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TSE tenta eliminar dúvidas sobre eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) colocou na lista de tarefas mais um importante desafio para as eleições do próximo ano. Não é o maior de todos, mas é muito importante: eliminar qualquer dúvida sobre a disputa e, portanto, sobre seu resultado. E esse desafio passa por rigor e transparência. O sistema eleitoral é um conjunto de regras que norteiam a disputa nas eleições. É também um pacto em que essas regras são aceitas e respeitadas, o que confere legitimidade a todo o processo. Mas um segmento (bem minoritário porém bastante barulhento) se esmerou em arranhar essa legitimidade, sobretudo questionando a segurança das urnas. Viu-se que tudo não passou de má fé (caso de eleitor no Pará) ou de trapalhada (caso de Dr. Pessoa, aqui no Piaui). Mas os ecos do barulho ficaram, exigindo reação do TSE. A deslegitimação ganhou a contribuição do próprio segmento político, com o fenômeno das candidaturas laranja. E aí entra o esforço do TSE de eliminar as dúvidas. Uma ação nesse sentido foi o teste da urna eletrônica. O resultado é muito bom, embora sem ser perfeito. Urnas mostram fragilidades pontuais O TSE entregou urnas eletrônicas a 25 peritos. A missão era encontrar fragilidades nas urnas, como possibilidades de invasão. Os "hackers" encontraram duas falhas. Pontuais e irrelevantes, mas encontraram. O TSE reduziu o número de barreiras digitais. E aí os peritos mudaram, por exemplo, a identificação de "boletim de urna" para "boletim". Tentaram mudar nome de candidato, alterar número de voto etc. Nada. Ainda assim o TSE vai seguir com novas ações, inclusive para eliminar as fragilidades pontuais. É necessário. Em nome da legitimidade do processo eleitoral.