontade para decidir se fará mesmo uma reforma ampla, antecipando as mexidas previstas apenas para março. Mas Ciro tem suas preferências. Deseja ver com seu PP o Ministério das Cidades – o presidente Temer sabe disso e tomou nota. Também gostaria que agora fosse uma reforma mais pontual, deixando as mexidas mais substantivas para o final de março. Mas pode ser que a necessidade de uma votação da reforma da Previdência obrigue o Planalto a optar pela ampla mudança ministerial – seriam 17 mudanças.

A única pressa que o presidente do PP tem é na ocupação pela base aliada dos espaços do PSDB. Talvez pense como tantos outros aliados: é melhor que a mudança aconteça logo, antes da convenção do PSDB – para não haver o risco de Aécio Neves ganhar a particular disputa tucana e resolver permanecer no governo.

Apesar das muitas possibilidades, está claro que o Progressistas é peça chave na definição dos rumos da reforma ministerial. E Ciro toma cuidados para ser um agregador dentro da própria base, o que o coloca como mais decisivo para as pretensões do governo, agora e nos próximos meses.

O nome preferido de Ciro para o Ministério das Cidades é o de Gilberto Occhi, atual presidente da Caixa Econômica por indicação do próprio presidente do PP. É técnio. Bem visto pelos aliados. E, sem pretensões eleitorais, pode ficar até dezembro de 2018. Além disso, o senador avisa aos aliados que pode ter no ministério uma espécie de gestão compartilhada. Ou seja: o ministério não será uma exclusividade do PP, mas uma porta aberta para a base que sustenta Temer.

Esse tipo de conduta já vem sendo adotada por Occhi na Caixa. Não será nada estranho para ele. E será uma graça para os demais partidos da base.

A conseqüência é a afirmação de Ciro Nogueira como agregador político que vai se tornando imprescindível para a reforma ministerial e para a própria governabilidade.

Oposição perde a fé na candidatura de Firmino


Firmino Filho e Wellington Dias: afinidade que pode ir além das parcerias administrativas e chegar às eleições
 

A avaliação de lideranças da oposição no Piauí é que, como nunca, têm chances de enfrentar Wellington Dias (PT) pelo governo do Estado. Mas, também como nunca, encontram enormes dificuldades para definir um nome que una os oposicionistas e assuma o lugar de anti-Wellington. O candidato mais desejado pela oposição é Firmino Filho (PSDB), mas poucos botam fé na disposição do prefeito de Teresina em entrar na disputa.

As dúvidas quanto a Firmino são de toda ordem. Primeiro, poucos entendem a relação do prefeito com Wellington Dias, que extrapolaria o administrativo e alcançaria o político. O que esses desconfiados dizem é que, de modo informal, Firmino já contou em 2016 com um bom empurrão do governador. E há quem veja na recusa do prefeito à candidatura de oposição uma espécie de grata retribuição.

Tem ainda o alinhamento com Ciro Nogueira (PP), que é desde 2014 um suporte fundamental do petista. E também um apoio imprescindível do ocupante do Palácio da Cidade. Tanto que o projeto de Firmino parece totalmente atrelado ao de Ciro, como bem mostra a filiação da primeira dama Lucy Silveira ao PP.

As desconfianças seguem adiante. Alguns acham que Firmino está cuidando do projeto pessoal ou familiar. Outros acreditam simplesmente que está perdido, sem saber que rumo tomar. E há ainda os que enxergam o prefeito decidido a não ser candidato em qualquer circunstância, a ponto de fazer exigências praticamente impossíveis, pelo menos até o prazo de desincompatibilização. Por exemplo: se Lula não for candidato; se Wellington atrasar salários...

Para completar, no rastro da afinidade com Ciro Nogueira, não deixa claro sequer qual rumo partidário tomar. Tanto que uma liderança da oposição diz que “Firmino quer ser PSDB em Brasília e PP em Teresina”.

Os aliados acham que são precisamente os parlamentares do PSDB os que estão pagando a maior parte da conta. Marden Menezes, Luciano Nunes e Firmino Paulo ficam meio à deriva. E são obrigados a cuidar de si, sem dar bolas para um partido que – na avaliação de muitos – é minado pelo seu principal líder. Tanto que, como reclamou o prefeito de Curimatá, Valdeci Júnior, sequer convidaram os prefeitos tucanos para a convenção partidária do último final de semana. Ou seja: não era uma convenção para fortalecer o partido.

Apesar de tudo, a oposição, órfã de nome que una os adversários do governo, segue esperando pelo “sim” de Firmino, que é dito e repetido como o mais viável dos candidatos oposicionistas.

Mas espera já sem muita fé.

Severo inicia diálogo para fechar proposta de Orçamento


Deputado Severo Eulálio, na Rádio Cidade Verde: recurso do diálogo para definir o Orçamento 2018
 

O deputado Severo Eulálio (PMDB), presidente da Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa, está iniciando uma série de diálogos com representantes dos diversos poderes para definir a proposta de Orçamento para o Estado do Piauí em 2018. Severo admite que há limitação de recursos, mas que o diálogo será a forma de conciliar os interesses.

“Sabemos que o cobertor é curto”, diz o deputado, que considera a ampla discussão do Orçamento como caminho fundamental para definição de uma proposta equilibrada. Essa discussão já teve início na semana passada, quando a Comissão fez uma audiência pública sobre o tema, inclusive com a presença do secretário de Planejamento do Estado, Antonio Neto.

Segundo Severo, as primeiras conversações já aconteceram com a Assembleia Legislativa e com o Judiciário. Outras conversas acontecerão na sequência, no sentido de ouvir as demandas de cada setor que tem dotação específica, como Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública.

Em entrevista ao Acorda Piauí, hoje cedo na Rádio Cidade Verde, o deputado disse que a expectativa é que a proposta seja definida até dia 10 de dezembro. Daí o texto será levado para discussão plenária. No entendimento de Severo, esse tempo é suficiente para o debate em plenário, que terá cerca de uma semana para votação.

O período legislativo na Assembleia vai até 23 de dezembro. Mas como a data cai em um sábado, a votação deve acontecer até dia 21, uma quinta-feira. Severo adverte, no entanto, que o recesso só começa quando a proposta for votada.

 

Desafio de incluir o jovem

Na entrevista ao Acorda Piauí, o deputado Severo Eulálio falou sobre a necessidade de inclusão da juventude no mercado de trabalho e na política. Esse tema fez parte da última reunião da Unale, a União Nacional dos Legislativos e dos Legisladores, que aconteceu em Belém (PA).

Para o deputado, que esteve no encontro, esse é um tema que ganha extrema relevância, sobretudo pelo momento vivido pelo país. E ressaltou a importância da participação da juventude na política.

Para ouvir a íntegra da entrevista do deputado Severo Eulálio, acesse o arquivo abaixo.

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