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Investimento do Banco do Nordeste cresce 58% no Piauí

O Banco do Nordeste quer se firmar como a principal fonte de financiamento do campo na região. O propósito é especialmente relevante agora, quando outras instituições financeiras estatais e privadas focam em áreas com alto potencial econômico dentro do Nordeste. Segundos dados do banco, este ano já foram contratados R$ 20 bilhões em toda a região, recursos provenientes do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE). O Piauí contabiliza 10% do total, em investimentos que somam mais de R$ 2 bilhões.

Segundo informações da superintendência do Banco do Nordeste no Piauí, esse valor representa os contratos formalizados no estado de janeiro a setembro deste ano, um crescimento de 58% em relação às transações efetuadas no mesmo período do ano passado. O foco principal é o semiárido, que totaliza R$ 1,4 bilhão. No somatório geral, o Banco do Nordeste formalizou 44 mil contratos no estado do Piauí.

Outro foco importante é o segmento de micros e pequenos investidores, incluindo as contratados na área da agricultura familiar. Os R$ 20 bilhões contratados através do FNE implicam 410 mil operações de crédito. Do bolo total, R$ 2,5 bilhões foram destinos e micro e pequenas empresas. Já os contratos relacionados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), somados aos mini e pequenos produtores rurais, tiveram até o final de setembro R$ 3,2 bilhões dos recursos do FNE. Esses dois itens, somados, chegam a R$ 5,7 bilhões.

De tudo o que foi investido até agora, R$ 11 bilhões (ou 55% do total) foram aplicados em ações no semiárido dos 9 estados do Nordeste e no norte dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
 

Banco quer continuar líder no setor

Com 292 agências, o Banco do Nordeste é líder no setor em que atua, com especial atenção aos financiamentos rurais. De acordo com dados da instituição, o banco concentra 69,2% da totalidade dos financiamentos ofertados e 62,2% dos financiamentos de longo prazo. No caso específico do financiamento rural, responde por 54,8% do crédito. O Banco do Nordeste quer manter o lugar de destaque.

O foco nas operações de crédito no interior nordestino cabe especialmente agora, quando outras instituições financeiras públicas e privadas entram no mercado antes quase exclusivo do Banco do Nordeste. Um exemplo é a Caixa Econômica, que sempre priorizou o crédito imobiliário em áreas urbanas. A Caixa mudou de estratégia e agora olha para o rural. Não por acaso anunciou a abertura de duas superintendências no Nordeste – uma em Bom Jesus (Piauí) e outra em Mossoró (Rio Grande do Norte). Em ambos os casos, a intenção é estar perto do grande produtor vinculado ao agronegócio.