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IDGE coloca Piauí entre os menos competitivos da indústria

Diversos indicadores tentam medir a capacidade da indústria, tanto observando o cenário para investimento bem como a competitividade, especificamente. E sob qualquer olhar, a realidade brasileira é ruim. E, dentro da realidade nacional, o Nordeste anda mal das perdas – e mais ainda o Piauí, que nunca está entre os primeiros sequer na região.

Um dos indicadores mais considerados para se avaliar o cenário em que está a indústria é o Índice dos Desafios da Gestão Estadual (IDGE). Criado pela Marcoplan, o Índice segue metodologia semelhante à que mede o IDH, agregando variáveis que vão dar para cada estado uma pontuação de zero a um. Aí o Piauí fica em 23º lugar, com indicador 0,401. No Nordeste, só o Maranhão (0,381) tem pior desempenho e Alagoas está um pouco acima (0,409), conforme os dados divulgados para o ano passado.

Esse resultado é alcançado a partir do que a Marcoplan chama de indicadores-síntese, aqueles que vão impactar significativamente no cenário de investiumentyo, já que formam as condições necessárias para atuação do setor industrial. Entre esses indicadores-síntese estão áreas como educação, saúde, segurança, infraestrutura, desenvolvimento econômico, desenvolvimento social, condições de vida e o quadro institucional.

A tradução do IDGE é mais que óbvia: é necessária uma profunda transformação nos setores construtores desse cenário. Sem eles o investimento não chega. Ou seja: é preciso melhorar os serviços essenciais (saúde, educação, segurança) e dotar o Esdato da infraestrutura mínima necessária. Sem isso, a tendência é permanecer como um dos vagões finais de um trem que nem é lá essas coisas.
 

Competitividade também é baixa

Outro indicador vem sendo largamente utilizado para ler o nível de desenvolvimento das unidades federativas. Trata-se do Ranking de Competitividade dos Estados, desenvolvido pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Entre as variáveis utilizadas estão segurança pública, seguridade social, infraestrutura, educação, capital humano, eficiência da máquina pública, solidez fiscal, potencial de mercado, inovação  e sustentabilidade ambiental. Esse somatório vai definir a atratividade dos Estados para o investidor. 

O Ranking estabelece pontuação que varia de 0 a 100. O primeiro lugar é São Paulo, com 89,1. O Piauí fica em 21º lugar, com 37,9 pontos. Outra vez o Nordeste vai mal das pernas: apenas dois estados ficam com pontuação acima dos 50: Paraíba (9º colocado, com 52,7) e Ceará (12º, com 51,2). Há pelo menos um discreto consolo: neste índice, o Piauí deixa para trás três estados da região: Bahia (37,7 pontos), Sergipe (33,5) e Maranhão (32,6 pontos).

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