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João Henrique vai fazer 13 Caravanas até maio

João Henrique: planejamento aponta para atividades no interior três dias por semana, visando conversar com lideranças de todo o Estado

 

O ex-ministro João Henrique Sousa não baixa a guarda, no propósito de viabilizar sua candidatura ao governo do Estado pelo MDB. E uma das armas fundamentais que usa é a Caravana Piauí em Movimento, em andamento desde o ano passado. Mas o ritmo que pretende empreender este ano é quase alucinante: até maio, pretende realizar 13 encontros regionais, permitindo dialogar com lideranças de todos os 224 municípios.

A Caravana se desenvolveu ao longo do ano passado e especialmente após setembro de 2017. No balanço que faz das andanças pelo interior, João Henrique contabiliza números que impressionam. Está tudo em cartelas (como a da foto acima). Segundo relatório feito por sua assessoria, fez 15 reuniões setoriais e mais 15 palestras, com foco mais específico nos delegados do partido.

Mas o que impressiona mesmo é a meta para 2018, que começa a ser perseguida na próxima quarta-feira, quando o ex-ministro desembarca em Água Branca. Até maio, João Henrique pretende realizar 13 encontros. A dinâmica é simples: em um primeiro dia, faz o encontro na cidade polo e nos dois seguintes visita lideranças nas cidades do entorno. Por isso o encontro de Água Branca é identificado em sua agenda como ocupando os dias 24, 25 e 26. Nessa primeira etapa do ano, pretende passar por 21 cidades.

A dinâmica se repete nos demais encontros. O segundo será em Barras e Esperantina, o terceiro em Campo Maior e assim por diante. Quer até o início de maio completar o estado, com passagem pelos 224 municípios. E espera, acima de tudo, viabilizar a candidatura por um MDB que resiste em ser oposição.
 

Ex-ministro está convicto que vende convenção

No Congresso, os dois representante do MDB (deputado Marcelo Castro e senador Elmano Ferrer) dão demonstrações de que não acompanham João Henrique. Na Assembleia Legislativa, apenas Juliana Moraes Souza pretende seguir na oposição. Mas o ex-ministro está certo que vencerá a convenção de julho.

Segundo diz, dois terços dos delegados do partido – portanto, votos na convenção – têm partido dos encontros que realiza. E, avalia, é um indicativo claro do descontentamento da base do partido com a realidade atual. “Eles [os convencionais] estão sendo massacrados por esse governo”, diz.

João Henrique não dá bolas para as projeções dos governistas, que acreditam ter 80% dos votos da convenção. “Pode ser que esse 80 a 20 seja ao contrário”, diz ele, cheio de confiança.

PT faz nova ‘Carta ao Povo Brasileiro’ 15 anos depois

 


Fernando Haddad com Lula: preparação de uma "Carta ao Povo Brasileiro" voltado para militantes e simpatizantes


Muito antes de começar o julgamento do recurso contra a condenação do ex-presidente Lula, marcado para quarta-feira, o PT já está com tudo esquematizado para tirar o melhor proveito político do episódio. Nas ações programadas está prevista inclusive uma nova “Carta ao Povo Brasileiro”, texto que leva o mesmo título da “Carta” feita por Lula em agosto de 2002, quando quis acalmar o mercado financeiro quanto à sua possibilidade de eleição, depois concretizada.

Mas as coincidências param no nome. A Carta agora, que tem como principal responsável o ex-prefeito Fernando Haddad, não é para o mercado. Tampouco vai falar em respeito aos contratos, como aconteceu em 2002. O texto agora vai desconsiderar os contratos, entendendo-se como contrato a esperada – inclusive pelo próprio PT – decisão judicial confirmando a condenação do ex-presidente no caso do triplex na praia do Guarujá.

O julgamento de Porto Alegre tornou-se pretexto, o gatilho para uma intensa movimentação política que já está em curso. Os primeiros passos foram os comitês – criados aos montes em todos os estados – em defesa “de Lula e da Democracia”. Outro passo que está sendo tomado com muito cuidado pelos petistas é a ocupação de Porto Alegre por aliados do ex-presidente. O bolo da cereja, no entanto, será a reunião marcada para o dia seguinte ao julgamento.

Nesta reunião, Lula será reafirmado como candidato. Sem Plano B.

É possível que nesse momento já sejam conhecidos os tons da "Carta ao Povo Brasileiro". Na verdade, a nova “Carta” é um discurso político, voltado para a militância e simpatizantes do ex-presidente. Ou, como tem dito o ex-presidente a interlocutores, será "uma Carta ao Povo Brasileiro, só que para o povo brasileiro mesmo".

No estilo populista – que se coloca acima das instituições –, a Carta vai fortalecer a figura mítica de Lula, como o sujeito que tem uma missão, passa por agruras mis e supera os obstáculos antes de realizá-las. Um desses obstáculos, agora, tem como símbolo a espada e a balança: a Justiça.

Será um discurso que vai tentar conclamar o povo – ao menos nas entrelinhas – a fazer justiça com as próprias mãos. Pelo voto.

A reunião vai tentar passar a ideia de que o julgamento não muda a rotina do PT, sempre apegado ao seu “Plano A sem Plano B”, Lula. Para reforçar a ideia de normalidade, a Carta não deve ser divulgada ainda. O dia marcado para sua leitura (e distribuição) pública é o 19 de fevereiro, quando o PT completa 36 anos.

Mas pode ser que os eventos de Porto Alegre alterem esse cronograma. E aí, a Carta pode chegar antes. Nesse caso, pode fazer parte do script da própria reunião do dia 25.

Gessivaldo discute em Brasília mudança no PRB


Deputado Gessivaldo Isaias: viagem a Brasília para discutir com direção nacional mudanças no PRB do Piauí

 

Liderança de referência do PRB no Piauí, o deputado Gessivaldo Isaias (PRB) vai a Brasília no dia 2 de fevereiro. A viagem tem um objetivo bem específico: definir os rumos do partido no Piauí, já que a sigla deve receber a filiação do deputado federal Rodrigo Martins, que deixa o PSB por diferenças incontornáveis com a direção nacional da legenda socialista.

A ida de Rodrigo para o PRB deve se concretizar em março e teve como ponto de partida um convite direto da direção nacional do partido, preocupada com a necessidade de superar a chamada cláusula de barreira. Conforme a nova Lei Eleitoral, o partido que não atingir 1,5% da votação nacional para a Câmara dos Deputados deixa de ter acesso aos recursos do Fundo Partidário e também a espaços de propaganda no rádio e TV.

Essas duas perdas são importantes. Os recursos do Fundo Partidário – que este ano soma mais de R$ 900 milhões, distribuídos proporcionalmente – são a base para o funcionamento das siglas em todo o país. E o espaço de rádio e TV nas inserções partidárias é um instrumento político fundamental, inclusive na negociação de fatias de poder.

O PRB quer ter candidatos com chances de eleição, daí a aposta em Rodrigo Martins. Ocorre que a chegada de Rodrigo à sigla causa um ruído: o PRB integra o governo Wellington Dias (PT), Diante dessa situação, o deputado fez apenas uma exigência: que o partido se mude para a oposição. Além disse, a direção do PRB no Piauí pode passar para o comando do novo filiado.

Gessivaldo é o atual presidente da sigla. Mas tem dados sinais há meses de que gostaria de deixar a função, sobretudo para cuidar da sua reeleição à Assembleia Legislativa.

Seja como for, a viagem a Brasília vai definir uma série de fatores, entre eles a mudança de comando partidário no Piauí.

João Henrique mantém candidatura e se encontra com Luciano


João Henrique e Luciano Nunes: encontro de oposicionistas que tentam alinhar posturas com vista às eleições

 

O ex-ministro João Henrique (MDB) não está dando muita bola para as informações que apontam para a possibilidade de apoio do seu partido ao governador Wellington Dias (PT). O ex-ministro mantém a disposição de viabilizar sua candidatura ao governo do Estado – e tendo o MDB no espaço da oposição.

Uma demonstração dessa disposição aconteceu hoje pela manhã, quando o ex-ministro se reuniu com o deputado Luciano Nunes (PSDB), que se colocou abertamente na condição de pré-candidato ao Palácio de Karnak. O encontro aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Piauí, a FIEPI. Vale lembrar, João Henrique é o presidente nacional do SESI e, quando está em Teresina, despacha na sede da FIEPI.

O encontro com Luciano já era previsto, na tentativa de alinhar posturas entre as forças de oposição. João Henrique anuncia que vai manter sua própria pré-candidatura dentro do MDB, onde a ala governista – liderada pelos deputados Themístocles Filho e Marcelo Castro – articulam no sentido inverso: garantir o partido na chapa de Wellington Dias.

Como parte da mobilização em torno de seu nome dentro do MDB, João Henrique segue com a Caravana Piauí em Movimento. Ele já programou uma nova etapa de sua caravana para a próxima semana, quando estará em água Branca. 

‘Quem decide é Wellington’, diz Regina sobre candidatura


Regina Sousa: senadorta vê o PT como merecedor de uma segunda vaga na chapa majoritária, mas reconhece que é Wellington quem vai decidir

 

A intenção do governador Wellington Dias (PT) de acomodar quatro diferentes partidos na chapa majoritária governista, parece cada vez mais palpável. O principal problema da vontade do governador é a reivindicação tanto do PT quanto do PP por duas vagas. Mas é cada vez maior o número de petistas que colocam nas mãos do governador essa decisão.

Os deputados Cícero Magalhaes e João de Deus já tinham admitido que o poder de decisão cabe ao governador, ainda que ambos reconheçam o direito da senadora Regina Sousa pleitear a reeleição. Agora foi a própria Regina quem disse sem rodeios: “O Estrategista é o governador Wellington Dias. Ele é quem decide”, afirmou.

São quatro vagas na chapa: governador, vice e duas senatorias. Dois postos estão preenchidos – o de governador, com Wellington buscando a reeleição; e uma das senatorias, com o desejo de Ciro Nogueira (PP) revalidar o mandato. Mas o PT queria repetir a candidatura de Regina, assim como o PP gostaria de manter a vice, em poder de Margarete Coelho.

Como adiantou ao blog, Wellington deixou claro que quer quatro diferentes partidos, estratégia para ampliar o leque de apoio, acomodando MDB e PSD ou PTB. A vice-governadora Margarete Coelho ainda alimenta a esperança de ser mantida na chapa. Já Regina dá sinais de que começa a aceitar a estratégia de Wellington.

“Não vou vender minha alma para ser candidata”, diz ela. Acrescenta que segue fazendo sua militância, com andanças no Estado e em diálogo com a população. Se isso ajudar a ser candidata, melhor. Se não, segue em frente.
 

Identidade com Margarete Coelho

A senadora Regina Sousa diz que se algum partido tiver direito a duas vagas na chapa majoritária, ninguém é mais merecedor que o PT. É um argumento que vai de encontro ao da vice-governadora Margarete Coelho, que vê o PP como o maior merecedor. Segundo Margarete, o PP tem a mais ampla base política, com mais de 70 prefeitos.

Regina diz que não vê o número de prefeitos como critério suficiente. Lembrou que o próprio Wellington foi eleito em 2002 quase sem apoio de prefeitos. Apesar disso, ela diz ter muita afinidade com a vice. “Eu me identifico com ela”, afirma, lembrando a luta de Margarete, por exemplo, em defesa da mulher.

Coronel Carlos Augusto antecipa saída do governo


Coronel Carlos Augusto: de saída da PM antes mesmo do limite do prazo de desincompatibilização estabelecido pela Lei Eleitoral

 

O comandante da Polícia Militar do Piauí (PM), coronel Carlos Augusto, vai antecipar sua saída do governo, para efeito de desincompatibilização com vistas à disputa eleitoral de outubro. Conforme já comunicou a alguns acessos diretos, ele deixa o comando da PM no dia 30 de março.

Pela legislação eleitoral, o prazo limite para desincompatibilização dos ocupantes de funções de confiança no Executivo é de até seis meses antes da eleição. Este ano, esse prazo é até o dia 7 de abril, exatos seis meses antes do pleito, que em primeiro turno acontece no dia 7 de outubro.

Carlos Augusto é candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa. Como o posto de Comandante da PM é uma função de confiança, o coronel precisa se desincompatibilizar para estar apto a concorrer na eleição de outubro – como concorre a uma vaga no Legislativo, a disputa para ele se encerra no primeiro turno.

Poderia ficar até 7 de abril. Mas vai sair uma semana antes.
 

Filiação partidária pode esperar

Ao sair do cargo de confiança, Carlos Augusto não deixa corporação. Enquanto estiver como Policial Militar, o coronel não pode ter filiação partidária. Mas essa opção ele terá que fazer antes de formalizar a candidatura, já que qualquer candidatura precisa de um vínculo partidário. Os policiais, no entanto, têm um regime especial e podem fazer essa escolha até no limite das convenções partidárias – que acontecem entre 20 de julho e 5 de agosto.

Carlos Augusto tem uma ligação estreita e antiga com o governador Wellington Dias (PT). Tem, portanto, uma grande proximidade do PT. Mas pode escolher uma outra sigla do leque de partidos aliados de Wellington, dependendo do cálculo político sobre a viabilidade eleitoral.

Esse cálculo, no entanto, será feito juntamente com o governador. No final das contas, ele é quem vai decidir o melhor caminho partidário do atual comandante da PM: bom para a eleição de Carlos Augusto e também para a engenharia política de Wellington.

Themístocles vai a Temer para fortalecer Legislativo


Deputado Themístocles Filho: audiência com Michel Temer para pedir o fortalecimento do Legislativo e obras para a BR-222

 

O presidente da Assembleia Legislativa do Piauí, deputado Themístocles Filho (MDB), vai liderar um movimento visando assegurar a aprovação no Congresso de uma proposta de emenda constitucional, PEC, que visa fortalecer os legislativos estaduais. Essa liderança tem tudo a ver com a relação direta de Themístocles com o presidente da República, Michel Temer.

No início da semana, Themístocles ligou para Temer. E pediu uma audiência. “É quando você quiser” – respondeu o presidente da República. A data ainda não foi marcada, mas vai acontecer antes da retomada dos trabalhos no Congresso. A indefinição está ligada ao propósito do encontro, já que o deputado piauiense vai levar junto os presidentes de todas as Assembleias do Nordeste.

A PEC pretende assegurar maior autonomia aos legislativos estaduais. De certo modo, pretende estabelecer um certo padrão de competências das Assembleias, já que hoje há diferenças nas atribuições, conforme o Estado. O problema é que muitas vezes essas competências são questionadas. A PEC acabaria com essa insegurança.

Na audiência com o presidente Michel Temer, Themístocles que pedir o apoio do presidente à proposta. O argumento do deputado para recorrer ao chefe do Executivo visando fortalecer os Legislativos estaduais é que Temer tem forte influência no Congresso. Além disso, ele é visto como um defensor do papel autônomo do legislativo, em qualquer nível.
 

Só uma reivindicação particular: a BR-222

Na audiência com o presidente Michel Temer, o deputado Themístocles Filho não quer misturar assuntos. O foco é a defesa dos legislativos estaduais. Mas haverá uma exceção: o representante do Piauí vai levar uma veivindicação particular do Piauí, e muito ligada ao próprio Themístocles. No caso, a BR-222.

Segundo o deputado, ele vai levar ao presidente o pedido para concretização de uma nova etapa de obras na BR que liga a região Norte do Piauí ao Maranhão, com travessia do Parnaíba na altura de Luzilândia. Para Themístocles, essa rodovia é fundamental para o fortalecimento econômico e social da região. Além disso, Temer já fez um compromisso com o deputado para realizar esse sonho.

Dr. Pessoa só fala de candidatura após 15 de fevereiro


Dr. Pessoa: esperando o carnaval passar para anunciar o rumo que terá na eleição deste ano

 

Citado como um potencial candidato da oposição inclusive ao governo do Estado, o depurado Dr. Pessoa (PSD) esquiva-se das perguntas taxativas e diz que só vai falar sobre seu futuro depois de 15 de fevereiro. Esse é o prazo que ele mesmo deu ao PSD e que o partido repassou ao governador Wellington Dias (PT). Nesse prazo, o PSD saberá que papel terá na chapa majoritária governista.

O partido de Dr. Pessoa tem uma reivindicação apresentada ao governador há cerca de um ano: uma vaga na chapa para o deputado Júlio César disputar a cadeira de senador. Até agora essa definição não ocorreu e Wellington não deu sinais mais concretos. Depois de 15 de fevereiro – portanto, a quinta-feira após o carnaval –, tanto Júlio quanto Dr. Pessoa dirão que rumo vão tomar.

O deputado estadual que em 2016 ficou em segundo lugar na corrida pela prefeitura de Teresina, não avança nenhuma decisão sobre o rumo que vai tomar mas explicita suas preferências. A primeira opção, segundo revela, é ser candidato a governador, mesmo que isso implique em mudança de partido. A segunda opção é ser senador, alternativa que também levaria à mudança de sigla.

As preferências seguintes, pela ordem, são a disputa de uma vaga de deputado federal e a reeleição para a Assembleia Legislativa. “Vice eu não cogito”, assegura.

 

Cortejado pelo governo e pela oposição

O deputado Dr. Pessoa admite que tem sido cortejado pela oposição e pelo governo. Pelo discurso do parlamentar, mantém mais afinidade com os oposicionistas. Nesse grupo, já conversou com Luciano Nunes (PSDB), Robert Rios (PDT) e Wilson Martins (PSB).

Mas vem sendo tentado a estar no lado governista, “direta ou indiretamente”. Como “indiretamente” entenda-se uma candidatura majoritária – no caso, ao Senado – por uma sigla que não esteja oficialmente no governo, mas que receberia apoio velado de setores governista.

O parlamentar tem dado calado como resposta. Até porque, vem repetindo, só vai falar concretamente de candidatura depois do carnaval.

Robert: ‘Certo só que não serei candidato no lado do governo’


Robert Rios: diz que não deseja ser candidato, mas se disputar algo será contra o governo de Wellington

 

O deputado Robert Rios (PDT) não tem claro o que fará em outubro. Gostaria de não ser candidato a mais nada, mas admite que pode oferecer seu nome a uma postulação, caso seja necessário. "Serei candidato ao que for preciso", diz. Ao admitir essa possibilidade, abre um leque de oportunidades. “Certo mesmo só que não serei candidato no lado do governo”, afirma.

A convicção de oposicionista transformou Robert na voz mais contundente contra o governo de Wellington Dias (PT) na Assembleia Legislativa. Nos dias de sessão plenária, ocupava o microfone do plenário praticamente todos os dias, sempre com alguma crítica ao governo.

Segue ativo mesmo no período de recesso, revelando-se como articulador de candidaturas da oposição. Já foi visto em reuniões com Luciano Nunes, Wilson Marrins e João Vicente Claudino - os três são pré-candidatos: Luciano ao governo, pelo PSDB; Wilson ao Senado, pelo PSB; e João Vicente ao governo, pelo PTB. Hopje pela manhã Robert estava na Assembleia em conversa com o deputado Dr. Pessoa, que também pode ser uma alternativa para a oposição.
 

Um novo partido para Robert

Como articulador, Robert quer assegurar candidaturas competitivas tanto ao governo quanto ao Senado. Chegou a colocar seu próprio nome como alternativa para ambas as possibilidades. Mas ressalta sempre que o desejo maior é não ser candidato a coisa nenhuma.

Mas é provável que seu nome e foto estejam nas urnas de outubro. Pelo sim e pelo não, deve mudar de partido em março, quando abre a janela de transferência partidária. A mudança tem em conta que o PDT, com Flávio Nogueira e Flávio Júnior à frente, deve permanecer no governo. Diante da possibilidade de ser candidato, vai mudar de sigla – uma que seguramente estará na oposição.

Porque Robert é taxativo: candidato ou não, é lá na oposição que estará na campanha deste ano. 

Themístocles se encontra com liderança do PSDB


DeputadoThemístocles Filho: encontro com liderança do PSDB e reforço de aliança com Wellington Dias

 

Por essa ninguém esperava. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho (MDB), teve ontem um encontro nada ortodoxo. Ele esteve com o ex-vereador Sebim, que não só é filiado ao PSDB como vem a ser pai de Luciana Sebim, a presidente municipal da sigla que abriga o prefeito Firmino Filho. Vale lembrar, desde novembro Themístocles e Firmino não se bicam.

Na eleição de 2016, Themístocles foi aliado direto de Firmino na campanha que deu o quarto mandato ao tucano. Mas, em novembro passado, no episódio da eleição para a presidência da Câmara Municipal, Firmino não engoliu bem o envolvimento do MDB na recondução de Jeová Alencar. Apesar de Jeová ser do PSDB, o prefeito não gostou e partiu para o ataque público a Themístocles e o MDB, considerados fundamentais na articulação.

Pois agora o deputado dá uma com luva de pelica. Foi a uma das tocas tucanas, convidado pelo próprio Sebim. Essa visita tem muito a ver com as eleições de outubro, quando a esposa de Firmino, Lucy Silveira, vai disputar uma vaga na Assembleia.

O que se sabe é que o prefeito já conquistou um aliado para a candidatura de Lucy na área da Socopo, exatamente o reduto de Sebim e de sua filha Luciana. Lá, a primeira-dama será votado por Ítalo Barros, outro vereador e adversário dos Sebim. Se o ex-vereador Sebim queria dar algum recado, teve uma ajuda inestimável do presidente da Assembleia.

Themístocles Filho é o mais provável vice na chapa encabeçada pelo governador Wellington Dias (PT). A aliança com Wellington parece avançar não apenas na composição da chapa majoritária: na sua principal área de atuação – a região de Esperantina – Themístocles deve votar em Rejane Dias para deputado federal.

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