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PI melhora nota, mas pode entrar na lista de mau pagador

O Tesouro Nacional elevou a nota do Piauí de C para B, na avaliação sobre a capacidade dos estados de honrar seus compromissos. O governador Wellington Dias festejou a mudança, que traz o efeito imediato de facilitar a contratação de empréstimos com o aval do governo federal. Mas a lista deve ser olhada junto com a análise feita pelo próprio Tesouro, advertindo para a possibilidade do estado do Piauí entrar no rol de mau pagadores.

O relatório do orgão do governo federal traz notícias boas e ruins.

A boa notícia
A nota sobre capacidade de pagamento feita pelo Tesouro Nacional varia de A a D. Os que levam as notas A e B são considerados bons pagadores; e os que recebem o conceito C e D entram para a lista de maus pagadores. O Piauí saiu da parte ruim para a boa. Na listagem deste ano, divulgada ontem, 3 estados mudaram de classificação em relação a 2018. Rondônia e Amapá caíram de nota B para C. Já o Piauí teve o movimento contrário e subiu de classificação, de C para B.

A má notícia
As perspectivas apontadas pelo Tesouro não são animadoras. O estudo analisa que Acre, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná e São Paulo, atualmente com avaliação B, correm risco de cair para a C no próximo ano, pois a relação entre despesa corrente e receita corrente já se encontra próxima da margem de 95%. “Para esses estados, faz-se necessário esforço maior em aumentar a receita e cortar gastos”, diz o documento. Aqui os cortes têm limites, em especial pelo peso da folha de salários dos servidores.
 

Piauí gasta mais de 60% com pessoal

O Tesouro Nacional também tornou públicos dados sobre os gastos com pessoal e o déficit da Previdência. O estudo aponta que os estados tiveram em 2018 um rompo de R$ 101,3 bilhões na contra da previdência. Mostra ainda um enorme gasto com pessoal: nada menos que 12 estados gastaram em 2018 mais de 60% com a folha de funcionários, atropelando a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Piauí está nessa lista. Os companheiros de agruras são: Tocantins, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Acre, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro e Maranhão.