Cidadeverde.com

Produção de vacina contra a dengue entra na última fase

Foto Divulgação / Ebserh

Imunicação: desenvolvimento de vacina contra a dengue entra em fase final 


O Brasil está em fase adiantada para começar a produção de uma vacina contra a dengue. O desenvolvimento da vacina, que tem à frente o Instituto Butatan, entra na terceira e última fase, envolvendo pesquisadores de diversas instituições, incluindo hospitais ligados à Ebserh – empresa estatal de gestão de hospitais universitários. Em alguns casos, os estudos já fazem avaliações das aplicações desde 2016.

Um desses casos é em Sergipe, onde pesquisador do Hospital Universitário da UFS vem avaliando cerca de 1.200 pessoas distribuídas em três faixas etárias: de 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos. Outro caso é no Ceará, com mais de 1.300 pessoas acompanhadas. Na primeira fase, foram utilizados animais para avaliação. Na segunda, um pequeno grupo de pessoas. E agora, na terceira etapa, os testes ocorrem em um grupo maior de pessoas, em várias partes do país e em situação diversas.

Os resultados iniciais mostram baixos efeitos colaterais e alta capacidade de imunização, o que aponta para a eficácia da vacina. O desenvolvimento dessa vacina tem grande importância sobretudo pelo alcance dos casos de dengue: segundo o Ministério da Saúde, foram cerca de 600 mil casos no primeiro semestre deste ano. O número de mortes no mesmo período ronda os 400 casos.

Números tão robustos dão a medida da importância da vacina. E tornam animadores os resultados até agora apresentados. Segundo os pesquisadores, a eficácia verificada nas duas primeiras fases foi superior a 85%. O trabalho deve ser concluído até 2023. Mas a expectativa é que a Anvisa autorize o produto antes desse prazo.

Cabe ainda anotar que há uma vacina disponível no mercado, mas com duas desvantagem em relação ao produto do Butantan. Primeiro, a eficácia (que não passaria de 60%). Segundo, o fato dessa imunização ser feita em duas doses, enquanto a do Butantan é em dose única.