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Eneva leva lotes no Piauí, mas ainda está longe de ver petróleo

Howsenbergson Brito: expectativa de exploração de novos lotes no Piauí que potem conter gás e petróleo


A Eneva, empresa do Rio de Janeiro com atuação no Maranhão, Ceará e Roraima, arrematou no dia 10 passado seis lotes com potencial para exploração de gás ou petróleo. Ontem, informações publicadas no site do Brazil Journal davam conta da descoberta de indícios de petróleo na Bacia do Parnaíba. A notícia gerou expectativas e as ações da Eneva chegaram a subir 4,21%. Os indícios existem, em uma unidade da empresa no Maranhão, mas somente estudos complementares vão dizer se a exploração é economicamente viável.

No caso do Piauí, há uma perspectiva da empresa atuar no Estado. Mas nem isso está certo. O secretário de Minas e Energia do Piauí, Howsenbergson Brito, esteve em contato com a direção da Eneva, ontem. A empresa informou que ainda não definiu os locais exatos de perfuração nos seis lotes arrematados. Mas adiantou que os estudos de viabilidade não devem ocorrer antes do início do próximo ano.

Vale destacar, três empresas haviam arrematado lotes em leilões para a exploração de petróleo, em 2013. Uma delas foi a Ouro Petro, que não encontrou indícios de óleo ou gás, abandonando os lotes. Outra foi a Petrobrás, que também cancelou os projetos de pesquisa nas áreas arrematadas. E a terceira foi o braço petrolífero do Grupo X, de Eike Batista. Eike acabou falido e preso – e com assim os projetos foram cancelados.

Esses lotes abandonados passaram a uma lista de “leilão permanente”, onde empresas interessadas poderiam fazer oferta em qualquer tempo. A Eneva arrematou seis, que poderão levar aos estudos de viabilidade tanto no Piauí quanto no Maranhão.
 

Eneva tem foco no gás natural

A Eneva tem no Maranhão seu principal foco atuação. São dois complexos, com seis unidades produtivas. Na parte norte do Estado, a empresa tem uma usina de geração de energia movida a carvão (receita de R$ 412 milhões) para atender o porto de Itaqui. Nas proximidades de Imperatriz funciona o segundo completo, com cinco unidades, todas usinas a gás natural. As três unidades com produção consolidada já somam R$ 1,2 bilhão em receitas.

No Ceará, a Eneva tem também uma usina movida a carvão. A unidade está nas proximidades do porto do Pecém, com receita próxima de R$ 500 milhões. Em Roraima, está em fase de instalação uma outra usina a gás, com expectativa de receita da ordem de meio bilhão de reais. A empresa conta ainda com direito de exploração de lotes no estado do Amazonas, em uma extensão da bacia que inclui Roraima.