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Legislação deve pulverizar candidaturas a prefeito, em 2020

As mudanças na legislação eleitoral para 2020 devem levar à pulverização de candidaturas em todo o Brasil. No caso das disputas pelas Câmaras Municipais – agora sem coligação proporcional –, todo partido que quiser disputar para valer terá que formar amplas chapas, onde o maior número de candidatos tende a implicar em maior soma de votos e, em consequência, maior número de vereadores eleitos. A própria estratégia de eleger mais vereadores deve fortalecer a tendência de lançar candidaturas à prefeitura. Somente em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte há 26 pré-candidatos a prefeito.

Teresina, que sempre teve alta ou altíssima concentração de votos em dois candidatos, pode ter no próximo ano uma situação nova. No cenário de hoje, vislumbra-se pelo menos três candidatos viáveis, dividindo votos: um representante do Palácio da Cidade, outro com o aval do Palácio de Karnak e o candidato do MDB, que tende a ser Dr. Pessoa. Tal perspectiva pode levar à inédita situação de três candidatos com mais de 20% dos votos válidos.


Confira como foram as 9 eleições em Teresina

Desde a redemocratização, Teresina teve 9 eleições municipais. Em quatro, houve altíssima concentração de votos. Em cinco, verificou-se alta concentração. Confira.

• Eleição 1985
Alta concentração. Eram 7 candidatos, mas dois somaram quase 90% dos votos válidos: Wall Ferraz, do PMDB (50,33%), e Átila Lira, do PFL (39%). A terceira colocação coube a Myriam Portela (PDS), com discretos 5,84%.
• Eleição 1988
Alta concentração. Com 5 candidatos na disputa, os dois primeiros somaram mais de 72% dos votos válidos: Heráclito Fortes (PMDB) teve 41,13%, seguido de Átila Lira (PFL), com 31,19%. Myrian Portella (PDS) foi terceira, com distantes 10,81% dos votos.
• Eleição 1992
Altíssima concentração. Eram 6 candidatos, mas Wall Ferraz (PSDB) abocanhou sozinho 63,61% dos votos. O segundo colocado, Alberto Silva (PMDB) teve apenas 13,77% dos votos válidos.
• Eleição 1996
Alta concentração. Eram 8 candidatos, mas dois concentraram perto de 80% dos votos válidos. No primeiro turno, Firmino Filho (PSDB) teve 39,76% dos votos, seguido de Alberto Silva (PMDB), com 37,66%. O terceiro, Nazareno Fonteles (PT), alcançou 18,69%.
• Eleição 2000
Altíssima concentração. Eram 5 candidatos, mas os dois primeiros concorentes somaram 93% dos votos válidos. Firmino Filho (PSDB) se reelegeu com 60,89% dos votos, seguido de Wellington Dias (PT), com 32,43%. O terceiro, Ciro Nogueira (PFL), não chegou a 4%.
• Eleição 2004
Alta concentração. Eram 9 candidatos, mas os dois primeiros somaram mais de 74% dos votos válidos. No primeiro turno, Silvio Mendes (PSDB) alcançou 48,89% dos votos, seguido de Adalgisa Moraes Souza (PMDB), com 25,70%. O terceiro foi Quem Quem (Prona), com 8,4%.
• Eleição 2008
Altíssima concentração, a maior de todas. Eram 6 candidatos, mas Silvio Mendes (PSDB) sozinho teve 70,36% dos votos válidos. Nazareno Fonteles (PT) teve 25,91%. Juntos somaram mais de 96% dos votos.
• Eleição 2012
Alta concentração. Eram 7 candidatos, mas os dois primeiros somaram mais de 70% dos votos válidos: Firmino Filho (PSDB) teve no primeiro turno 38,77% dos votos, seguido de Elmano Ferrer (PTB), com 33,14%. O terceiro, Wellington Dias (PT) alcançou 14,18%.
• Eleição 2016
Altíssima concentração. Eram 7 candidatos, mas os dois primeiros somaram mais de 90% dos votos. Firmino Filho (PSDB) teve 51,14% dos votos do primeiro turno, seguido de Dr. Pessoa (PSD), com 39,77%. O terceiro, Amadeu Campos (PTB) não chegou a 7%.