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A pior notícia: fantasma da recessão bate à porta outra vez

O Brasil ainda tenta desesperadamente se recuperar da recessão do final do governo Dilma Rousseff, e já vê o fantasma de uma nova recessão bater à porta. Os avisos estão aí; economia que não deslancha, perda de competitividade em áreas fundamentais como a indústria, PIB negativo e, para completar, um cenário internacional que não ajuda. E esses sinais estão aparecendo precisamente nos três maiores parceiros do Brasil.

Os indicadores que levam ao temor de uma nova recessão surgiram, ontem, em dobro. Primeiro foi o desempenho do PIB referente ao segundo trimestre deste ano. Foi negativo – o que já leva quase todo mundo a apontar para um PIB de 2019, quando muito, zerado. Pode ser mesmo negativo, segundo indicador do próprio Banco Central. E a ana´lsie do BC não esconde o cenário pré-recessivo.

Mas quem vem dando indicações práticas desse temor é o mercado. E aí conta muito o outro sinal de ontem: o desânimo gerado pela prévia eleitoral na Argentina, onde o governo Macri – mais alinhado com o mercado e menos corporativista – levou uma surra. Lá o Peso despencou. Aqui, a bolsa caiu e o dólar subiu. São os sinais de desconfiança do mercado, amplamente descrente de um bom cenário em futuro breve.
 

Tem ainda China e EUA

A Argentina é um dos três países com quem o Brasil mais negocia. E a instabilidade que se prevê para lá não ajuda as nossas relações. A perspectiva é que o país não consiga sair tão cedo da brutal crise que vive – e isso é um enorme problema para nossa balança comercial. Daí o sacolejo na bolsa e no câmbio.

O problema é que Brasil tem ainda mais com que se preocupar: China e Estados Unidos (nossos dois principais parceiros comerciais) andam se estranhando há muito. O confronto não ajuda. Para piorar, há sinais de que a China deve perder uma parte do ritmo de evolução da economia. No caso dos Estados Unidos a coisa pode ser ainda pior: a pergunta é se a recessão chega por lá antes ou depois das eleições de 2020.

Há muitos especialistas, muitos mesmos, avaliando que ela chega já no primeiro semestre de 2020. Se assim for, outra má notícia para a economia do planeta. E o Brasil, em particular, não terá mesmo o que comemorar.