Cidadeverde.com

Firmino quer bloco com 250 candidatos a vereador

O prefeito Firmino Filho (PSDB) ainda está longe de definir (ou, pelo menos, de anunciar) o nome que vai apresentar para a disputa do Palácio da Cidade. Mas a estratégia está definida: quem quer que seja o candidato a prefeito do grupo que está à frente da prefeitura de Teresina, terá como retaguarda um bloco gigante de candidatos a vereador. Serão cerca de 250 candidatos que funcionarão como multiplicadores de voto, com capacidade para levar a candidatura a prefeito a qualquer canto da cidade.

A estratégia de Firmino não é nova. A formação de uma grande frente – com um amplo número de partidos aliados e candidatos a vereador – ele já usou em outras disputas, especialmente nas duas vezes em que buscou reeleição (2000 e 2016). Em ambas foi vitorioso. Firmino sabe que um bom número de candidatos a vereador é fundamental. Não esquece, por exemplo, que sofreu um bom bocado em 2012 para vencer o então prefeito Elmano Ferrer. Razão? Elmano tinha usado a mesma estratégia, formando uma enorme chapa de candidatos a vereador. Quase vence.

Esse tipo e estratégia é bem própria de quem está com a máquina na mão. É construída à base de troca de espaço no poder para os aliados. Wellington Dias (PT) fez e repetiu a mesma fórmula nas disputas pelo governo do Estado. E sempre se dando bem. Firmino não quer abandonar o modelo, até porque precisa acomodar os muitos vereadores e suplentes que hoje lhe dão apoio e um mundo de novas lideranças que desejam disputar uma cadeira na Câmara.

Firmino está desenhando um bloco com seis partidos, cada um funcionando como uma frente que acomoda um mundo de lideranças.
 

Partidos no lugar das coligações

Nas eleições anteriores, as alianças eram feitas na forma de coligações, que se definiam mesmo já lá prá julho, na fase das convenções. Agora, com o fim das coligações proporcionais, os arranjos se definem até o início de abril, prazo final de filiação. Agora é tudo concentrado em um número menor de partidos, cada sigla com um bom punhado de candidatos: precisam somar votos para chegar ao cociente eleitoral e garantir vaga na Câmara. Quase todos os partidos vão querer chapa cheia, próxima do limite máximo de 44 candidatos por sigla.

Firmino terá seis partidos em seu grupo. Com mais de 40 candidatos por sigla, vai somar os 250 candidatos a vereador.
PSDB: terá o maior número de pesos-pesados, sobretudos vereadores, com alta votação. Quer eleger de 6 a 8 vereadores.
Progressista: o partido de Ciro terá chapa cheia e quer ser força equivalente (ou quase) ao PSDB.
Solidariedade: o partido de Evaldo Gomes tem chapa quase pronta, repetindo a fórmula (de sucesso) com muitos candidatos de votação mediana.
Patriota: é a primeira sigla já escalada para acomodar as lideranças ligadas ao palácio da Cidade, mas com potencial não muito acima do mediano.
PDT: é uma sigla ainda forte e com alguns nomes de referência. Se mobiliza para agregar lideranças menores.
PMN: deve ser a sigla que vai agregar as lideranças de votação mediana ou baixa.