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Crise no PSL deve levar Luís André para candidato de Firmino

O vereador Luís André, que comanda o PSL no Piauí, pode ter uma grande oportunidade para estar, na eleição de 2020, no lugar que mais lhe agrada: ao lado do candidato indicado pelo grupo liderado pelo prefeito Firmino Filho (PSDB). A oportunidade é a crise nacional vivida pela sigla, colocando em lados opostos os seguidores do presidente Jair Bolsonaro e o do presidente do partido, deputado Luciano Bivar. O partido deve sofrer abalos também por aqui e uma parte dos atuais filiados tende a deixar o PSL. Nesse embate, Luís André deve ganhar carta de alforria.

A estratégia nacional do PSL sempre foi clara: aproveitar as eleições municipais do próximo ano para crescer em todo o país, como caminho para pavimentar uma nova candidatura de Jair Bolsonaro, em 2022. Essa estratégia, também, sempre colocou como prioridade as grandes cidades, em especial as capitais. E aí Luís André se via empenhado na construção de uma candidatura própria, mesmo sem nomes consolidados ou recursos fartos. Agora tudo pode mudar.

Luís André tem ligações com o grupo à frente da prefeitura de Teresina, mas por dever de ofício vinha defendendo a candidatura própria do PSL ao Palácio da Cidade. Era exigência do partido, colocada nas mãos do vereador desde que desembarcou na sigla. Mas o partido não seguirá o mesmo: só um grupo fica por lá, o de Bolsonaro ou (mais provável) o de Bivar. Bolsonaro saindo, algumas “estrelas” do partido seguem com o presidente para a nova sigla. Também sai do partido a exigência de candidatura própria.

É aí quando Luís André fica livre desse pepino colocado em suas mãos. E aí terá outro dilema: seguirá com o PSL (onde precisa formar uma chapa com uns 40 candidatos) ou se muda para uma sigla que orbita em torno de Firmino. Só não terá uma dúvida: em qualquer das duas situações, deve apoiar o candidato ligado ao atual prefeito.
 

Vereador vai esperar poeira baixar

A crise nacional do PSL está tirando a voz do vereador Luís André. Ele não quer falar do assunto. A interlocutores que o abordam tem repetido uma frase: “Vamos deixar a poeira baixar”. É uma forma de esquivar-se do espinhoso que, sabe bem, vai afetar a vida da sigla. Pode-se, no entanto, desenha o futuro de Luís André. Sim, porque vale lembrar que a chegada do vereador à sigla tem em Luciano Bivar o principal avalista interno. E no deputado Átila Lira (PP) o incentivador externo.

No caso de Átila, vai continuar na esfera do governo Bolsonaro, mas sem precvisar seguir as estratégias políticas de Bolsonaro. Já no caso de Bivar, deve engrossar o lado da oposição, ainda que com algum desconforto. Isso tudo não deixar de criar um embaraço para o vereador Luís André, que chegou ao PSL sem um discurso bolsonarista no bolso. Se for por discurso, tem mesmo é o da proximidade com o grupo de Firmino Filho, que já que superou o voto do vereador em Jeová Alencar, na eleição na Câmara de novembro de 2017.

Águas passadas. André está mesmo de olho é na eleição de 2020.