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Novo saque do FGTS injeta R$ 36 bi na economia. Tire as dúvidas

Começa no dia 15 de junho o calendário para novos saques do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O cronograma de saques ainda não está definido, mas vai seguir o critério de outros programas semelhantes, vinculado à data de nascimento do trabalhador. A nova iniciativa visa dar fôlego à economia, seriamente afetada pela pandemia do coronavírus, que reduziu a atividade produtiva em todo o planeta.

A expectativa do governo federal é que mais de 60 milhões de trabalhadores serão beneficiados com os saques que começam em junho. Cada um pode sacar até R$ 1.045, valor do salário mínimo. A projeção é que essa movimentação possa injetar na economia brasileira um total superior a R$ 36 bilhões de reais. E você pode tirar diversas dúvidas na nossa lista de perguntas e respostas.

As principais perguntas sobre os saques

• Quem pode sacar? - Qualquer pessoa com conta ativa ou inativa.
• Todo mundo pode sacar R$ 1.045? - Pode, desde que tenha esse saldo na conta. O trabalhador pode sacar até o limite de R$ 1.045. Quem tiver mais, o restante permanece depositado.
• Quem tem mais de uma conta pode sacar mais? - Não. O valor de R$ 1.045 é limitado por beneficiário. Ou seja, é o limite para o total de contas de um mesmo trabalhador.
• Qual o calendário de saque? - A Caixa ainda não divulgou, mas vai começar em 15 de junho e segue até o final de dezembro. Mais uma vez, o calendário vai observar a data de nascimento do trabalhador.
• Quantos serão beneficiados? – Segundo a Caixa, serão 60,8 milhões de trabalhadores beneficiados. Cerca de 80% das contas serão zeradas (ou seja, têm saldos de R$ 1.045 ou menos).
• Qual o montante a ser liberado? – Pelos cálculos do governo, os mais de 60 milhões de trabalhadores vão sacar R$ 36,2 bilhões.
• Quem não sacou o Saque Imediato pode acumular? - Não. O Saque Imediato (aquele saque autorizado ano passado) terminou dia 31 de março, e já é hsitória.
• Por que foi tomada a decisão de um novo saque? - Segundo o governo, a medida visa dar condições de sobrevivências às famílias afetadas pelo coronavírus, já que a economia desaquecida tira parte da renda dos brasileiros.
• Contas do PIS/Pasep foram transferidas. Como fica quem tinha saldo? – As contas do PIS/Pasep foram transferidas, sim. Mas o saldo continua, só que agora no FGTS, com e remuneração prevista.
• Herdeiros continuam tendo direitos a saldos do PIS/Pasep? - Sim, podendo ser feito saque mediante acordo entre os herdeiros.
• Empresas e governos deixam de pagar o PIS/PASEP? - Não. Acaba o Fundo do PIS/Pasep, mas as contribuições permanecem (agora destinadas ao FAT).

Piauí é 3º estado em consumo de alimentos frescos, diz IBGE

O Piauí é o 3º estado com o maior percentual de domicílios com alimentação fresca, atrás apenas do Maranhão e Tocantins. O dado é do IBGE e faz parte da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), com dados nacionais agregados divulgados na semana passada. O percentual referente ao Piauí foi disponibilizado nesta terça-feira (07/04) pela unidade do IBGE no Estado. A pesquisa traduz o comportamento regular das famílias, tanto que traz os dados agregados de 2017 e 2018 – portanto, não se refere à situação pontual pós-coronavírus.

De acordo com o levantamento, cerca de metade (49,5%) das calorias consumidas nos domicílios brasileiros é formada por alimentos in natura ou minimamente processados. A pesquisa mostra ainda que 22,3% dos alimentos contém ingredientes culinários processados, 9,8% são alimentos processados e 18,4% de alimentos ultraprocessados. No caso do Piauí, o percentual de calorias totais in atura é bem acima das médias do Brasil (os 49,5%) e do Nordeste (54,5%).

Ainda segundo a pesquisa do IBGE, aqui no estado os alimentos in natura representam 64,3% das calorias consumidas nos domicílios. Vale comparar a situação geral do Piauí em relação ao Brasil.
                                                     BRASIL          PIAUÍ
• Alimentos in natura                    49,5%          64,3%
• Ingredientes processados         22,3%          21,0%
• Alimentos processados               9,8%            4,1%
• Alimentos ultraprocessados     18,4%          10,5%

Entre os alimentos in natura presentes nos domicílios piauienses, o que tem maior predomínio é o arroz: o consumo per capita é de 42,2 quilos, o dobro da média nacional. Essa média só é superada pela do Maranhão, o que coloca o Piauí em 2º lugar no Nordeste e no Brasil. No caso das hortaliças, o estado é o 2º colocado no Nordeste e o 12º no país. Confira os cinco alimentos mais destacados:
                              NORDESTE         BRASIL
• Arroz                          2º                      2º
• Hortaliças                  2º                    12º
• Frutas                        3º                       9º
• Carnes                       3º                     11º
• Aves                           1º                      4º
 

Myriam Portela: Primeira-Dama tradicional, deputada progressista

Foto / Arquivo pessoal

Myriam Portela com uma das filhas, a deputada federal Iracema Portela


O Piauí perdeu nesta terça-feira um nome que se tornou um marco na nossa política: Myriam Nogueira Portela Nunes. Um marco por ser a primeira mulher eleita pelo Piauí para o Congresso Nacional; um marco pela coragem de romper com o figurino tradicional. Sim, porque Myriam chegou à política pelos caminhos de sempre: como mulher de alguém de renome. Mas foi além, tratando de fazer seu próprio roteiro de atuação e conseguindo se mostrar a partir de suas próprias ideias.

Dona Myriam Portela vem de família tradicional, os Nogueira, parte da lista de clãs que têm presença proeminente na política do Estado há tempos. Casou-se com Lucídio Portella, um médico conhecido e muito respeitado que, além disso, era parte da família Portella, também poderosa e com uma das estrelas de primeira grandeza da política local – Petrônio. Com tanto aval, Lucídio terminou governador, indicado por um Palácio do Planalto que costumava ouvir Petrônio Portella.

É aí quando a luz própria de Myriam começa a ser notada além da elite piauiense. Com Lucídio governador (1979-1983), ela ganha a condição de primeira-dama do Estado. Abraça o papel tradicional, com uma atuação voltada para o amparo das comunidades mais desassistidas. Mas mesmo aí já mostra diferença, preocupando-se em fazer mais que distribuir enxovais de bebês e kits de higiene nos bairros. Quis também se preocupar em levar condições dignas de moradia para os esquecidos da periferia.

Ganhou projeção. Em 1986, quando Lucídio disputou a vice-governadoria na chapa com Alberto Silva, ela correu atrás de um mandato de deputada federal. Foi eleita. A primeira piauiense a chegar ao Congresso, como deputada federal constituinte. E outra vez ela saiu do figurino, desta vez bem mais. Na Constituinte, tomou posições que a distanciavam do padrão conservador das suas origens. Não por acaso, em 1989 – já separada de Lucídio – vai na contramão da maioria das elites do estado e apoia Mário Covas (PSDB) para presidente. Covas era do PSDB – e Myriam terminou migrando para o partido.

A condição de primeira deputada eleita pelo Piauí já daria um lugar na história da política estadual. Mas poderia ser um lugar menor, uma nota de pé de página. O que tira Myriam da nota de rodapé e a coloca no alto da página é sua atuação. Não assumiu o papel de “delegada”, de mera representante de um clã. Não. Ela mostrou que pensava por si. E alçou a voz. E procurou fazer seu próprio caminho.

Olhando retrospectivamente, pode-se dizer que não apenas passou por nossa história política. Foi além: passou por nossa história e deixou sua marca.

‘Empréstimos precisam ser para a saúde e contra coronavírus’, diz deputado

Em uma oposição diminuta, o deputado Gustavo Neiva (PSB) defendeu que os novos empréstimos solicitados pelo governo do Estado devam ser integralmente aplicados no fortalecimento da saúde e no combate ao coronavírus. A fala de Gustavo é, antes de tudo, uma crítica às declarações do Secretário de Governo, Osmar Júnior, que chegou a dizer à coluna que os empréstimos no total de quase R$ 1,7 bilhão não seriam utilizados no combate à pandemia no Piauí. “Esses empréstimos precisam ir para a saúde porque a saúde é a única área que não tem recurso específico previsto”, disse.

Segundo Gustavo Neiva, há previsão de dinheiro extra para infraestrutura, segurança e educação. “Só a saúde está a descoberto, e sabemos que a realidade da saúde no estado já é caótica em uma situação normal. Agora, na crise, fica mais caótica ainda”, afirmou. O deputado listou os recursos previstos para cada área.
Infraestrutura: tem previsão de investimento da ordem de R$ 1,5 bilhão proveniente de empréstimo
  junto ao Banco Plural, já autorizado desde o ano passado.
Segurança: também no ano passado foi autorizado empréstimo de R$ 100 milhões especificamente
  para aparelhamento e modernização do setor de segurança.
Educação: o Estado ganhou na Justiça precatório de R$ 1,5 bilhão. Também por decisão legal,
  esse dinheiro deve ser integralmente aplicado na área de educação.

“Só a saúde não tem garantia de novos recursos. E é quem mais precisa no momento”, diz Gustavo Neiva, defendendo que os empréstimos agora solicitados, de quase R$ 1,7 bilhão, seja todo destinado ao setor.
 

Soma de empréstimos chega a R$ 5 bi, diz Gustavo

O deputado Gustavo Neiva também rebate a fala do secretário Osmar Júnior, para quem o governo estaria só ajustando os empréstimos anteriores. “O que o governo está pedindo é empréstimo novo. A mensagem do governador nem fala nos anteriores”, afirma. O deputado faz as contas e diz que, com os três novos pedidos, as operações de crédito que o governo está negociando chegam a cerca de R$ 5 bilhões.

Gustavo observa que as operações aprovadas pela Assembleia no final do ano passado já totalizavam mais de R$ 3 bilhões. “Some-se a isso os R$ 1,7 bilhão desses novos pedidos. Temos aí quase R$ 5 bi”, destaca. Ele diz ainda que o governo não detalha a aplicação dos recursos. “Fala em infraestrutura, saúde e segurança. Mas sem especificar o destino”, diz. Por isso defende que tudo seja destinado à saúde. “Como está na mensagem, a saúde é uma possibilidade, não uma certeza”, acentuou. "Precisamos da certeza de apoio à saúde".

Estado já investiu R$ 156 milhões contra Covid-19. Só 4% vieram da União

O Governo do Estado já investiu R$ 156 milhões nas ações contra a Covid-19, doença resultante da infecção com o novo coravírus. Desse montante, apenas R$ 6 milhões (ou 4% do total) foram repasses do Governo Federal. A maior fatia desse volume foi destinada à preparação de leitos de UTI em Teresina e no interior, segundo informou o próprio governador Wellington Dias, no domingo, em conversa com os deputados estaduais em sistema de videoconferência.

“O estado está tendo que buscar meios próprios para atender a essa necessidade que não pode esperar”, acentuou o Secretário de Governo, Osmar Júnior. Até agora, a União só repassou R$ 15 milhões para o Piauí, cabendo R$ 6 milhões ao governo estadual e outros R$ 9 milhões para os municípios.

Do total investido pelo Estado, os recursos estão distribuídos da seguintes forma:
R$ 80 milhões: utilizados na ampliação do número de UTIs na rede de saúde pública.
R$ 53 milhões: destinados especificamente à compra de Equipamentos
  de Proteção Individual (EPI).
R$ 3 milhões: valor utilizado para a instalação de um Hospital de Campanha,
  no ginásio Verdão.
R$ 20 milhões: destinados à estruturação da rede estadual de hospitais, bem
  como a aquisição de insumos.

Paciente em UTI gasta 14 EPIs em 24 horas

O estado aguarda o repasse de recursos prometidos pelo governo federal. Osmar Júnior ressalta a necessidade de aporte extra, já que os estados apresentam suas limitações financeiras. Como exemplo da necessidade, ele observa que um paciente em UTI utiliza uma média de 14 EPI a cada 24 horas, em meio à necessidade de proteção de diversos profissionais envolvidos no atendimento.

Na conta do Estado estão também 20 mil kits de testagem para o cornavírus.

Empréstimo não será usado contra coronavírus

O Secretário de Governo chamou atenção ainda para os empréstimos que o governo está negociando com instituições financeiras: esses recursos não serão utilizados para o combate ao coronavírus. O dinheiro, conforme estabelecido na mensagem original enviada ano passado, será destinado exclusivamente para investimento. “É um dinheiro carimbado”, lembra Osmar Júnior, ressaltando a necessidade de aporte extra pelo governo federal, visando o combate à Covid-19.

Ele lembra ainda que a mensagem encaminhada ontem pelo governador Wellington Dias não pede novos empréstimos, mas tão somente amplia o leque de bancos que podem ser utilizados para a contratação da operação de crédito. Nessa nova mensagem, o governo acrescentou o Banco do Brasil como alternativa para o empréstimo de R$ 1 bilhão. Essa operação tinha como referência o Banco Plural. Mas Osmar acredita que a crise vai dificultar esse tipo de contrato com instituições privada. Daí a inclusão do BB.

Samuel Silveira entra como alternativa para prefeito ou vice

A saída e imediato retorno do vereador Samuel Silveira à Semcaspi é muito mais que “demonstração de desapego”, como sugeriu o prefeito Firmino Filho para a decisão de manter o delegado no secretariado. Ao permanecer em um dos postos de mais visibilidade em meio à crise do coronavírus, o vereador é alçado à posição de alternativa para compor a chapa que vai disputar a prefeitura de Teresina, representando o grupo que atualmente está à frente do Palácio da Cidade. Como candidato a prefeito ou a vice.

Como estava previamente definido, Samuel deixou o cargo na quinta-feira, dia 2, quando Firmino Filho assinou o decreto de exoneração. O ato chegou a ser publicado no Diário Oficial, o que sacramentava o afastamento, necessário para cumprir o prazo de desincompatibilização (encerrado no sábado) exigido para que o vereador pudesse concorrer à reeleição. Mas ontem Samuel surpreendeu aos próprios aliados ao anunciar que permanecia na Semcaspi. A mudança de plano não quer dizer que vai estar fora da disputa.

Ele entra pra valer no jogo de alternativas para compor a chapa majoritária. Vários fatores devem ser avaliados nesta decisão. A primeira deve ser a própria mudança de plano de Firmino Filho quanto à chapa de prefeito e vice que vai representar o grupo nas eleições deste ano.

As alternativas de Firmino

Até o momento, não há certeza nem mesmo quanto à data da eleição. Diante de cenários imprecisos, a avaliação do prefeito Firmino Filho passa por vários fatores.
Kleber precisa crescer: o secretário de Educação, Kleber Montezuma, foi afetado diretamente pelo coronavírus. Ele teria de março a junho para crescer, estabelecer conexões e se fortalecer como candidato escolhido por Firmino. Com a pandemia, teve que se recolher. E o projeto (pelo menos até agora) ficou pela metade.
A alternativa Sílvio Mendes: o ex-prefeito está posto como opção para ser vice de Kleber Montezuma. Mas, se Kleber não crescer como esperam, Sílvio pode ser lembrado como um nome já consolidado para ser cabeça de chapa. Nesse caso, Samuel pode ser vice.
A alternativa Samuel Silveira: era um dos nomes estimulados pelo próprio Firmino para se colocar como alternativa ao Palácio da Cidade. Não se mostrou viável. Como um dos protagonistas na crise, poderia alcançar em dois meses o que não conseguiu em dois anos?
Possibilidade de adiamento da eleição: a eleição pode ser na data normal. Mas no palácio da Cidade tem quem acredite em adiamento para dezembro. Com isso os prazos poderiam ser revistos em dois meses e permitiria a Samuel retornar à condição de candidato a vereador. E daria mais tempo a Kleber.

Nesse jogo todo tem ainda o fator Firmino Filho: na crise do coronavírus o prefeito cresceu muito como liderança. Chamou para si a responsabilidade e deve ter, na eleição, mais peso do que já teria. Se achar que pode tirar do bolso o candidato que desejar, aí todas as alternativas se resumem à escolha do próprio prefeito – que tinha se decantado por Kleber.

Wellington quer autorização para mais R$ 1,6 bi em 3 empréstimos

Foto Divulgação / CCom

Governador Wellington Dias, em video conferência com deputados: Estado precisa de suporte financeiro


O governador Wellington Dias (PT) encaminha hoje à Assembleia Legislativa mensagem solicitando autorização para mais três operações de crédito. O valor das novas solicitações é de cerca de R$ 1,6 bilhão, que se somam a outros empréstimos autorizados pelo Legislativo ainda no ano passado – que somavam mais de R$ 3 bilhões. Os novos pedidos estão sustentados em dois argumentos. Primeiro, a crise aguda que se instalou com a pandemia do novo coronavírus. Segundo, a insegurança do governo quanto à concretização das operações autorizadas anteriormente.

O detalhamento das operações foi feito pelo próprio governador, ontem no final da tarde, quando conversou com os deputados estaduais através de vídeo conferência. O governador deu informações sobre as ações do Estado no sentido de conter o avanço da Covid-19, a doença resultante da infecção com o novo coronavírus. O governador alertou para a necessidade do governo empreender um maior esforço financeiro em ações como o aparelhamento da rede de saúde e aquisição de medicamentos e material de proteção.

Além disso, Wellington chamou atenção para as dificuldades do Estado que já vinham de antes da crise de saúde pública. Nesse contexto, ressaltou o governador, o Estado precisa de urgente aporte financeiro. O agravante é que o governo teme que as operações autorizadas no ano passado – as que somam mais de R$ 3 bi – possam não sair tão rapidamente. A dúvida é quanto à agilidade e capacidade atual do Banco Plural. Daí disse que encaminha ainda hoje o pedido para as três novas operações de crédito, onde a principal referência passa a ser o Banco do Brasil.

Os valores das operações desejadas pelo governo são as seguintes:
R$ 3 bilhões: são 4 operações de crédito, com valor somado de mais de R$ 3 bilhões. As operações foram aprovadas no final do ano passado, tendo o Banco Plural como instituição financeira de referência. Estão em compasso de espera.
R$ 1,6 bilhão: são três operações, com valores distintos
   - R$ 83 milhões
   - US$ 100 milhões (em valores de hoje, pouco mais de R$ 500 milhões)
   - R$ 1 bilhão (empréstimo a ser operado junto ao Banco do Brasil).

A intenção do governador é ter segurança sobre a concretização das operações que somam cerca de R$ 1,6 bilhão. Assim, mesmo que não saia o empréstimo junto ao Banco Plural, com as novas autorizações o Estado poderá manter o funcionamento regular dos serviços públicos e o compromisso com a folha de pagamento do servidor.

Wellington vai ter conferência com deputados

O governador Wellington Dias (PT) vai ter uma conferência com os deputados estaduais piauienses hoje no final da tarde. Será uma conversa por vídeo conferência, a partir das 17 horas. Não ficou definido o tema estrito da conversa, mas já se sabe que um dos assuntos presentes será o trabalho de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus no Piauí. Outro pode ser sobre as operações financeiras desejadas pelo Estado.

O novo coronavírus está exigindo uma série de ações do poder público, nas três esferas de poder – federal, estadual e municipal. O Piauí registra até agora 24 casos confirmados com 4 óbitos. O governo do Estado está adotando medidas como o decreto de isolamento social e compra de kits para testagem, além da instalação de um hospital de campanha no ginásio Verdão. Todo esse contexto deve ser o principal assunto da conversa do governador.

Outro tema que é tido como “natural” na conversa de Wellington Dias com os deputados é o relacionado aos empréstimos que o governo do Piauí pretende contratar. Quatro operações de crédito foram solicitadas por Wellington, ainda no ano passado, e autorizadas pela Assembleia. Agora o governador quer fazer modificações nessa autorização, tanto para ampliar as opções de instituições financeiras às quais o Estado vai recorrer, como também a possibilidade de aumentar o valor dos empréstimos.

Nova regra reduz pela metade número de partidos na Câmara

O fim das coligações proporcionais já produziu um efeito poderoso na composição das Câmaras Municipais, com drástica redução no número de partidos. Em muitas situações, a redução leva mais da metade das siglas. No caso de Teresina, a queda foi de mais de um terço: a eleição de 2016 colocou na casa legislativa 19 siglas diferentes distribuídas entre 29 cagas; as mudanças partidárias reduziram as siglas a 12. A expectativa é que a eleição de outubro possa reduzir ainda mais essa sopa de letrinha.

A legislação anterior permitia a coligação entre partidos na disputa proporcional. Ou seja: na eleição para vereador (no caso da disputa municipal, deputado estadual e deputado federal (nas eleições gerais). Essa regra prevaleceu até a eleição de 2018. Muda agora, em mais uma tentativa (junto com a clásula de barreira) de reduzir o grande número de partidos do sistema político brasileiro. Esse número excessivo é visto como uma das explicações para a permanente instabilidade política nacional.

INSTABILIDADE: A inflação de siglas verificada especialmente nos últimos 15 anos aprofundou essa instabilidade. Havia cidades em que o número de partidos correspondia exatamente ao número de cadeiras no plenário da Câmara Municipal. Um exemplo é Bom Jesus, na região dos cerrados piauienses. Na eleição de 2016, foram eleitos 11 vereadores de 11 partidos diferentes para as 11 vagas na Câmara. Mas as novas regras parecem mesmo responder às intenções: lá em Bom Jesus as mudanças partidárias verificadas até a data limite, sexta-feira, reduziu a 5 o número de siglas na Câmara.

Com um detalhe: um dos vereadores – Professor Salvador, do PCdoB – permaneceu onde estava porque desistiu de disputar um novo mandato. Se quisesse concorrer, teria buscado uma outra sigla para ter viabilidade eleitoral. Ter um partido debaixo do braço, antes, significava poder de barganha, em negociação que se estendia até a época das convenções. Agora, há um fator que antecede: a viabilidade eleitoral.

QUOCIENTE: Com a mudança de regras, não basta uma boa votação individual: agora é necessária uma boa soma que permita ao partido (agora sem aliança) alcançar o quociente eleitoral. No caso de Teresina, o quociente deve ficar em torno de 16 mil votos – patamar que nenhum com corrente à Câmara deve alcançar. Daí é preciso somar. E esse cálculo teve que ser feito agora, antes do fim do prazo para mudança de siglas.

O primeiro resultado é essa enorme redução no número de partidos nas Câmaras, em comparação com a realidade de apenas 4 anos atrás.

Município do interior compra 500 kits de teste para o Covid-19

O município de Bom Jesus comprou 500 kits para testagem de casos suspeitos de infecção com o novo coronavírus. Os produtos devem chegar ao município logo em seguida à Semana Santa e atendem à preocupação da prefeitura do município de ter o maior controle possível sobre os possíveis casos de Covid-19, a doença resultante do novo coronavírus. “Sabemos que, cedo ou tarde, teremos casos aqui. Mas queremos ter todas as ferramentas disponbíveis para fazer que o alcance seja o menor possível”, afirma Cledja Benvindo, vice-prefeita e Secretária de Saúde.

Cledja diz que o município de Bom Jesus está seguindo as orientações técnicas do Ministério da Saúde. “A gente tem os exemplos mundo afora mostrando que a maior testagem permite um controle maior e efeitos menos danosos”, afirma. Ela diz ainda que a compra feita pela prefeitura vai complementar o envio de testes por parte do governo do Estado. Inicialmente o município recebeu apenas 4 kits. Mas a Secretaria de Saúde do Estado promete para as próximas semanas o envio de uma quantidade maior.

Além disso, a secretária de Saúde de Bom Jesus acentua que todo o empenho agora é garantir o atendimento mais amplo e mais rápido aos casos com sintomatologia do coronavírus. “Estamos em alerta total. E, assim, estamos com todo nosso pessoal mobilizado, desde o médico até o agente de saúde pra responder da melhor maneira às situações que o momento exige”, afirma Cledja. Ela observa ainda que Bom Jesus, como polo regional, se obriga a adotar vigilância ainda maior.

“Somos um polo de referência e chegam aqui pessoas de todo o sul do Piauí. Por isso redobramos os cuidados”, ressalta.
 

Município reforça Hospital Regional

A prefeitura de Bom Jesus está fornecendo remédios e insumos para o Hospital Regional, vinculado ao Estado, para assegurar as melhores condições de atuação em relação ao coronavírus. Segundo Cledja Benvindo, o Hospital apresentou uma lista de urgências e o município procurou atender fornecendo sobretudo medicamentos. Ela destaca a necessidade de cooperação entre estado e município para que a população esteja melhor protegida. Em termos de atendimento, o município está reforçando também o trabalho nas UBS. São 10, sendo 8 na zona urbana e 4 na área rural.

Hoje, a Secretaria de Saúde do Estado começa a realizar testes rápidos para diagnóstico do novo coronavírus. O Estado já recebeu 18 mil kits, 8 mil enviados pelo Ministério da Saúde e outros 10 mil comprados pelo próprio governo estadual. A prioridade inicial é a testagem nas pessoas diretamente envolvidas no combate ao Covid-19: os profissionais da saúde e policiais, além dos pacientes com suspeita da doença.

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