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MDB quer ‘efeito Dr. Pessoa’ para atrair candidatos

Está marcado para a próxima semana o ingresso oficial do ex-deputado Dr. Pessoa nas filas do MDB. Será uma festa específica para o novo filiado, que chega com status de candidato a prefeito de Teresina e com a aura de mais citado nas pesquisas preliminares sobre a disputa pelo Palácio da Cidade. Mas o MDB quer aproveitar a chegada de Dr. Pessoa para atrair novas lideranças dispostas a disputar uma vaga na Câmara Municipal.

O MDB está na lista de três partidos que assustam pela força de alguns candidatos. Os outros dois são o PP e o PSDB. Os três contam com nomes de alta rendimento eleitoral, o que intimida potenciais candidatos que vislumbram um desempenho apenas mediano – portanto, sem chance de concorrer com as estrelas já existentes nas siglas. Mas a chegada de Dr. Pessoa é o argumento que o MDB quer usar para mostrar a viabilidade, também, de candidatos com votação mediana.

A ideia é mostrar que Dr. Pessoa tende a ser um natural puxador de votos, com potencial inclusive para ser eleito. Como puxador, deve engordar de votos também a chapa proporcional – a que reúne os candidatos a vereador. Isso deve elevar o desempenho do partido e ampliar a representação emedebista para além dos pesos pesados. Além disso, a possibilidade de eleição abre perspectivas de postos administrativos tantos para vereadores eleitos (o que abre espaço para os suplentes) como também para os que não se elegerem.

Nesse sentido, a filiação de Dr. Pessoa se transformar em um trunfo e tanto para o MDB, não apenas na perspectiva de conquistar o Palácio da Cidade como para ter uma robusta bancada na Câmara.
 


Senadora Simone Tebet (ao centro), com mulheres de SC: estrela que se projeta dentro um MDB carente de novas lideranças

Simone, a nova estrela nacional do MDB

Pode não dar em nada, mas vai que... Nesta semana, em Brasília, um grupo de lideranças femininas do MDB de Santa Catarina lançou a senadora Simone Tebet à presidência do MDB, num esforço para arejar a sigla. E algumas até foram além, defendendo que a senadora pode ser uma forte candidata à presidência da República, em 2022. Também seria um ar novo no rol de candidatos ao Planalto.

Simone tem se revelado uma hábil política, serena na fala e firme nas ideias. Em janeiro, em uma prévia em que a bancada do partido no Senado decidiu quem seria candidato à presidência da Casa, ela perdeu a indicação para Renan Calheiros. E Renan perdeu a eleição para Davi Alcolumbre. Hoje, avalia-se que, se Simone fosse a candidata, Alcolumbre sequer teria disputado o cargo – já que o principal objetivo era evitar Renan.

Independente do futuro que não que aconteceu, o que está por vir pode ter Simone Tebet em um lugar de destaque, sim.