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Pedro Simon, os ecos de 70 anos de vida pública

O ex-senador Pedro Simon, aos 90 anos, segue com a mente viva e as ideias claras. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, olha para o passado, analisa o presente e lança pontes para o futuro. Lamenta a presença de Romero Jucá na presidência do MDB, critica o estilo Bolsonaro, elogia a Lava Jato e diz que as vozes que pedem a liberdade de Lula têm interessde particular: temem ser as próximas vítimas. Vale a pena ver a entrevista que traduzem um pouco dos seus 70 anos de vida pública – Pedro Simon, portanto, está aí desde o final dos anos 1940. O blog pinça algumas frases da entrevista do Estadão.

Romero Jucá presidente do MDB:
“É um absurdo. Ele deveria estar afastado. O presidente do partido tem de ser uma figura unânime na seriedade, dignidade e correção”.

O Ministério de Bolsonaro:
“Foi feliz nessas escolhas [de Paulo Guedes e Sérgio Moro]. Outro lado positivo é que não teve ‘toma lá, dá cá’ na escolha do ministério. Houve um exagero no número de generais, mas não há nenhum que tenha sido comprometido com a ditadura.

O estilo Bolsonaro:
“Tem uma incontinência verbal que desconfio ser um problema psicológico”.

Lava Jato:
“É o fato de maior importância na história do Brasil. Tenho quase 70 anos de vida pública. No Brasil, o sujeito para ser preso tem de ser condenado em sentença definitiva. Ninguém é condenado em definitivo. Prescreve antes”.

Vazamento de mensagens:
“As irregularidades que podem ter acontecido não podem, como alguns querem, anular a Lava Jato. Não podem voltar atrás e mandar para a cadeia só após condenação em última instância”.

A Prisão de Michel Temer:
“Com todo respeito, os fatos existem e devem ser apurados. Ele vai ter todo direito de se defender, mas não dá para dizer que há um dossiê de coisas equivocadas”.

‘Lula livre’:
“Querem soltar o Lula não porque gostam dele, mas porque, se ficar na cadeia, não tem motivo para os outros não irem também. Os corruptos do MDB e do PSDB têm de ir para a cadeia também”.

Lula preso comum:
“Claro que não. Ele foi cinco vezes candidato à Presidência e ganhou em duas. Merece uma prisão especial. Seria um absurdo trazer ele para a prisão comum aqui em São Paulo”.