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Corte afeta Funasa e compromete saneamento no interior

Foto Divulgação / Assembleia Legislativa

Henrique Pires: segundo o deputado, cortes no orçamento da Funasa não ajudam o país a economisar recursos


A proposta de orçamento da União para 2020 está distribuindo cortes. Um órgão que vai ser afetado é a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que terá redução de 7% no volume geral de recursos. A notícia não é nada boa especialmente para as pequenas cidades, onde a Funasa tem tido um papel fundamental, e especialmente no Nordeste. Os prefeitos do Piauí sabem a importância do órgão para a instalação de pequenos sistemas de abastecimento, por exemplo.

O orçamento total previsto para a Funasa é de R$ 2,7 O valor é R$ 184,2 milhões menor que o deste ano. Os gestores do órgão dizem que ainda há R$ 1 bilhão a ser aplicado este ano e, portanto, os serviços não devem ser afetados nem agora nem em 2020. Parece mais desculpa, já que esse R$ 1 bi é algo próximo de um terço dos recursos de 2019, e deve ser utilizado até dezembro.

Traduzindo: vai faltar dinheiro em 2020.

O quadro se mostra mais grave pelo que ressoa de dentro para fora do governo: os cortes vão afetar especialmente os projetos em cidades com menos de 50 mil habitantes. No caso do Piauí, apenas cinco estariam fora desse corte – Teresina e mais quatro no interior. Se a informação for pra valer, temos péssimas perspectivas para obras de saneamento no interior piauiense, em 2020.

O deputado Henrique Pires (MDB), que já foi gestor da Funasa, manifestou preocupação. Acha que, se realmente precisar fazer cortes, que não seja em um setor que gera economia direta para os cofres públicos. Sim porque investir em saneamento reduz os gastos com saúde.
 

A cada 1 Real, economia de até 9

Henrique Pires já tratou da proposta de Orçamento com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Está discutindo possibilidades dos cortes não afetarem a Funasa. O deputado usa como argumento estudos na União Europeia segundo os quais cada valor investido em saneamento gera até nove vezes de economia em gastos com saúde.

Trazendo para a realidade brasileira: cada R$ 1,00 investido no setor gera uma economia de R$ 9,00 em saúde. Por esse cálculo, Henrique Pires entende que não é lógico o corte no orçamento da Funasa, já que os investimentos do órgão atendem exatamente setores carentes, onde esse retorno em saúde é otimizado.