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Marcelo será Tesoureiro na nova executiva do MDB com Baleia

O Piauí deve ter um lugar de destaque na próxima Executiva do MDB, a ser escolhida em uma convenção sem data definida, mas que acontecerá ainda no último trimestre deste ano. O nome e o lugar já estariam definidos: o cargo é o de Tesoureiro, a ser a ocupado pelo senador Marcelo Castro. A escolha de Marcelo para um dos cargos mais cobiçados, em princípio, integra as articulações em torno da candidatura do deputado Baleia Rossi (SP) à presidência da sigla. Ela também contemplaria o Nordeste e a bancada de senadores.

O MDB tenta se recompor do descalabro eleitoral DE 2018, quando se apequenou bastante. Ano passado, o partido elegeu apenas 3 dos 14 candidatos a governador e conquistou somente 34 vagas na Câmara, contra os 66 de 2014. No Senado, encolheu de 19 para 13 cadeiras. O Fundo Partidário praticamente caiu pela metade, em relação ao ano passado. Daí, o velho MDB tenta agora um nome que passe a ideia de mudança e renovação, passando a borracha em lembranças tais como Romero Jucá, Michel Temer, Pezão, Sérgio Cabral e Eduardo Cunha.

A cúpula (sempre a cúpula) do MDB acredita que Rossi traduziria essa ideia de mudança. Mas há no partido quem enxergue nele simplesmente a continuidade. A candidatura do deputado paulista tem o aval dos caciques novos e antigos. Entre os novos está o governador Ibaneis Rocha (DF), que chegou a pensar no cargo. E entre os antigos estão os governadores Helder Barbalho (PA) e Renan Filho (AL), filhos, respectivamente, de Jáder Barbalho e Renan Calheiros.

Os dois também pensaram no comando da sigla. Mas deixaram para Baleia, um nome de confiança com jeitão de mudança.
 

Governadores terão lugar especial

O MDB é um dos poucos partidos que impede que ocupantes de cargos executivos (como os governadores) possam dirigir a sigla. Quando Ibaneis Rocha se animou pela presidência, mudou-se o texto do Estatuto. Até agora, porém, não foi aprovado. Mas o texto deve sofrer mudanças, sim, para que os governadores tenham um lugar especial na cúpula do partido.

A ideia é que passem a compor a direção nacional do partido como membros natos. Esse tipo de situação contempla, nas regras atuais, os líderes do partido na Câmara e no Senado. Com a mudança, acomodaria os governadores do partido. Ao mesmo tempo, deve pavimentar a eleição do deputado Baleia Rossi, que não encontra grandes adversários na disputa. O único nome aventado com alguma consistência é o do ex-senador Pedro Simon, que leva o discurso do MDB ético. Mas, aos 89 anos, Simon não teriam muito fôlego para a campanha.